segunda-feira, 9 de março de 2015

Carne de veado


Um maître, metido a sabido resolveu pôr um elegante e seleto restaurante. No menu, pratos requintados e variados, passeando pela culinária de carnes exóticas etc. e tal. O caboco era atrevido, ousado e queria mesmo era pegar os bestas...

Pois bem, aberto à inauguração e iniciado os serviços, adentrou o estabelecimento um requintado casal, quando:

- Boa noite.
- Boa noite. Uma mesa para o casal?
- Por favor.
- Fumante?
- Não-fumante.
- Temos uma disponível muito bem localizada. Perfeita para o casal tão simpático e elegante.
- Obrigado.

E acompanharam o cortês maître. Bem postos à mesa, já com o menu em mão, puseram-se a escolher o pedido:

- O restaurante é muito aprazível e, pelo visto, tem uma invejável variedade de pratos.
- O senhor não tenha dúvida, posto que a proposta da casa é disponibilizar aos clientes o máximo de boas opções. E para beber?
- A carta de vinhos.
- Pois não.
- Bem, como pediremos caça, gostaríamos de um vinho tinto velho, encorpado e aveludado. Um tinto de Bordeaux? Talvez, um Cabernet Sauvignon, que também é um vinho encorpado, sério, com taninos presentes. Um grande exemplar para acompanhar caças.
- Boa pedida, senhor.
- Perfeito, agora, quanto ao prato, deixe-me ver... Pronto, carne de veado guisada ao molho tcheco!
- É uma boa pedida, senhor. É bem servida, mas posso sugerir, ainda, uma perna de veado assada...
- Exato, acataremos a sua sugestão.

Chegando o pedido à cozinha, o chefe revelou a triste notícia que tinha, mas estava faltando carne de veado. "Poxa, logo no primeiro cliente ter que voltar o pedido... Não", pensou o maître e, olhando dum lado pro outro disparou: "Prepara esse borrego como veado que o cliente nem vai notar". E assim feito foi.

Servido o pedido, o refinado casal, de experiente paladar, notou na hora que estavam lhes passando "gato por lebre".

- Senhor, por favor! É um absurdo o que estão nos servindo! Não condiz com o nosso pedido!
- O veado não está do agrado?
- Veado coisíssima nenhuma, isto daqui é um borrego!
- Perdão, senhor, mas é veado...
- Jamais, é borrego, sim! E não tenho a menor dúvida!

O maître abaixou-se e em tom bastante discreto falou:

- O senhor tem razão, é borrego... Mas é veado! O rapaz que me vendeu disse que ele dava a bundinha desde assim que nasceu...

domingo, 8 de março de 2015

O susto do Airton

Airton.

É perfeito o almoço de domingo no apartamento de Carlos Augusto e Laéria! Lá, se come bem, se bebe também e a conversa, inteligentemente amena, rola farta na arte do bem receber do casal. 

Num dia desses, fomos convidados para nos deliciarmos com uns peixes que a dona da casa havia preparado. Eu e Elusa fomos os primeiros a chegar, depois o Levi e, por fim, o Airton. Estava formado o time, e logo o jogo começou com uma linha doida, ao som de música medieval. Discutíamos fatos, acontecimentos e ideias, quando tocou o telefone da casa. Para surpresa de todos, era para o Airton – psiquiatra a toda a hora de plantão. Uma paciente se agoniava do outro da linha e ele a orientava:

- O quê? Você tá na janela?! Saia imediatamente da janela, tá me ouvindo? Saia imediatamente da janela! Cadê seu marido? O quê? Você tá só em casa?! Saia imediatamente da janela!

Todos ficamos apreensivos com o acontecimento, e ele continuava:

- Você tá tomando os remédios, conforme eu passei? Sei, sei... Se acalme, se acalme... Não, não tem mais o que, não! Não, não, agora, saia imediatamente da janela! Vá pra bem longe dela!

O Airton continuava a orientar a paciente que queria lhe dizer algo e não conseguia. Até que enfim, resolveu ouvi-la:

- Sim, minha filha, pode dizer. Diga... Como é que é?! Não acredito... Quer dizer que você mora numa casa que nem sobrado tem?! Ô, alívio... Olhe, pode ficar na janela, viu? E assim que seu marido chegar, vá passear de carro...

Goiabeira


Goiabeira
(Totonho Laprovitera)

Goiabeira, goiabeira
que o tempo derrubou,
goiabeira foi caindo
e o vento ajudou

Goiabeira em minha infância
tu viveste a alegrar,
goiabeira, que saudade,
do tempo que já passou

sábado, 7 de março de 2015

Arquitetura da benquerença


Rever colegas de faculdade, é renovar o laço que a gente ata no abraço das nossas histórias de vida. Assim, digo e repito: Nós nos pertencemos!

Dia de chuva


"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é." (Fernando Pessoa)

(Foto: Google)

Heterossexual


A esquina do Vaval reúne cada figura, que só vai vendo! O point dá abrigo a um magote de indivíduos, que vai do tapado ao gênio, do analfabeto ao intelectual, do pobre ao rico, do desocupado ao trabalhador... Mas tudo gente boa! Bem, pense num espaço democrático!

Outro dia, depois da novela das oito, o Bosco lá chegou para traçar calmamente a sua tradicional e farta picanha acebolada, com baião de dois, uma das especialidades da casa. Prato à mesa, era bonito de se ver o tal mamífero apresentando a sua carnívora voracidade! Sem pressa, entre uma e outra garfada, ele intercalava a refeição com tragos de cigarro e conversa fiada. E ainda sobrava-lhe disposição para arengar com algum incauto bruto.

- Ei, rapaz, tu tá tão educado hoje...
- Tô, né, Bosco...
- Vem cá, e essa camisa comprou aonde?
- Sei lá, porra, eu ganhei!
- É invocada, né?
- Tá bem...
- Ei, cara, sei não, mas tão dizendo por aí que tu é heterossexual, ó?
- Vai-te a puta que pariu, seu baitola! Heterossexual é tu, eu sou é muito macho!!!

(Foto: Google)

Magenta


Magenta é uma cor-pigmento primária e cor-luz secundária, resultado da mistura das luzes azul e vermelha. 

A cor magenta também é chamada de fúchsia ou fúcsia, devido à planta com o mesmo nome. Fúchsia é usado como nome alternativo para a cor magenta elétrica. Por vezes, a cor é chamada popularmente de rosa brilhante, rosa vívido e até mesmo de pink. 

Curiosamente, a cor magenta inexiste no espectro, pois é uma ilusão gerada na visão entre os cones receptores de vermelho e azul, que interpretam como a ausência de verde, sua cor complementar. Assim, na mistura de cores como no disco de Newton, vemos a formação da cor branca.

(Foto: Google)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Feliz recordação

Os 14 cavalheiros da festa de 15 anos de Ana D’Áurea, que dançaram a valsa Danúbio Azul, na Av. Barão de Studart, 580.

Da esquerda pra direita: José Sérgio Vieira de Assis, ?, Heraldo Viana, Afonso Luiz, Osler Machado, Tonico Aragão, Wilson Aragão, Ana D’Áurea, Helios Kenniff, Keith Kenniff, Paulo Cesar Romcy, Ribamar Simas, João Mota, Paulo Simas e Renato Garcez.

(Foto: Acervo Ana D’Áurea Chaves)

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre amarelo – 2015 – AST – 95 x 135 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2015

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre vermelho – 2015 – AST – 95 x 135 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

quarta-feira, 4 de março de 2015

Anish Kapoor

Kapoor e uma de suas mais famosas criações, "Cloud Gate", instalada em Chicago.

Filho de pai hindú e de mãe judia, nascido em Bombaim, o indiano-britânico Anish Kapoor (1954) é um dos artistas plásticos contemporâneos mais cobiçados no mundo.

(Fotos: Google)

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre verde – 2015 – AST – 95 x 135 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

terça-feira, 3 de março de 2015

Reforma no Babau


Eu vou contar a história, mas, não revelarei a fonte. Quem quiser saber, que investigue. 

Pois bem, preocupado com o surgimento do Bar da Viola, uma esquina adiante de seu endereço, o magro Babau resolveu investir no aconchego dos clientes do seu Ponto. Atendendo a sugestão do frequente cliente Norberto Pereira, decidiu climatizar o salão da nobre casa. A instalação encontra-se em fase de projeto de engenharia e providências pecuniárias, no devido aguardo do desenlace das negociações bancárias para obter os recursos necessários à realização da empreitada. 

“Babau tá certíssimo em aprimorar as condições de conforto ambiental do Ponto, onde faz-se necessária a substituição dos aguerridos ventiladores de teto por aparelhos de condicionamento de ar, tipo split. Além disso, ele fechará o ambiente com painéis de vidro temperado para o ar não fugir. Agora, não é obra barata, não. Mas, fiquemos tranquilos, pois, para tanto ele já entrou em contato com a presidência de um banco – acho que é o Banfort – para obter uma carta de crédito consignado, vinculada ao apurado de suas concorridas segundas-feiras”, teria dito Luís Carlos Leitão, o Qualé, que anda meio sumido da esquina do Babau.

Odile Rubirosa

Odile, em capa da revista Cruzeiro, de 1973.

Nascida Odile Marie-Josèphe Léonie Bérard (1937), Odile Rubirosa é uma atriz francesa da década de 1950. 

Tento adotado o nome artístico de Odile Rodin, pela beleza de seu corpo, numa analogia ao famoso escultor francês Auguste Rodin, Odile atuou em dois filmes: Futures Vedettes (1955), com Brigitte Bardot, e Si Paris Nous Était Conte (1956), com Danielle Darrieux, o rosto mais bonito da época. 

Casou-se em 1956, aos 17 anos, com o playboy Porfirio Rubirosa. Após a morte do marido num acidente de carro em 1965, ela desapareceu das crônicas sociais e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se casou com o empresário carioca Paulo Marinho, de quem se divorciou poucos anos depois. Teve um ligeiro caso com Alexandre Onassis, filho do magnata grego Aristóteles Onassis. 

Nos anos 1990, Odile sumiu mais uma vez da vida social. Segundo ela, casou-se com um americano em 2006, seu terceiro marido, e passou a viver em New Hampshire, nos Estados Unidos. 

(Foto: Google)

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre azul – 2015 – AST – 95 x 135 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

segunda-feira, 2 de março de 2015

O frango da casa


Perguntaram ao Lima, garçom do Chico Abílio, como era preparado o frango da casa. Ele, simpaticamente, respondeu:

- Sem muito papo, senhor. A gente vai direto ao assunto e diz que ele vai morrer.

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre vermelho – 2015 – AST – 60 x 90 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

Cena de novela


Cena de novela

(Totonho Laprovitera) 

Nos tempos de criança era eu, era você
Ainda na lembrança brinco eu, brinca você
Os jogos de infância nas calçadas da memória,
os sonhos de nós dois em namoro virginal...

Em cena de novela descobrimos o amor 
Nosso primeiro beijo não consigo esquecer 
Passo horas a pensar da gente o que seria
se nossas juras madrigais hoje vingadas fossem

Agora, em poesia, eu me lembro do mistério
da nossa despedida que nunca aconteceu
Você olhou pra mim, fingiu que não me viu
Seguiu sem dizer nada, partiu meu coração

domingo, 1 de março de 2015

Arte!

Totonho Laprovitera – Ave sobre azul – 2015 – AST – 60 x 90 cm.

ARTEQUATTRO – MOSTRA INAUGURAL DE ARTE
Visitação: Até 17 de Março de 2015. De segunda à sexta, de 9 às 19h. Aos sábados, de 9 às 14h.

Galeria Ouvidor: Rua Prof. Dias da Rocha, 853 – Aldeota – Fortaleza – Ceará – Tel.: +55 (85) 3267-6766 – contato@4rtequattro.com.br

Imprópria cobrança

Vaval e Chico Pio.

Conta o Bosco que, durante o lotado show do Fagner, no BNB Clube, o inoxidável Chico Pio inventou de cobrar ao Vaval o cachê de uma recente apresentação em que ele havia faltado, no Point da Lauro Maia, alegando motivo de força maior. Ao mesmo tempo, solicitou do Vaval um vale de adiantamento de um presumido show de confraternização do Point da Lauro Maia, a ser marcado em breve.

Vaval, que compartilhava uma farta mesa, em área vip, com o lojista Pacheco, de Crateús, e o apresentador de televisão Sebastião Belmino, dispensou Chico, dizendo estar em sagrado momento de lazer, portanto, sem a menor condição de tratar de assuntos profissionais naquela hora. E, elegantemente, seguiu a sorver o seu espumante.

“Ora, por pouco a cena não foi registrada pelo policial Lopes, amigo da turma, que havia levado a sua fiel máquina fotográfica, carregada com filme de 36 poses, pra bater retrato do show”, concluiu o atento Bosco.