quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cervos

Deu na Internet: "Bando de cervos ocupou uma estrada em Nara, no Japão".


É, vale todo tipo de manifestação, mundo afora...

(Foto: Funny Videos)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Britney Spears


O artista americano Danny Evans cria versões "gente como a gente" para celebridades. Acima, a cantora Britney Spears.

Jonathan Harris

Jonathan Harris, em 1967.

Filho de uma família de imigrantes judeus russos, o nova-iorquino Jonathan Harris (nascido Jonathan Charasuchin, 1914-2002) foi um ator de teatro e televisão norte-americano, que ficou mundiamente conhecido e consagrado como o Doutor Zachary Smith, do seriado de TV Perdidos no Espaço. 

Harris também participou de diversos outros seriados, tais como Zorro, Agente 86, A Feiticeira e Terra de Gigantes, mas foi como Doutor Smith que Jonathan Harris marcou sua passagem pela TV. Sua frase inesquecível foi: "Nada tema, com Smith não há problema", originalmente "Never fear, Smith is here". 

Por fim, Jonathan Harris emprestava sua voz para dublar diversos personagens dos desenhos animados da Disney/Pixar.

Faleceu em Encino, Los Angeles, aos 88 anos.

(Foto: Google)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Elvis, o noivo raparigueiro



Decididamente, Elvis era um rapaz que parecia saber o que queria! Tanto é que, no dia do seu noivado, falou para a sua prometida:

- Mozim, a gente vai casar, portanto, vou ser sincero com você...
- A sinceridade é muito importante para um relacionamento duradouro.
- Pois é, o que eu vou lhe falar é em respeito à família que iremos formar...
- Pronto, é isso mesmo: sinceridade e respeito!
- Mas, eu espero que você entenda a minha sinceridade e respeite as minhas vontades...
- Olha, você está começando a me deixar curiosa...
- Pois é, quero que você saiba dos meus gostos, para não se decepcionar depois...
- Olha, agora você está começando a me deixar preocupada...
- Bem, o que quero lhe dizer...
- Homem, diga logo!
- Bem, o que eu quero lhe dizer é que mesmo casado eu não vou largar a minha vida de raparigagem...
- O que?!
- Mozim, é que eu sou doidim, doidim, por rapariga...
- Ooolheee...
- Mozim, mas tem uma coisa...
- Tem o que, seu sem-vergonha?!
- Quanto mais rapariga eu tiver, mais as coisas eu vou lhe dar!
- Como assim?..
- Com o primeiro lote, você vai ganhar um apartamento de luxo, todo mobiliado, do jeito que você sempre quis...
- É?..
- No segundo, aquela Hylux que você tanto deseja. Full!
- Ãrram...
- No terceiro, aquela casinha de serra... Aí, depois, vem as viagens, começando logo pela excursão das três bandeiras...
- Sei... Mas, ei, isso é coisa que se diga para a sua futura esposa?
- É que não quero viver uma vida de mentiras...
- Vem cá Elvim, deixa de besteira, seu bobim...
- Sim...
- Eu vou poder comprar na butique que eu quiser?
- Vai, sim...
- Eu vou andar com muito dinheiro na carteira?
- Vai, sim...
- Elvim...
- Diga Mozim...
- Eu vou poder fazer o que quiser?
- Aí, depende...
- Bem, eu posso ser sincera com você?
- Pode, sim...
- Sabe, até pouco tempo, levar chifre era motivo de horror, tristeza, bebedeira e muita música de fossa tocando…
- E daí?
- E daí é que hoje se transformou numa coisa bem comum...
- Comequié?!
- É que todo mundo já sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai levar...
- Agora, eu é que tô ficando curioso...
- É que quando alguém diz pra noiva ‘olha, tá bom e tudo mais, mas eu quero raparigar’...
- Que que tem?
- Seguinte. Você sabia que um tal dum deus grego era craque em trair sua esposa e, para enganar ela, ele se disfarçava de touro e passava em frente dela com um par de chifre enorme?
- E?
- A infame da mulher dizia que nem desconfiava que fosse seu marido... Assim, a história conta que o chifrudo era o traidor e não o traído, ó?
- E era?
- Era não, é! Pois, só depois de muito tempo aconteceu o contrário, do traído ser o que pega a fama de chifrudo.
- Quer dizer, então, que o corno sou eu?!
- É, mas se começarem a lhe chamar de corno, não ligue, não, porque: primeiro, você já sabe da história e, segundo, confia na esposa honesta que tem!

Há quem diga que Elvis acabou largando a ideia de manter-se como um raparigueiro de marca maior.

"Elvis, o noivo raparigueiro" é um conto de Totonho Laprovitera.

Costas


Segundo o Doutor Zacarias Silva, “as costas são a grande área posterior do corpo humano, erguendo-se do alto das nádegas até a base do pescoço e os ombros. Ela se constitui na superfície oposta ao peito, sendo sua altura definida pela coluna vertebral e sua largura sendo suportada pela caixa torácica e ombros”. 

(Foto: Google)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O selo



Uma governante de um país distante desejava um selo com sua imagem para festejar o aniversário de seu governo. Seu gabinete gostou da ideia e realizou o projeto. Então, ela aprovou e autorizou fazer 10 milhões de selos. Quando o selo ganhou o mundo, a governante ficou radiosa!

Todavia, em poucos dias, ela se enfureceu ao escutar queixas generalizadas de que o selo não colava aos envelopes. Ela, aborrecida, prontamente,  convocou os responsáveis pela confecção e emissão do selo, ordenando que investigassem, rigorosamente, o assunto. 

Comissões, grupos,  subgrupos e equipes pesquisaram as agências dos Correios de todo o país, ouviram usuários, balconistas etc. e, finalmente, descobriram  o  que estava ocorrendo. O relatório, de mais de mil laudas, entregue um mês depois, descrevia, na sua conclusão: "Nada desabona a qualidade dos selos. O problema é  que o povo está cuspindo do lado errado".

domingo, 1 de dezembro de 2013

Solidariedade à Santa Casa


O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, Luiz Gonzaga Nogueira Marques, desabafa: 

"A Santa Casa de Fortaleza, desde alguns anos, conseguiu o equilíbrio financeiro graças a ajuda de muitos: Governo Cid Gomes, Receita Federal e, principalmente, do generoso povo de Fortaleza, com doações via conta da COELCE. 

Eis que a incompreensão de uns, a falta de sensibilidade de outros, aliado a ganância de alguém, ameaça o seu funcionamento pleno.

A nossa irmandade, além do Hospital da Santa Casa, no Centro, com cerca de 400 leitos na sua quase totalidade ocupados por pacientes do SUS, administra ainda o Cemitério São João Batista e o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo, este com 130 leitos destinados totalmente a pacientes do SUS, o único hospital privado com estas caraterísticas. Pois bem, por conta de uma divida oriunda de 1987 (26 anos), ainda pendente de decisão judicial (Plano Bresser), foi colocado para ser leiloado na próxima quarta-feira, o que se concretizado deixará ao desabrigo e sem tratamento 130 pacientes oriundos das classes menos favorecidas da sorte. Registre-se que, só no ano passado, foram fechados cerca de quatro hospitais psiquiátricos, o que vem ocasionando superlotação no Hospital de Messejana, pertencente ao Estado e ao próprio São Vicente. 

Conclamo a todos para juntos evitarmos medida tão desprovida de sensibilidade e violenta ao direto dos nossos irmãos mais necessitados."

Pois é, certa vez, li em um texto judaico, que "a ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem". Portanto, coitado de quem pauta a vida na ganância. Esse esquece que o tempo aqui na terra é por demais passageiro. 

Provedor Luiz, somos irrestritamente solidários às causas da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza!

Um João fez a América

No Cantinho do Frango, o ilustre João Costa comeu panelada e colheu umas cachaças para levar para a América do Norte. Na foto, com seu sobrinho Jorge Pires (à esquerda) e Caio Napoleão (ao centro).

Aos 50 anos, o pernambucano João Costa montou, em San Diego, na Califórnia, uma indústria que faz peças para turbinas de avião. Hoje, com 69, detém 20% de um mercado em que competem só quatro empresas 

No início do século 20, o primeiro avião subiu aos céus levando apenas um homem, o brasileiro que o criou. Passados 100 anos, o novo Airbus A380, da Singapore Airlines, faz a rota Cingapura–Sydney transportando perto de 500 passageiros, com todos os confortos da vida moderna: champanhe Dom Pérignon e caviar após a decolagem, refeições servidas em louça inglesa, suítes com camas e monitores de vídeo individuais de 27 polegadas, com 100 opções de filmes para escolher. As asas do A380 têm 845 metros quadrados cada e carregam quatro turbinas Rolls-Royce que utilizam componentes fabricados por um brasileiro em San Diego, na Califórnia. Sem completar o segundo grau, o pernambucano João Costa, nascido em Limoeiro, tornou-se industrial da aviação aos 50 anos, no país tecnologicamente mais desenvolvido do mundo. Costa fundou a empresa Hi Tech Honeycomb, fabricante de colmeias de aço para turbinas de avião. Detém hoje 20% desse mercado, dominado por apenas quatro empresas no mundo. 


Mas até chegar a presidente de uma companhia que emprega 129 pessoas nos Estados Unidos, Costa enfrentou muitas decolagens e pousos forçados. “Tinha 17 anos quando meu pai faleceu”, afirma Costa. “Abandonei a escola e fui para Fortaleza começar a vida.” Nas praias da cidade, Costa percebeu que a pesca da lagosta poderia ser um bom negócio e conseguiu trabalho com um exportador, o francês Paul Mathei. “Trabalhava dia e noite e juntava quase todo o dinheiro, pois morava na casa de um primo”, afirma. Costa comprou um jipe, abriu o próprio negócio e tornou-se fornecedor de Mathei. Em poucos anos, dominava o comércio de lagostas de São Luís do Maranhão a Natal, no Nordeste brasileiro. 

Depois que a empresa onde trabalhava faliu, Costa ficou desempregado. Tinha 50 anos e resolveu montar sua indústria

“Com 20 e poucos anos, era um dos homens mais ricos da cidade. Dava festas em minha mansão de frente para o mar de Aldeota. Mas alguns cômodos eram vetados aos convidados, porque eu guardava todo o dinheiro ali, dentro de sacos. Não mandava nada para os bancos”, afirma. Com o passar do tempo, Costa trocou o caminhão que usava para levar o dinheiro do pagamento dos pescadores por um avião bimotor. Conheceu nessa época Selma, a filha de um comerciante de Tauá, interior do estado, que se transferira com a família para Fortaleza. Era namoro à moda antiga.

O estilo de negociar de Costa mostrava-se lucrativo enquanto ele comandava tudo na empresa de pesca e estava à frente de cada transação, mas quando precisou empregar gerentes, estabelecer sociedade com os pescadores e delegar responsabilidades, começaram a aparecer os problemas inerentes à gestão de um negócio – e também muitas dívidas. Em 1963, sua fortuna estava dissipada e Costa elegeu os Estados Unidos para recomeçar a vida.

O destino era San Diego, no sul da Califórnia, onde morava a irmã Jaci, que se casara no Brasil com um militar americano que servira em Fernando de Noronha. Foi trabalhar com o cunhado em um estaleiro, como mecânico. Os dois criaram um método para reduzir as despesas dos donos de barcos que iam fazer a limpeza do casco no estaleiro. “No lugar de içar a embarcação para o seco, como faziam todos, mergulhávamos para limpar, o que economizava tempo e gastos com guindaste”, diz Costa. O namoro com Selma, que estava no Brasil, continuava por meio de cartas e por radioamador, até que se casaram por procuração e Selma chegou a San Diego, em 1965. A filha Lisa nasceu em 1968 e o filho John, um ano depois.

Colmeias de aço

O espírito audacioso e empreendedor de Costa atraiu a atenção de um grande industrial de San Diego, dono de uma empresa de manutenção de turbinas a gás para aviação. Primeiramente Costa atuou como comandante de seu barco de passeio e pesca, que era utilizado pela família, pelos clientes e políticos de San Diego. Depois foi levado para trabalhar na área de manutenção da empresa. Mas pouco ficava na oficina. Costa era o secretário particular do presidente e aprendia sobre o mercado de manutenção de turbinas. Mas novamente sua sorte mudou de lado. A empresa para a qual trabalhava foi alvo de acusações graves, que levaram o proprietário para a cadeia. Veio, então, a falência e, aos 50 anos, Costa viu-se desempregado e sem dinheiro. Tinha apenas a casa e dois filhos adolescentes para criar.

Mais uma vez Costa usou seu instinto empreendedor e sua criatividade, além da ajuda de Selma e dos filhos. Havia, na oficina de manutenção de turbinas da empresa que falira, uma máquina de fabricar honeycombs. Originalmente a palavra honeycomb, que mais tarde Costa usou no nome de sua empresa, designa o espaço hexagonal onde a abelha deposita o mel. Aplicada ao mundo industrial, a palavra acabou sendo traduzida por colmeia. Indústrias de diversos setores utilizam essa tecnologia de estrutura hexagonal das colmeias na fabricação de peças que necessitam de ventilação, para baixar temperaturas e reduzir áreas de atrito. Essas colmeias feitas de aço são essenciais em turbinas de avião, já que evitam o superaquecimento e o desgaste das palhetas. A máquina de fabricar honeycombs foi a salvação da família Costa.

Na garagem de casa, ele e o filho, John, construíram uma réplica da máquina usada para fazer as colmeias para turbinas. Mas que companhia de aviação ou fabricante de turbinas iria comprar uma peça tão importante para a segurança do avião feita numa fábrica de fundo de quintal? Costa alugou, então, um galpão e fundou uma empresa em nome de Selma, aproveitando incentivos americanos para companhias formadas por mulheres. O investimento inicial, de US$ 84 mil, foi obtido com a hipoteca da casa da família, que lhe rendeu US$ 30 mil, e com o giro dos vários cartões de crédito que possuía. “Pagava a fatura de um cartão e gastava com o outro, e assim foi sucessivamente”, diz Costa, que contratou, por US$ 20 mil, um engenheiro para colocar no papel a máquina que ele e o filho haviam construído. Depois de esboçado o projeto, Costa mandou fabricar mais três máquinas. As amizades conquistadas na antiga empresa de equipamentos aéreos lhe renderam o primeiro contrato com a General Electric, líder mundial da indústria de turbinas. “A primeira ordem de compra da GE foi de US$ 50 mil. A segunda veio de uma subsidiária da Mitsubishi e a terceira da Varig”, afirma Costa. Desde então, a Hi Tech Honeycomb não parou mais de crescer em seus 20 anos de existência. Compram da empresa, hoje, gigantes da aeronáutica, como Rolls-Royce, Pratt & Whitney, Snecma e Siemens, além das empresas de aviação. São cerca de 140 clientes, e um dos maiores e mais fiéis é a GE Celma, sediada em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A empresa tem uma sede própria que integra fábrica e escritórios, numa área industrial de San Diego, chamada Kearny Mesa. Devido ao rigor das novas leis americanas, entre os 129 funcionários da Hi Tech Honeycombs só há pessoas com situação regularizada com a imigração, mas a grande maioria dos funcionários é formada por asiáticos. Trabalham na empresa cambojanos, vietnamitas, laosianos e chineses.

Atualmente a empresa fabrica colmeias, anéis e segmentos lineares e anulares para a indústria de aviação. Concorre com apenas três companhias em todo o mundo. Costa e o filho viajam regularmente para visitar clientes, mas há um funcionário de vendas que passa mais tempo fora do que na fábrica em San Diego. É o inglês Graham Ball. “Ele sabe tudo sobre o produto e o mercado. A empresa deve muito a ele. Já foi diversas vezes a todos os países que visita, não perde tempo e seus gastos de viagem estão sempre dentro do orçamento. É um dos funcionários mais importantes da empresa”, diz Costa. O filho, John, é o presidente da companhia e a filha, Lisa, a diretora de RH. Selma também trabalha na Hi Tech Honeycombs, como diretora-financeira. “Recebi uma proposta de venda da empresa, há dois anos, de US$ 40 milhões, mas rejeitei. Quero continuar trabalhando um pouco mais e deixar a empresa para os filhos e netos. Estou semiaposentado”, diz Costa.

Uma cidade, dois países

A cidade de San Diego, na Califórnia, onde João Costa vive há mais de 40 anos, não obedece as leis americanas de imigração. Pelo menos nas estatísticas, pois quem mora em Tijuana, no México, é também contado como habitante da Grande San Diego. São 2,9 milhões de pessoas ao norte da fronteira, mais 1,4 milhão do lado mexicano. O movimento no posto policial fronteiriço é intenso. Muitos mexicanos tem permissão para entrar nos Estados Unidos de manhã, para trabalhar, e voltar para suas casas à noite. A cidade está encravada entre a Baía de San Diego, as Montanhas Laguna e o deserto de Palm Spring. O clima é ameno, devido à proximidade com o oceano Pacífico, com temperatura média no verão de 22ºC e no inverno de 15ºC, o que permite o cultivo de videiras e a produção de vinho. A Hi Tech Honeycomb tem distribuidores em vários países e Costa se orgulha do serviço de atendimento ao cliente. “Estamos sempre ouvindo nossos clientes e procurando colocar em prática o que aprendemos nesse relacionamento. Queremos que eles saibam que podem confiar no produto e nos prazos de entrega”, afirma Costa, que mantém na folha de pagamento um grupo de oito conselheiros, formado por altos executivos aposentados de grandes corporações, com os quais se reúne mensalmente para discutir o estado geral da empresa.

Rotina tranquila

Hoje com 69 anos, João Costa acorda cedo, faz caminhada e é um dos primeiros a chegar na Hi Tech Honeycomb. Visita todos os departamentos, com atenção especial à fábrica, participa de reuniões com o pessoal de engenharia e conversa com o filho e a filha. Faz tudo antes do horário do almoço e não volta à tarde para o trabalho. Sempre almoça com Selma no The Butcher Shop Steakhouse, casa ao estilo das churrascarias de Chicago. Acompanha a carne um Cabernet Sauvignon da Califórnia. Depois, por recomendação médica, faz a sesta em sua casa, no bairro de Tierrasanta, com vista para as colinas da região. Aí, sai de carro para um passeio. Com frequência senta-se na mureta da praia de Casa Beach para admirar a colônia de focas que faz desse local o seu ponto de reprodução. Depois de ter vivido mais de 40 anos em San Diego, Costa guarda poucos costumes do Nordeste brasileiro e não pretende voltar a morar no Brasil. Gosta de San Diego e a cidade gosta dele. Em 1997, recebeu, na Câmara de Comércio da Grande San Diego, um troféu do Bank of America por sua “flexibilidade, tenacidade e coragem” como empresário. Já não se entusiasma em torcer pelo Náutico Capibaribe, mas não perde os jogos do time de futebol americano San Diego Chargers, quando joga no próprio estádio, que fica perto de sua casa. “Gosto também do San Diego Padres, o time de beisebol da cidade”, afirma. Agora, seu maior desejo é fazer viagens a passeio pelo mundo. Mas aí, encontra um obstáculo sério: Selma tem medo de avião.

Texto de Cesar Barroso
(Foto: Acervo Cantinho do Frango)

E o futebol cearense...

 
Não dá pra esconder que, há muito, o futebol cearense vai de mal a pior. Nele, de bom, apenas as torcidas – apaixonadas, ao ponto de relevarem a incapacidade de seus dirigentes – e seus estádios, sobretudo o Castelão, que servirá de palco para a Copa de 2014.

Acompanhando o final da temporada futebolística, fico matutando se a manutenção na Série B não terminou sendo um êxito para Ceará e Icasa. Já, pagar o castigo de permanecer na Série C, é a penitência purgatorial que habita o Fortaleza.

Pois é, se tivéssemos uma gestão atinada e de qualidade, no mínimo, teríamos dois clubes na Série A, dois na Série B, dois na Série C e mais dois na Série D...

Que um dia, o nosso futebol cearense tenha a ventura de ser grande como é por ele a paixão da sua gente!

(Foto: Google)

Vilanova Artigas

"Quando a ciência se cala, a arte fala" (Vilanova Artigas)

Considerado um dos principais nomes da história da arquitetura de São Paulo, seja pelo conjunto de sua obra aí realizada, seja pela importância que teve na formação de toda uma geração de arquitetos, o curitibano João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) foi um arquiteto cuja obra é associada ao movimento arquitetônico conhecido como Escola Paulista.

Graduando-se engenheiro-arquiteto pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ainda estudante, Artigas se envolveu com um grupo de artistas de vanguarda (dentre os quais destacar-se-ia mais tarde o pintor Alfredo Volpi) conhecido como Grupo Santa Helena, devido ao seu constante interesse pela atividade do desenho - tema cujo estudo viria a se tornar um dos elementos mais presentes em sua obra. 

Tendo se tornado professor da Escola Politécnica, Artigas fez parte do grupo de professores que deu origem à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Tornou-se um dos professores mais envolvidos com os rumos desta nova escola: é de sua autoria o projeto de reforma curricular implantado na década de 1960 que redefiniria o perfil de profissional formado por aquela escola e foi responsável, junto ao arquiteto Carlos Cascaldi, pelo projeto da nova sede da Faculdade: um edifício localizado na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira que leva seu nome e sintetiza seu pensamento arquitetônico. A reforma curricular desenhada por Artigas foi também importante ao definir uma séria de novas possibilidades de prática e atuação profissional aos novos arquitetos, associando a eles áreas como o desenho industrial e a programação visual, a partir da crença de que tal profissional deveria participar ativamente no desenvolvimento de todos os processos industriais requeridos pelo projeto nacional-desenvolvimentista então em voga no país. 

Em 1969, por determinação do regime militar vigente no país, foi afastado da FAU e obrigado a se exilar brevemente no Uruguai, devido à sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Embora tenha vivido no Brasil na década de 1970, foi impedido de atuar plenamente pelo regime. Seu retorno à faculdade se deu em 1979 - fruto do processo de anistia instaurado no país a partir daquele ano - e foi celebrado pelos alunos. Continuaria a lecionar na FAUUSP até sua morte, em 1985, ano em que lhe é atribuído o cargo de professor titular. Ironicamente, neste período de redemocratização, foi professor da disciplina Estudos de Problemas Brasileiros, criada pela ditadura militar e imposta pelo regime às faculdades brasileiras como instrumento de controle ideológico. Durante este curso, subverteu o programa clássico da disciplina e levou à FAU diversas personalidades do mundo artístico, político e cultural, intelectuais de esquerda que também haviam sido perseguidos pelo regime, entre eles o pintor Aldemir Martins, o ator Juca de Oliveira e o então cardeal-arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns.

Fonte: Wikipédia.