domingo, 25 de janeiro de 2015

Antonio Marcos

Vanusa, Fagner, Antônio Luiz, Antonio Marcos e Xororó.

Mais do que um livro, a vida de Antonio Marcos dá um filme e tanto. 

O cantor jogou muita bola no Batistão, um senhor campo de peladas que a família Batista tinha na Praia do Futuro, em Fortaleza. Lá, pelos anos 1970, sempre acompanhado da sua Vanusa à beira do campo, jogava no ataque do time do Fagner.

Duas hilárias curiosidades: 

1. Em uma das peladas, o beque Beto Fuleiro ficou incumbido de marcar Antonio Marcos. Ao final do primeiro tempo, comentou com os companheiros: “Moçada, é incrível. O homem sua, sua, e não fede!” 

2. Cá, velozmente, Antonio Marcos abiscoitou uma amizade “de infância” com o espirituoso Sandoval, mas, em São Paulo, “Toninho” negou ao novo amigo uma simples volta em sua Ferrari amarela que fazia o maior sucesso, na época.

Afeito a uma loira, Antonio Marcos passeou muito pela “desposada do sol”, desbravando mesas de sinuca em bares nunca dantes navegados pela artística boemia alencarina. Deixou muitas histórias por aqui, em Fortaleza.

(Foto: Revista JP)

Aves do céu

Totonho Laprovitera – Ave 11 – 2014 – AST – 40 x 50 cm.

Uma criança desenhava compulsivamente na memória das folhas de seus cadernos escolares. Daí, espreitado pela voracidade de seu risco, em rápidos e singulares traços passou a desenhar as aves que visitavam a sua inspiração. Passadas dezenas de estações, então, ela despertou para a história que sua arte ansiava em contar.

Totonho Laprovitera – Ave 17– 2014 – AST – 40 x 50 cm.

Há muito, quando o tempo era concebido de forma cíclica ou em espiral e significava a imagem de repetidas passagens na natureza, como os movimentos dos astros, a reprodução dos animais e o período fértil das mulheres, as aves simbolizavam o mundo de cima. Gente e outros bichos viviam ao chão. Plantados, diferentes habitantes dos covis da terra.

Totonho Laprovitera – Ave 3 – 2014 – AST – 30 x 40 cm.

Em ritos de luz e sons agrestes, os alados catavam o seu diálogo com os deuses. E, singrando espelhos, acreditavam que se comunicavam com os mundos e seres sobrenaturais, assim, criando o lugar propício para embrenharem-se às coisas míticas.

Totonho Laprovitera – Ave 4 – 2014 – AST – 30 x 40 cm.

Bebendo nepentes e sob o efeito inalado das plantas poderosas, uma criatura tornou-se ser de luz e acendeu os diversos mundos para permitirem o juízo de todos os mortais. Transformou-se em ave de rapina, de vistoso bico e ornada plumagem. Tomou extraordinárias faculdades: alto voo, visão aguçada e destreza na caça.

Totonho Laprovitera – Ave 18 – 2014 – AST – 40 x 50 cm.

Como grande passarinho, alçou diversos voos mágicos através do universo, empreendendo longas viagens. A metamorfose de suas linhas, então, passou a representar o incessante ciclo da vida, morte e renascimento, a que foram submetidos todos os seres.

Totonho Laprovitera – Ave 20 – 2014 – AST – 40 x 50 cm.

Assim, já adulta, a criança descobriu que a linguagem da arte do seu desenho tinha o poder de transformar humanos em aves e a coragem de voar em realização de sonhos.

Totonho Laprovitera

sábado, 24 de janeiro de 2015

Laura Enever


A surfista australiana Laura Enever, 22 anos, tem mais de 140 mil seguidores em seu Instagram.


Aí, surfa!

Cabeluda


Em Yunyang, na China, Cheng Shiqun há 16 anos não corta o cabelo, que já mede 2,5 metros. 

(Foto: Google)

Os brutos também amam


À porta do motel, jumentos marcam o tempo de amar de meia em meia hora. 

(Foto: WS)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sinceridade


Como diria Oscar Wilde, "Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal".

(Vídeo: WS)

Olhar


"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry)

De guitarrista a contrabaixista

Herman, já no contrabaixo, acompanhando Fagner em show na PUC-Rj , em 1978.

Certa vez, Herman Torres me contou que, na primeira metade dos anos 70, ele era o guitarrista da banda de Fagner até chegar o Robertinho de Recife.

Pois é, quando Herman viu Robertinho tocar, de pronto, resolveu mudar de instrumento na formação da banda, tornando-se seu contrabaixista. 

(Foto: Acervo Herman Torres)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Receita de beleza


“Para ter lábios atraentes, diga palavras doces. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas. Para ter o corpo esguio, divida sua comida com os famintos. Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez ao dia. Para ter boa postura caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.” (Audrey Hepburn)

(Foto: Google)

Quadrigrafias


Basquete do Círculo Militar

Essa foi uma das melhores equipes de basquete do Círculo Militar de Fortaleza, nos anos 1970.

Da esquerda pra direita. Em pé: Benjamin, Rejão, Campainha, Netinho, Gugu, Ioche e Feola. Agachados: Germano, Paulinho, Davi, Mateus e Gogó.

(Foto: Acervo Mateus Silva)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Espreguiçadeira


A tradicional cadeira de praia em madeira também é conhecida como espreguiçadeira.

Para o bom uso de uma espreguiçadeira, recomenda-se observar o cuidado com a sua ergonomia, levando-se em conta a qualidade, segurança e, principalmente, o conforto. 

(Foto: WS)

Pescaria


Em uma pescaria, muitas vezes, pega-se o peixe no peito e na raça!

(Foto: WS)

Recado na rádio

Osmilton

Conta Osmilton que seu pai viajou de São José da Lagoa Tapada até Sousa, no sertão paraibano, para comprar um jumento.

- Na estrada, a viagem atrasou porque a Rural em que papai andava, de uma vez só, furou o mangote, a colmeia do radiador e deu prego. Até achar um mecânico pra consertar a camioneta, demorou foi muito, mas, no meio da mormacenta tarde, depois de reparar as avarias, chegaram ao destino. Direto à sua missão, na feira da Lagoa dos Patos, papai logo encontrou o vendedor de jumentos, que era muito enrolado no emprego de negociar. Conversa vai, conversa vem, o dia escureceu e não fecharam negócio. Diante dos ajustes de alguns detalhes, a transação ficou de ser concluída na manhã do dia seguinte. Daí, papai foi até a Rádio Borborema pra mandar pra mãe o recado do adiamento da sua volta, assim transmitido pelo radialista: “Alô, Dona Maria, Seu José manda avisar que só vai voltar pra Sousa amanhã, porque ficou enganchado no negócio do jumento!”

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Apaixonado Osmilton

Osmilton.

Assim que chegou em Recife, Osmilton telefonou pra casa da namorada. A mãe dela, que não aprovava nem um pouco o engodo deles, atendeu e teve o maior prazer de dizer que a filha havia saído com o namorado. Daí, o apaixonado Osmilton perguntou: “Minha sogra, a senhora pode me dizer para onde fomos?”

(Foto: Google)

Classificado


Carnaval chegando...

(Foto: Google)

Chico Pio

Chico Pio.

Em meados da década de 70, das antigas mesinhas da Beira Mar, eu já ouvia falar pelas brisas do Mucuripe de um cara que acontecia lá nas bandas do saudoso Bar do Anísio. Não tanto após, num show no Zé de Alencar, onde vários artistas se apresentavam – acho que era o da despedida do Canal 2 – ouvi um grito, seguido de assobios, pedindo por ele. Esse artista me causava curiosidade, lembro.

Tempos depois, nos encontramos e, numa saída com o Fagner e a turma toda, Naná Vasconcelos sugeriu a nossa parceria na arte da boa natureza de unir letra e música. Tornamo-nos parceiros.

Desse virtuoso compositor, hoje eu digo que ele é a sua própria arte. Quando abraça o violão, solta seu vozeirão, faz manar as mais variadas canções e dá até a impressão de ser fácil a faculdade de compor. Aprumado, se eleva aos sons, qual fera a cuidar do seu rebento. Todavia, simples e manso em seu ofício, constrói e desperta sentimentos! 

Pois bem, esse autêntico menestrel é o Chico Pio, amigo do peito e a quem digo: Tem artista que passa uma vida inteira tentando acontecer, o Chico acontece todos os dias!

(Foto: Totonho Laprovitera)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Simplesmente, Vaval

“Hohoho. Como é bom trabalhar.” (Vaval)

Faltou foi liga para o Vaval juntar o apurado da festa de aniversário da extraordinária dupla Carlos Eduardo (Kaká) e Markus Inrique (Marcão). É o Point Lauro Maia bombando, cada vez mais, no argentário roteiro cultural da próspera sociedade boêmia e musical fortalezense.

Aliás, no trato da pecúnia, Olival Benicio De Sampaio Sobrinho, o Vaval, traz a desenvoltura de um Rothschild, daquela família judia, com origem em Hamburgo, Alemanha, que estabeleceu uma dinastia bancária na Europa!

(Foto: Totonho Laprovitera)

Fagner e a pirataria


Aconteceu no final da década de 90. Fagner e eu estávamos viajando à Orós, no Ceará, por ocasião de sua tradicional vaquejada. Saímos de Fortaleza na quinta e seguíamos viagem conversando sobre amenidades diversas, enquanto ouvíamos música.

Foi quando comentávamos a respeito da matéria apresentada no dia anterior pelo Jornal Nacional, sobre pirataria no mercado fonográfico, que nos ocorreu a ideia de passarmos pela cidade de São Miguel, no Rio Grande do Norte. Ora, lá iríamos rever grandes amigos e, ainda na sexta, chegaríamos a tempo da vaquejada em Orós. Mas, fiz uma ressalva:

- Concordo, desde que a gente pare agora na primeira bodega e tome uma cachaça. 
- Na hora. - concordou Fagner.

E eis que, em meio ao escaldante sol sertanejo, surgiu a bendita bodega. Paramos, esperamos a poeira passar e descemos do carro. Entramos pela acanhada porta do modesto e deserto estabelecimento. A porta era daquelas bem estreitas, da soleira alta e da verga baixa. Lá dentro, a escuridão era realçada pela causticante claridade que fazia fora. Um velho bodegueiro à pia lavava uns copos. Demos bom dia, e ele nos respondeu silenciosamente, balançando a cabeça enquanto nos fitava com o rabo do olho.

- Duas cachaças. - uníssonos pedimos.
- Pois não. - respondeu o bodegueiro.

E não é que enquanto ele nos servia, coincidentemente, para nossa surpresa, avistamos no canto do lugar uma caixa, tipo bodega de fogos, apinhada de CDs piratas. Bati no ombro do Fagner, ele riu e resolveu brincar com o bodegueiro:

- O senhor sabe que vender CD pirata dá cadeia? - rindo.
- Sei sim, meu senhor. Eu inté já pedi pro rapaz que deixou isso aqui pra levar isso embora daqui que eu num gosto de confusão, não! - com um riso amarelo e inocente se explicou o velhinho.

Tem mais gente besta, não...

domingo, 18 de janeiro de 2015

CD Chico Pio


Encontra-se anunciado no MercadoLivre o CD independente “Chico Pio”, de 1995, por apenas R$ 395,00. 

Pra quem gosta de boa música e de investir em raridades, está dada a dica.