terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Morcegoterapia

Diz o ditado popular: “Passarinho que anda com morcego, começa a dormir de cabeça pra baixo”.

Sobre a posição mais saudável para dormir, há quem aposte na morcegoterapia, que consiste em ajustes do organismo, na prática do hábito de dormir de cabeça para baixo. 

"É uma correção da postura humana, em que a evolução de quadrúpede para bípede não foi bem efetuada", diz a estudiosa soteropolitana Gilcaê Troncha. 

(Foto: Acervo Silvino Cabral)

Lorde

Lorde é um título nobiliárquico empregado no Reino Unido. É equivalente a "Senhor" ou "Dom" em Portugal, correspondendo originalmente a um título de autoridade feudal. 

Oliwal Benice Sunpay II, Lord of Piety.

A etimologia da palavra inglesa lord remonta ao inglês antigo hlaf-weard (guardião do pão) - refletindo o costume tribal germânico de que um membro do escalão superior fornecesse comida aos seus subordinados.

(Foto: The Sun)

Luiz Gonzaga

Fagner, Chambinho e João Cláudio homenagearam o Rei do Baião.

Ontem, em sessão especial, o Senado celebrou os 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. A coincidência entre o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e o fato de uma das piores secas vividas pelo Nordeste brasileiro nos últimos 40 anos assinalou o discurso do senador cearense Inácio Arruda.

(Imagens: TV Senado)

2012 Cores

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O rugido do Diabo

Apelidado de Il Diavolo Rombante, Luigi (Gino) Cavanna (1906-1974) foi um famoso piloto de provas de automóveis e motocicletas.

Il Diavolo Rombante!

Em 1929, Gino venceu uma corrida com uma Guzzi 250 emprestada de um amigo e, graças a essa experiência, em 1932 foi para o Norton 500 e ganhou o campeonato italiano. Daí por diante, correu em todas as categorias e estabeleceu vários recordes, encerrando a sua carreira em 1959.

(Foto: Acervo Fernando Frota Amora)

Glória Pires


Em preto e branco esta foto de Glória Pires está na exposição com imagens do estúdio Harcourt.

Meu filho...

Das anotações do Delberg Ponce de Leon:

Paulo Mendes Campos.

"Meu filho, se acaso chegares, como eu cheguei 
a uma campina de horizontes arqueados, 
não te intimidem o uivo do lobo, o bramido do tigre; 
enfrenta-os nas esquinas da selva, olhos nos olhos, 
dedo firme no gatilho. 

Meu filho, se acaso chegares a um mundo injusto e triste 
como este em que vivo, faze um filho; 
para que ele alcance um tempo mais longe 
e mais puro, e ajude a redimi-lo. 

Paulo Mendes Campos (1922-1991)"

Dia de Lucinha!


Em casa de amigos

Antigamente, era comum os amigos se reunirem em suas casas. Tempo em que o lar era um altar para a liturgia das boas amizades.

Final dos anos 50. José Aquino de Alencar, José Pessoa Araújo e Geraldo Teixeira. Atrás, grudado na grade da janela, o menino Chiquinho Aragão.

(Foto: Acervo Totonho Laprovitera)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Cauby Peixoto: Bastidores

Michael Jackson: Ben


Jorge Vercillo e Dudu Falcão: Coisas que eu sei


6 andares

Conta o Marcos César Grabowski. 


"Olha que interessante essa curiosidade sobre Brasília: Ao final do projeto do Plano Piloto, Lúcio Costa, foi questionado sobre as super quadras e os prédios residenciais:

- Agora que está tudo pronto, tudo lindo... Os arvoredos... Nos responda: Por que somente 6 andares?

E Lúcio Costa, humildemente, respondeu: 

- Me pareceu uma altura razoável, de onde uma mãe poderia gritar por seus filhos: "Meninos! Subam! Venham Almoçar!"

(Foto: FB)

Sildenafil Curta


A Revolucionária pilula azul em seu mais dramático desempenho.

Quintino Cunha, o pai do canelau


Cearense de Itapajé, José Quintino da Cunha (1875-1943) foi um advogado, escritor e poeta cearense. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Ceará em 1909 e, a partir de então iniciou-se no ofício de advogado criminalista. Foi deputado estadual na década de 1910, mas logo abdicou da carreira de político e chefiou a campanha do Bode Ioiô para vereador de Fortaleza, fazendo o animal ter votos suficientes para ser eleito, caso possível fosse.

Quintino Cunha.

Quintino Cunha tornou-se bastante popular por seu estilo irreverente, carismático, e pelas anedotas que contava. É tido como o mais lendário de nossos humoristas literários e o maior de nossos poetas urbanos.

Excêntrico sem ser esnobe, feio, mas cativante, eternamente esquecido, no entanto continuamente resgatado, figura ao lado de grandes mestres do improviso literário ferino, sendo considerado por Agripino Grieco, grande crítico literário carioca,  como "o maior humorista brasileiro de todos os tempos".

Menino, ainda, Quintino Cunha foi convidado a passar uns dias das suas férias na casa de dois coleguinhas de colégio. Convite aceito, viajou até a casa combinada onde deveria hospedar-se por alguns dias, com os convidantes anfitriões. Lá chegando, não encontrou os colegas que haviam viajado para outro destino, sem deixar recado. As tias idosas dos meninos, donas da casa, convidaram-no a ficar e aguardar a chegada dos seus sobrinhos. Quintino não se fez de rogado e ficou, aceitando o convite. À noite não lhe ofereceram jantar e nem café ou almoço no dia seguinte. Matando a fome com as fruteiras do quintal, resolveu ir embora dali e o fez, deixando um bilhete sobre a mesa:

"Adeus casinha da fome.
Nunca mais me verás tu.
Criei ferrugem nos dentes
E teia de aranha no cu."

Já célebre advogado, a fama de Quintino Cunha era grande no Nordeste. Tinha havido um crime no interior da Paraíba, onde pai e filho assassinaram um adversário político. Para defendê-los, convidaram o célebre causídico. Este fez a defesa com muita propriedade conseguindo a absolvição dos réus. A cidade fez festa de comemoração pela semana, hospedando Dr. Quintino no melhor hotel. Sua fama correu rápida por todo o município e o feito atingiu proporções. Daí, surgiu no hotel um humilde casal dos sítios afastados. O marido dirigiu-se ao advogado expondo-lhe o desejo de um desquite, em face dos desentendimentos do casal. Dr. Quintino então perguntou-lhe se este possuía algum bem, alguma propriedade.

- Não doutor, eu nada pissuo e trabalho alugado, em sítios alheios.

Virou-se para a esposa e fez-lhe idêntica pergunta, vindo a resposta:

- Doutor, pra que a verdade lhe seja dita eu ainda tenho menos que ele.

Então, Dr. Quintino respondeu-lhes em versos:

"A questão é muito tola!
Aqui mesmo, eu os desquito.
Fique ele com sua rola
E ela com o seu priquito."

Conhecido e até hoje contado pelos frequentadores da Praça do Ferreira, o causo da defesa do deficiente físico conhecido apenas como Francisco, apelidado de "Chico Mêi Cu", foi uma das mais famosas proezas de Quintino Cunha.

Conta-se que nos idos anos 20, um pobre deficiente físico, sem pai nem mãe, sem eira nem beira, mancava pelas ruas do Centro da pequena Fortaleza, onde fazia os biscates que lhe davam o pouco para o sustento. Encabulado, quieto e calado, aparentava não dar importância ao canelau que mangava à sua passagem: "Chico Mêi Cu!", "Chico Mêi Cu!", "Chico Mêi Cu!". Foram anos de chacotas.

Certa feita, num ato de fúria, Francisco fez uso de uma peça perfil-cortante que transportava, e ceifou a vida de um de seus mais ferrenhos mangadores. Foi detido e de imediato levado à cadeia pública, onde ficou por um tempo aguardando julgamento.

No dia do juízo, atendendo às súplicas dos que rogavam pela libertação de Francisco, em defesa deste, fez-se presente diante do Júri o renomado advogado Quintino Cunha. Após as interlocuções pujantes da promotoria, que exigia condenação com pena máxima para o réu, o Juiz deu a vez da defesa, à qual Quintino deu início:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a dizer que...

Após alguns segundos de pausa, ele repetiu:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a declarar que...

Após os novos segundos de pausa, ele tornou:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu poderia falar que...

De pronto o Juiz esbravejou:

- Mas quanta demora! O senhor irá ou não dar início à defesa?!

Quintino replicou:

- Repare só, Meritíssimo: Não faz sequer um minuto que eu só me dirijo a vós de forma respeitosa, e já provoquei vossa inquietação. Agora, imagine Vossa Excelência, o que deve ter passado pelas ideias do pobre Francisco, após todos esses anos de achincalhamento e mangoça pública.

Seguindo, com toda a facúndia e poder de  convencimento que lhes eram peculiares, Quintino Cunha deu continuidade ao discurso de defesa e obteve a absolvição do réu. Saiu do tribunal carregado nos braços por seus amigos, rumo ao botequim mais próximo.

Hoje, a maioria dos cearenses não sabe quem foi Quintino Cunha. Nem mesmo os moradores do bairro que leva o seu nome o conhecem. Por isso, é importante contarmos estas histórias, para que a memória do precursor da molecagem cearense não caia no esquecimento.

Viva a irreverência cearense! Viva Quintino Cunha!

Enviado pela Fernanda Lapovitera.

Laboratório Químico Juvenil


Divertido e educativo, nos anos 1960, um brinquedo que fazia o maior sucesso era o Laboratório Químico Juvenil: um verdadeiro mundo para a meninada aprender a desvendar os mistérios da química.

(Foto: Google)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Espontâneo registro fotográfico

Clóvis Rolim e Edson Queiroz, retratados em momento de descontração.

Tem foto que a gente vê e fica a imaginar o quanto deve ter sido bom o momento que ela registrou. Na maioria das vezes, são aquelas em que seus personagens nem dão conta que estão sendo fotografados.

(Foto: Acervo da família Rodrigues Rolim)

Maçã-do-amor


Em ato de romantismo, em 1959, os galanteadores mimoseavam as moças com uma maçã-do-amor e a data favorita para esse gesto era o Dia dos Namorados.


Quando a família Farre chegou ao Brasil, em 1954, especialistas em doces, seus entes escolheram abrir um pequeno negócio para comercializá-los. Influído pelas frutas caramelizadas chinesas conhecidas como Tannghulu, como uva e abacaxi, Ramon Farre Martinez, 77, teve a ideia de usar uma fruta abundante no Brasil: a maçã. Já, o nome romântico foi conferido pelo pai de Ramon, de forma nada romanesca. Tarde da noite, ele mandou:

- Põe logo maçã-do-amor e vamos dormir!

Dito e feito. Pelo sucesso, o doce recebeu a devida patente em nome da família. Hoje, é presente em festas juninas e quermesses.

Quando eu vejo uma maçã-do-amor, lembro das Festas das Nações, que aconteciam no clube Náutico Atlético Cearense, em Fortaleza, nos anos 1970.

(Foto: Google)

Costureira

Costureira é a profissional que opera máquinas de costura e que, em um passado recente, também exercia a função de estilista, modelista e cortadora. 


Usualmente, máquinas de costura entrelaçam grupos de fios entre si, mais o resto a ser costurado e consoante a este entrelaçamento, é classificada entre seis classes de ponto (a sétima é para pontos manuais). Mas, hoje, existem máquinas de costura que formam a base por meio de ultrassom, sem fazer uso de agulha ou linha. Em outra maneira, são consideradas máquinas especiais as diferentes das de ponto 301 (reta convencional). 

(Foto: Google)

Rádio e televisão


Escacavilhando o baú da memória cultural cearense, encontrei uma foto com duas personalidades da história do rádio e televisão: Edilmar Norões e João Ramos.

(Foto: Google)