quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Turma do Fundão

Sitônio da Parangaba.

O Sitônio da Parangaba me contou que, do colégio, ele lembrava demais dos que sentavam na derradeira fila da classe. Eram aqueles tidos como os que não queriam ovo com a vida. Os estudiosos, apelidados de “cus-de-ferro”, abancavam-se na frente. 

“Certa vez, um dos melhores da sala, daqueles que só tiravam dez, foi apresentar um trabalho de ciências, salvo engano. Recordo demais, como se fosse hoje, do começo da exposição dele: 

- Nesta sala de aula peço, de forma especial, a atenção dos colegas da ‘Turma do Fundão’, composta, certamente, de nossos futuros patrões! 

Pois é, daquela época, hoje tenho é assistido um bocado daqueles ‘sem-futuro’ serem distintos empregadores de tantos estudiosos”, finalizou.

(Foto: Zecaneto)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Sociologia do Comércio


Pra quem não sabe, além de ser o mais universal poeta português, Fernando Pessoa (1888-1935) foi filósofo, escritor e guarda-livros, ou seja, contador.

(Foto: Totonho Laprovitera)

Laprovitera

Laprovitera - Fragmentos em azul - 1994 - AST - 80 x 80 cm.

One for One

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo.” (Ghandi)


Toms.

Toms é um sapato simples e despojado, cuja marca é sinônimo e linguagem de um calçado eco, cult e cool. 

Blake Mycoskie.

Em 2006, na Argentina, o viajante norte-americano Blake Mycoskie se afeiçoou com crianças que não tinham sapatos para calçar. Sensibilizado e desejando ajudar, ele criou a Toms, uma empresa socialmente comprometida com seus consumidores e com a vida humana, que, a cada par de sapatos vendido, doa um a uma criança carente no mundo. 

One for One, é como se chama o movimento.

(Fotos: Google)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O copo de cerveja

Tom Cavalcante e Bosco Martins.

Para surpresa de todos, o Bosco pediu ao garçom uma cerveja e um copo limpo para iniciar os serviços. Raramente, Bosco bebe. Aí, servido, quando ele deu o primeiro gole, observou o copo contra a luz e comentou:

- A cerveja é boa! Até gosto de camarão tem!

(Foto: Google)

Sobreviventes de Auschwitz


Imre Varsányi, 86, guarda fotos de colegas sobreviventes de campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Varsányi tinha 14 anos quando ele e sua família foram enviados para Auschwitz-Birkenau. Ele foi o único membro de sua família a sobreviver. Depois da guerra, Varsányi preferiu não falar sobre Auschwitz durante 60 anos, porque sentia-se envergonhado de ter sobrevivido. 

Fonte: Uol.
(Foto: Laszlo Balogh/Reuters)

Ossobuco


Prato tradicional da região da Lombardia, peculiar da cidade de Milão, o ossobuco é um chambão de vitela à italiana.

Ossobuco significa "osso (com) buraco", denominação do norte da Itália, onde o chambão de vitela é cortado às rodelas, ao lado dos ossos. No "buraco" encontra-se o tutano que não deve ser retirado. As rodelas do chambão são fritas em óleo - também se pode usar manteiga -, depois de passadas por farinha. 

Para preparar este prato, além do chambão, são necessários os seguintes ingredientes: farinha, óleo, sal, pimenta, vinho branco, caldo de carne, cravinho, cenoura, alho francês, aipo, raspa de limão, salvia, tomilho, alecrim e concentrado de tomate.

(Foto: Totonho Laprovitera)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Funcionário padrão


Essa que me contou foi a minha irmã Fernanda.

“Tenho uma história interessante dessas placas de funcionário do mês. Um certo dia fui com uma amiga que mora na Europa na sorveteira 50 Sabores e, chegando lá, ela elogiou o funcionário que todos os anos que vinha ele era premiado. 

Aí, o gerente foi explicar que aquele não era o funcionário padrão e sim uma homenagem póstuma ao dono que tinha falecido há anos.”

(Foto: Google)

Sobreviventes de Auschwitz


Zofia Wareluk, 70, nasceu em Auschwitz duas semanas antes do campo de concentração nazista ser desmantelado pelos soviéticos. Sua mãe foi levada à Auschwitz com quatro meses de gravidez. 

Fonte: Uol.
(Foto: Kacper Pempel/Reuters) 

Fred Figner

Fred Figner.

“De origem judaica, Frederico Figner nasceu em 1866, em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia. Ainda muito jovem, migrou para os Estados Unidos em busca de ampliar seus horizontes, na ocasião em que Thomas Edison lançava um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.

Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos, vários rolos de gravação, e embarcou em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra da língua portuguesa. 

Em Belém, começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz. O sucesso foi imediato e, de lá, Fred seguiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo. Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador, até chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando a língua portuguesa e com um bom dinheiro. 

No Rio, abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e revendia esses primeiros fonógrafos. Por essa mesma época, o cientista judeu Emile Berliner lançou nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison. De imediato, Fred Figner pressentiu o potencial da nova invenção e transferiu a Casa Edison para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900. 

Comercial da Casa Edison, da Rua Uruguaiana.

Os primeiros discos fabricados por Figner utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela. Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que principiava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por meio de partituras impressas. 

Casa Edison, da Rua do Ouvidor.

O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902. Era o lundu ‘Isto é Bom’, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia. A partir daí, vários artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner abriu em São Paulo. 

A procura pelos discos cresceu tanto que, em 1913, Fred montou uma indústria fonográfica de grande porte na Avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon. 

Selo Odeon.

Sendo um homem à frente do seu tempo, para coroar o sucesso nos negócios e refletir seu perfil empreendedor, Fred Figner construiu uma residência, hoje conhecida como a Mansão Figner, considerada um exemplo arquitetônico raro de ‘casa burguesa do início do século 20’. 

Mansão Figner, hoje.

Situada na Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, onde atualmente abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac, a Mansão foi utilizada por Fred Figner como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola. Apesar dele próprio encontrar-se acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior. 

Fred era um homem generoso e solidário. Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras, tornou-se amigo de muitos músicos e cantores de sucesso. Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice. Sensibilizado com esse triste drama social, não hesitou em doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da exemplar instituição Retiro dos Artistas, que até hoje funciona. 

Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá.

Em 1947, aos 81 anos de idade, Fred Figner faleceu. Em testamento, deixou substancial parte dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier. O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de ‘O Mais Brasileiro de Todos os Estrangeiros’.” 

Fonte: Acervo de Antonio José Vieira de Assis.
(Fotos: Google)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cinquentinha


Quase que diariamente eu falo ao telefone com o inoxidável Chico Pio, artista de graúdo talento e sempre atento aos amigos. 

Conversa vai, conversa vem, e hoje engrenamos a falar em um amigo em comum, que está muito bem de vida. Foi quando Chico comentou:

- Tá tão bem... Carteira estufando dinheiro, mas não tem cinquentinha pra emprestar... 

(Foto: Baladain)

Sobreviventes de Auschwitz


Janos Forgacs, 87, sobrevivente do campo de concentração nazista de Auschwitz, mostra documento da época em foto de 12 de janeiro em Budapeste, na Hungria. Forgacs lembra que foi transportado junto de um grupo para o acampamento dentro de um vagão de gado, com as janelas fechadas por arame farpado. Um oficial militar disse-lhes para entregar seus pertences, dizendo que não iriam mais precisar deles. 

Fonte: Uol.
(Foto: Laszlo Balogh/Reuters)

Leruaite


Falcão entrevista Totonho Laprovitera no programa Leruaite, na TVC.

La Saeta

"Esta canção, La Saeta, é na verdade um poema de Antonio Machado, poeta espanhol, modernista, que viveu de 1875 a 1939. O cantor e compositor espanhol Juan Manuel Serrat, musicou estes versos no estilo espanhol Saeta e a gravou em um de seus discos em espanhol. 


Saeta é um tipo de música religiosa espanhola datando de muitos séculos atrás. A saeta antigua (saeta antiga) provavelmente surgiu da recitação de salmos sob a influência da música litúrgica. As "saetas variam enormemente em forma e estilo, alcançando de simples melodias silábicas a melodias altamente elaboradas".Desde o século XIX, no entanto, as saetas mais preferidas têm incorporado elementos distintos associados com a música flamenca particularmente as siguiriyas. A saeta é mais conhecida por seu poder triste durante a Semana Santa, quando pela tradição católica a música é executada durante as procissões pelas irmandades religiosas que passam pelas ruas das cidades e vilas da Andaluzia."

La Saeta

Dijo una voz popular 
¿Quien me presta una escalera 
Para subir al altar 
Para obtener los claveles 
De Jesús, el Nazareno?

Oh! la saeta el cantar
Al cristo de los gitanos
Siempre con sangre en las manos
Siempre por desenclavar

Cantar del pueblo andaluz
Que todas las primaveras
Anda pediendo escaleras
Para subir a la cruz

Cantar de la tierra mia
Que hecha flores
As jesus de la agonia
Que es la fie mis mayores

Oh! no eres tu mi cantar
No puedo cantar ni quiero
A esse jesus del madero
Sino al que anduvo en la mar

Fonte: Google
(Foto: Google)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sobreviventes de Auschwitz


Laszlo Bernath, 87, foi levado a Auschwitz aos 15 anos junto de seu pai, que pediu para ele mentir sobre sua idade para eles não serem separados. Ele acredita que a audácia do pai o permitiu sobreviver. 


Laszlo mostra uma foto de sua família, toda assassinada no campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. 

Fonte: Uol.
(Fotos: Laszlo Balogh/Reuters)

Estátua


Estátua é uma obra de escultura em relevo pleno, que representa um ser animado. 

(Foto: Google)

Pererecas Salgadas?


À respeito de quatro amigas que costumam se reunir trepadas num robusto galho de um frondoso cajueiro e decidiram nominar o grupo que formam de Pererecas Salgadas, comentou o vigilante Mourinha: “O que elas querem dizer com o nome desse grupo? Ora, já tão falando que não seja o certo, porque o banho que elas vão é de água doce, pois é no rio Cangati, que faz parte da bacia hidrográfico do rio Curu, no Ceará.”

Sem pretender discutir o mérito do assunto, nos atemos a apreciar a singeleza do quarteto, pelo simples prazer de ficarem felizes por serem as Pererecas Salgadas.

(Foto: Google)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Em estúdio

Fagner e músicos, em estúdio, nos anos 1970.

Hoje em dia, muitos músicos e entusiastas tem o seu próprio estúdio de gravação onde gravam seus trabalhos, gerando renda, ou mesmo curtindo momentos de puro lazer. 

Com uma infinidade de configurações, existem estúdios de diversos tamanhos, cada um deles com seus recursos, mercado e vocação. A facilidade do acesso à tecnologia digital possibilitou que pequenos estúdios, com tratamento acústico, conseguissem registrar trabalhos musicais de excelente qualidade. 

(Foto: Acervo Herman Torres)

Lapidação

Adúltera sendo aprontada para um apedrejamento, na Indonésia. 

Lapidação ou apedrejamento é um meio muito antigo de execução de condenados à morte. Como uma pessoa pode aguentar violentos golpes sem perder a consciência, a lapidação pode causar uma morte extremamente lenta. 

(Foto: Google)

Inauguração


Inauguração é o ato de colocar em funcionamento uma obra, um monumento, uma instituição, um evento ou um serviço, pela primeira vez, através de cortejo ou festejo.

Em alguns casos a obra começa a operar antes da inauguração. É o caso da cidade de Belo Horizonte, por exemplo, que mesmo existindo desde 1893, só foi inaugurada em 1897.

Hoje em dia, é bastante comum sabermos de cerimônias de inauguração, antes das edificações terem suas obras concluídas.