sábado, 5 de março de 2016

Rivellino e PC


Roberto Rivellino e Paulo Cézar Caju, no Rio de Janeiro, em 1975. Naquele ano, Rivellino, que jogava pelo Corinthians, e PC, pelo Olympique de Marseille, na França, foram contratados para compor a grande equipe do Fluminense. 

Reparem na elegância de PC que, na época, desfrutava da amizade de grandes estilistas franceses.

(Foto Acervo RF)

sexta-feira, 4 de março de 2016

As baratas e a guerra nuclear


Não tem veneno, chinelada e vassourada que dê jeito em barata, pois ela sempre torna a aparecer.

Surgidas no planeta há cerca de 300 milhões de anos – há muito mais tempo que o ser humano –, acredita-se que a barata seria o único ser a escapar de uma guerra nuclear. 

Pois bem, numerosa e resistente, aguentando até um mês sem comer, as barata possuem propriedades que indicam que elas sobreviveriam até mesmo depois que o último ser humano sumisse do planeta. Além disso, elas apresentam uma tolerância à radiação maior do que outros seres, sendo, a doses de radiação dez vezes maiores que as suportadas pelo homem. 

A barata também tem uma grande capacidade de adaptação, desenvolvendo continuamente tolerância e imunidade a venenos. Essas características ajudariam o inseto a sobreviver ao longo período de contaminação que segue uma explosão nuclear. Contudo, como qualquer outro ser vivo, se as baratas ficarem próximas à explosão, acabarão tostadas. Daí, discute-se a afirmativa de que as baratas são os seres mais capazes de resistir a um holocausto guerra nuclear pode ser apenas um mito.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Boas maneiras


Puxar a cadeira para uma senhorita se sentar é sinal de boas maneiras e mostra que o cavalheiro é educado e a quer confortável e à vontade.

Pois bem, em um elegante restaurante da cidade, educadamente, o cortês namorado da Meyre Mayra escusou a distinção do maître e puxou a cadeira para ela se sentar. Porém, atrás dela, enquanto estava em pé aguardando que ela se sentasse, ouviu:

- Ô bicho besta! 
- Como?
- Quer bem me pegar, né? 
- Não entendi.
- Vai puxar a cadeira preu cair, é? 
- Não... 
- Tá pensando que eu sou besta, é?! 
- Pelo amor de... 
- Caio nessa não!

E, sozinha, abancou-se na espaçosa cadeira do alinhado restaurante.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Jupirana


O Melque me contou que estava em um bar quando Rômulo, uma amigo dele, fresco que só e acostumado na arte de inventar lorotas, perguntou a um velho tido como mentiroso:

- O senhor que é pescador, conhece um peixe chamado jupirana?

O velho, coçando o gogó, respondeu:

- Jupirana é um peixe que trava um pouco na goela, mas, com um pirãozinho, desce é bem!
- E se eu disser que esse tal peixe jupirana não existe e eu inventei agora?
- Você me respeite, seu cabra! Tá duvidando de mim?! Pois fique sabendo que jupirana existe, sim, e é um peixe de água doce, da família do pirarucu, sendo nanico!
- E é?
- É sim! Comumente, ele é encontrado na bacia Amazônica, geralmente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas.
- Aí mente!
- O que?!

A partir de então, formou-se a confusão e o velho quase tendo um troço, ultimou:

- Diabo é o pescador que bebe aqui!

terça-feira, 1 de março de 2016

Pesca e música


Manassés estava pescando lá pelas bandas do Araguaia, quando ouviu à beira do rio um som de violão. Daí, aproximou-se e pôs-se a escutar a sofrível apresentação do violonista que, ao dar uma parada, falou em mineirês:

- O rapai toca violão?
- Toco, sim. Respondeu Manassés.
- Pois, toque uma música pra nós, sô.

Manassés agarrou o violão, buliu um pouco na afinação, e fez valer o seu reconhecido talento de um dos mais virtuosos músicos brasileiros!

Encabulado, o violonista perguntou:

- Uai, que trem é esse, sô?!
- É uma música de minha autoria.
- Émêss? Então é docê?
- É, sim.
- Ma qui beleeezzz... Issé bão dimái da conta!
- Obrigado.
- Espia, eu não sô músico. Sô pescadô.
- E eu não sou pescador, sou músico. Finalizou Manassés.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Tome-lhe!


Certa vez, ouvi um distinto senhor de idade, que já exerceu uma qualificada autoridade na política de outrora, arrazoar: “Meu filho, antigamente, a pessoa que dava certo no setor privado era chamada – eleita ou nomeada – a assumir cargo público e, comumente, correspondia às esperanças do povo. Hoje em dia, pra escapar, a que não dá certo ou não cabe na privada, fétida, joga-se e se espalha no ventilador da vida pública!”

Êita!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A estátua do bisavô


Conta o Melque que, em lugar de destaque no Município de Santana do Acaraú, no Ceará, existe uma estátua do bisavô dele, todo circunspecto e bem postado com o pé em riba de um coco. E conta a razão: “Antigamente, na cidade, existia um coqueiro medindo exatos 38 metros de altura. Pois bem, meu bisavô vinha andando tranquilamente com seus dois netos – papai e titio –, quando, ao passar por debaixo do tal coqueiro, coincidentemente, um coco caiu e acertou bem no meio do quengo dele! Na pancada, trancado que só, o velho apenas deu uma ligeira parada em seu passo e uma acanhada inflexão. Os meninos disseram 'huuum'. Sério, ao continuar a caminhada foi que deu conta da única coisa que aconteceu com ele: a de ter, infelizmente, rachado o seu habitual e predileto tamanco feito de aroeira!” 

Pra quem não sabe, a aroeira é uma árvore que produz uma das madeiras mais dura e pesada.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Luto: Quinha


Aos nove anos de idade, Quinha foi morar lá em casa para ser minha babá. Daí, ela me assentou em uma bicicleta, empurrou, soltou e eu, com apenas dois anos, levei uma queda danada. Com medo da situação, avexada, ela foi embora. Voltou pra gente aos onze anos e nunca mais saiu de nossas vidas.

Hoje, cinquenta e tantos anos após aquela queda, eu me encontro caído de tristeza e saudade pela boa Quinha que, desta vez, vai embora para sempre... 

Quinquinha, eu te amo.

William Bonner e Billy The Kid


Ouvi dizer que o nome do apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo, William Bonner, havia sido dado, pasmem, em homenagem ao do Billy The Kid, pistoleiro e ladrão de gado e cavalos norte-americano. Ledo engano.

Bem, William Bonner é o nome artístico de William Bonemer Júnior (1963), enquanto Billy The Kid era o pseudônimo de Henry Bonney (1859-1881) que, antes de se tornar um conhecido fora-da-lei, participou da Guerra do Condado de Lincoln, no Novo México.

Quer dizer, nada a ver entre eles, pois, um é Bonemer e o outro Bonney.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Tempo


Eu hoje acordei ouvindo o silêncio da minha alma dizer: "A moeda da vida é o tempo".

Khalil Gibran


"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria." (Khalil Gibran) 

O célebre escritor libanês Gibran Kahlil Gibran (1883-1931) fez carreira nos Estados Unidos, escrevendo diversos livros em árabe e em inglês. 

Gibran também se dedicou ao mundo das artes plásticas, expondo suas obras em Boston, Nova Iorque e Paris. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Delicada contenda


Em Fortaleza, no Bairro José de Alencar, antigo Alagadiço Novo, na disputa pela formosa Mayelle Emmilly, os bombados jovens Yvilson César e Patrick Tino, que só andavam encangados, se desentenderam.

- E aí, má, rai botar boneco?!
- Rai de lascar!
- Rai o que, seu peroba?!
- Ah, rai querer dar uma de macho?!
- Pois, rem pros paus! 
- Corre dentro!

Aí, depois de se empurrarem, cada um, com o dedo indicador em riste, apoiado pelo polegar, em avexados e repetidos vaivéns, uníssonos, abaitoladamente se ameaçaram:

- Eu furo teu olho! Eu furo teu olho! 
- Eu te dou um karatê! Um karatê!

E a vaia comeu de esmola!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A cobrança


Após inúmeras tentativas de cobrança ao telefone, pelo atraso do pagamento de seu cartão de crédito, Ricardinho decidiu atender a ligação. A moça falou do valor da dívida contraída e ele abismou-se:

- E é tudo isso?!
- Senhor, é sim.
- Pelo amor de Deus...
- Confira no demonstrativo do seu extrato.
- Sei... Mas, eu não tenho como pagar 3 mil reais, não...
- Então, por que o senhor não negocia a dívida?

A partir daí, iniciaram-se as negociações e a senhorita do cartão foi cedendo, cedendo, até chegar ao valor de apenas 500 reais para a quitação da dívida. Mesmo assim, ao saber que teria de ir ao banco para efetuar a quitação do débito, o exigente cliente mandou:

- Tudo bem, eu vou. Mas, pelo menos, vocês poderiam me enviar o dinheiro da passagem do ônibus?

Aí, o telefone emudeceu, deu sinal de desligado, significando o fracasso das negociações entre as partes.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sem paciência


Hoje cedo, no corredor da repartição, escutei de um colega:

- Ô bicho interesseiro é banco! Quando tá bamburrado, o besta do cidadão é chamado pelo gente-boa do gerente de “meu rei” e etc. E é tratado na base do tapete vermelho, cafezinho, água gelada... Quando tá liso, meu patrão, aí, é na base da rabissaca, senha, chá de cadeira e ligação muita, o dia inteiro, daquele povo da voz enrolada ameaçando o cristão de botar seu nome no SPC, SERASA e coisa e tal!

Aí, um outro, emendou:

- E os cartões?!
- Vixe! Aí é que a coisa pega!
- Pois é! Hoje em dia não se pode mais nem atrasar uns quinze diazinhos, que eles já vem com sete pedras nas mãos, na maior ignorância do mundo, pra forçar a gente a pagar com o que não tem!
- Ô povo desalmado!
- E sem paciência! E sem paciência! Completou um terceiro que ia passando e se intrometeu na conversa.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Jacques e Lydia


Saudoso e querido casal: Jacques e Lydia Libion. A história de expressivos artistas da MPB passa por eles.

(Foto: Google)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

É chuva!


Como diz meu amigo Tarcísio Sardinha, “em dia de chuva meu telefone não para de tocar!” 

E salve a santa boemia alencarina que reza nos altares dos sagrados bares, tão bem frequentados em dias coloniais, pelos invernosos fieis da divina crença de comungar, religiosamente, a alegria de viver!

(Foto: Google)

Ajuda extraterrestre


Segundo o professor Carlinhos Anafabético, recentemente, foi achado um relatório dando conta da participação de alienígenas na ascensão da Alemanha nazista, durante a década de 1930. 

“Esse relatório prova a ajuda extraterrestre com a Alemanha nazista que possuía apenas 57 submarinos, ao longo dos quatro anos da Segunda Guerra Mundial, construiu 1.163 submarinos modernos e tecnologicamente avançados em seus estaleiros, colocando-os em operação”, comenta o professor. 

(Foto: Google)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Caralho


Segundo o professor Carlinhos Analfabético, "de inúmeros significados, caralho é o nome dado a pequena cesta que se achava no alto dos mastros das antigas embarcações, de onde se vigiava risca do horizonte em caça de terra à vista. 

Colocado bem no alto do mastro, o caralho balançava era muito pela oscilação lateral do barco. Agora, ele também era usado como lugar de castigo para punir os marinheiros que botavam algum boneco a bordo. 

Punido, lá o marujo passava horas ou dias de castigo e quando descia ficava tão enjoado, chega se comportava bem durante um bom tempo. Daí, dizem, foi que surgiu a expressão ‘mandar pro caralho’. 

Hoje em dia, caralho significa um bocado de coisa e, ao longo dos tempos, talvez confundido com o mastro, passou a ser uma denominação vulgar de pênis. 

Pois é, usado num bocado de jeito, atualmente, ninguém usa caralho pra falar do cesto no alto do mastro das antigas embarcações.”