domingo, 8 de dezembro de 2013

Aracati, 1987

1987. Política do Aracati, Ceará. Nas fotos, identificados pelo Antero Pereira Filho, estão: Pompeu, irmão do Abelardo Filho; o repórter Ergamênio, que na época era funcionario da Rádio Sinal e hoje é o Enio Carlos, da TV Diário; o saudoso e sempre lembrado vereador Didico Caminhão; Abelardo Filho, então prefeito de Aracati; e Bismarck Maia, em um raro momento sem bigode.


Da esquerda pra direita: Pompeu Costa lima, Ergamênio (Enio Carlos), Didico Caminhão, Abelardo Filho e Bismarck Maia.

Bismarck Maia sendo entrevistado por Ergamênio (Enio Carlos), repórter da Rádio Sinal.

(Fotos: Acervo Ray Pereira)

O melhor do Juventus

O instantâneo fotográfico abaixo mostra os ex-colegas e sempre amigos Antonio Martins, José Carlos Mororó e Ricardo Pinto Porto, em recente confraternização de final de ano, da melhor turma do Colégio Juventus, que marcou época em Fortaleza. 

Os aplicados ex-alunos Toinho, Zequinha e Pintinho.

Não precisa nem dizer que o trio fotografado é formado por gente da melhor qualidade.

(Foto: FB)

Mandela

No Facebook, a Daniela Albuquerque postou:


Em tempo: Daniela Albuquerque é humorista.

(Foto: FB Daniela Albuquerque)

Domingo

Domingo, dia de praia...

Susana Pires, Carolina Dieckmann, Juliana Paes e Maria Fernanda Cândido.

(Foto: Google)

Maria Rosa e Damião



Maria Rosa era uma bem formada matutinha, de 17 anos, ainda virgem. Damião era o caboco mais tarado da região, e que vivia seduzindo a donzela para ir pra cama, pra rede, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra transar.

Certo dia, enfim, ela concordou e os dois foram pra detrás de uma moita, bem nos fundos da casa dela. Mas, como nada sabia sobre o assunto, ela pediu instruções:

- Ei, Damião... Cumequié mesmo esse negócio de sexo, hein?
- Armaria, Rosinha, é simples e é bom que só!
- Mas, você pode dizer como é que eu faço?
- Claro! Primeiro, levante a saia...
- Assim?
- Hummm... Isso mesmo, Rosinha... Assim mesmo...
- E agora?
- Agora, você baixa a calcinha...
- Pronto. E agora, Dão?
- Hummm... Agora, você fica de coca e mija, que seu pai tá espiando pra mim com uma espingarda na mão...

História adaptada de uma contada pelo Emir Emydgio.

Seios


Segundo o estudioso Carlinhos Analfabético, "psicologistas evolutivos teorizam que ao contrário dos humanos, que tem seios permanentemente largos, nos primatas as mamas aumentam somente no período da ovulação para chamar a atenção do macho, mesmo que essa fêmea não esteja realmente fértil".

(Foto: Google)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O tremelique



Aparecida havia dito que não tinha cabra que desse no couro com ela, naquele forró. E tem mais, não existia quem fizesse novidade com ela, não, pois, “neste mundim de meu Deus, tá é pra nascer quem vai inventar o que ainda não lambisquei na vida”, falava.

Pois é, aí, chegou uma turma divertida e afeita a desafios. Dela, dois se combinaram na seguinte ideia: Quando o conjunto tocasse uma música que desse para dançar colado, Toinho tiraria a experiente Aparecida para dançar, enquanto Zezinho ficaria no comando do efeito especial. Assim que Toinho começasse a grudar, pinando na desfrutada senhorita, com o telefone celular, no bolso de frente da calça – ligado no toque no “silencioso” e no modo “vibrar” –, Zezinho faria a ligação telefônica. E assim foi feito.

Com a ligação, o telefone vibrou encostado bem na beirada da virilha da cidadã que, sentindo aquele volume dando tremeliques, num pulo de sobressalto nervoso, apartou-se e perguntou aos berros:

- O que é que é isso, home?! O que é que é isso?!..
- Cuma?
- Paixão, que maravilha de absurdo de escandilice é essa que você pissui?!

Com os dentes no quarador, Toinho ajeitou a calça pelo cós e respondeu:

- Você ainda não viu foi nada, princesa! É um bichim que até falar, fala!

"O tremelique" é um conto de Totonho Laprovitera.
(Ilustração: J. Borges)

Transporte alternativo


Se a mobilidade é o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo, eis uma sugestão de um transporte alternativo, criado no interior cearense: o jumoto!

(Foto: Google)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Belina do viajante



Aconteceu em meados dos anos 1990. Eu estava com uma turma, no bar da Trombose, em Orós, quando um viajante chegou em uma bem conservada Belina. Sentou à mesa, pediu uma cerveja e, antes de começar a beber, foi interrompido pelo desajuizado Damião, ilustre lavador de carros da cidade.

- E aí, meu patrão, bora dar um trato na Belinazinha?
- Quanto é o serviço?
- A lavagem e limpeza é só 2 couro de rato...
- Dois reais?
- É...
- O serviço é bem feito?
- Bem feito e caprichado...
- Então, taqui a chave, arroche no serviço e quando terminar me avise.
- Pode deixar, meu patrão...

Conversa vai, conversa vem, no maior gosto, o tal do viajante não parava de falar sobre o zelo que tinha por sua camioneta.

- Essa minha Belina é uma belezura... Uma raridade...
- É nova que só. Parece até que acabou de sair da concessionária. Comentou Zé Omar.
- Ah, ela chama atenção por onde passa.
- Qual é mesmo a marca dela? Perguntei.
- É uma Belina II LDO, sete nove, cor bege, interior monocromático, pneus novos, nunca teve a necessidade de um retoque, um pingo de solda...
- Beleza... - comentou Eliseu Filho.
- Radio toca-fitas Roadstar auto-reverse, painel auxiliar com termômetro, pressão de óleo e amperímetro de época, conta-giros...
- Completa... - comentou Picareta.
- Carro fino para colecionador!

Lá pelas tantas, Damião apareceu.

- Pronto, meu patrão.
- E aí, minha joia, terminou o serviço?
- Terminei, sim...
- Ficou bem feito mesmo?
- Totalmente!

E vendo o esforçado lavador, com o balde d’água seco e a flanela encharcada, o viajante puxou a cédula de dois reais e falou:

- Taqui, rapaz, não vou nem checar o serviço.
- Precisa não, tá primeira...
- Lavou no capricho?
- Por dentro e por fora!

Foi quando Picareta gritou: - "Chega Eliseu Filho, que Damião verteu o açude pra dentro da Belina do cidadão!"