sábado, 19 de março de 2016

Moro


Jurista, professor e político, o italiano Aldo Moro (1916-1978) foi por cinco vezes primeiro-ministro da Itália, sendo membro ativo da Igreja Católica e um dos mais destacados líderes da democracia cristã na Itália.

Sequestrado em 1978 pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, foi assassinado depois de 55 dias de cativeiro.

Diversas teorias apontam os motivos da recusa do governo italiano em negociar a libertação de Aldo Moro com os sequestradores e sobre os interesses envolvidos no seu sequestro e morte. Cogita-se que as Brigadas Vermelhas foram usadas pela Gladio, rede dirigida pela OTAN, para justificar a manutenção da estratégia da tensão.

(Foto: Google)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Hodierno


Como diz o professor Carlinhos Analfabético, “Hoje em dia, o sem vergonha cobra respeito, o fofoqueiro privacidade, o falso sinceridade e o mentiroso verdade. É comum exigir dos outros o que não se faz.” 

(Foto: Zecaneto)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Foco de dengue


Como diz o filósofo Sitônio da Parangaba, "Puxa saco, babão e fofoqueiro é igual a foco de dengue, em toda esquina tem um."

(Foto: Zecaneto)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Biguebroder


Acabei de ouvir: "Fulana diz que não quer saber da vida de seu ninguém, mas, vive grudada na televisão assistindo Biguebroder Brasil!"

terça-feira, 15 de março de 2016

Nem tudo são flores


No Bairro Bom Jardim, em Fortaleza, ao ser perguntado sobre quantas irmãs possuía, Floriano respondeu:

- Deixe-me ver... Camélia, Dália, Hortênsia, Jasmim, Lis, Margarida, Orquídea, Petúnia, Rosa, Tália e Violeta.
- Onze irmãs? 
- Onze. 
- E irmãos?
- Só o Crisanto.
- Quer dizer que vocês são treze e todos com nome de flor?
- Sim, todos.
- Qual o nome do seu pai?
- Acácio. Quer também saber o nome da mamãe?!
- Por acaso, a parideira sua mãe é a Dona Trepadeira?
- Não, seu fela da gaita, é Magnólia!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Nuntius diei


“Cum temporis angustiae ego creo mundi.” (Toim da Meruoca)
Traduzindo: “Quando me falta tempo, eu crio universos.” 

(Foto: Zecaneto)

domingo, 13 de março de 2016

Pintado de azul


Aconteceu em 1986. Reunido com amigos, em um ensolarado sábado, eu estava numa barraca de praia, na maior animação do mundo. Aí, chegou uma autoridade do iniciante Governo das Mudanças e, me confundindo com alguém, cumprimentou-me na mais festiva saudação:

- Olha aí, quanta satisfação de encontrá-lo por aqui! 
- Pois é, Secretário, ninguém é de ferro e o seu amigo aqui aproveitou a folga de hoje pra pegar uma praia! Aproveitando-me do engano, para me amostrar, emendei. 
- Nada mais justo do que um dia de lazer para descansarmos da árdua jornada semanal de trabalho. 
- Perfeitamente! 
- E aí, concluíram o trabalho? 
- Concluímos! 
- E pintaram de que cor? 
- De azul. Inventei. 
- De azul?! Estranhou. 

Daí, a autoridade assentou as ideias e caiu-lhe a ficha, acho, do seu equívoco. 

Vaidoso por meu “prestígio”, depois de ser admirado pela minha importância, mudo, fiquei a cogitar: “O que causaria estranheza ao ser pintado de azul?”

sábado, 12 de março de 2016

Nuntius diei


“Intelligentia sit a collective phaenomenon”. (Toim da Meruoca) 
Traduzindo: “A inteligência deve ser um fenômeno coletivo”.

(Foto: Zecaneto)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Raimundo Fagner & George Martin

Raimundo Fagner & George Martin.

Quando soube da morte de George Martin, lembrei que por um triz ele não arranjou um disco do Raimundo Fagner. Aí, falei com o cantor e pedi para ele contar a história e ele, de pronto, contou:

“Quando fui gravar em Nova Iorque soube que ele já sabia de mim, através de George Harisson – uma fã de Belo Horizonte, amiga do Emerson Fittipaldi, que sabia que eu gostava dos Beatles, o presenteou com meus discos numa corrida de F1, em São Paulo. Então, o convidei pra fazer os arranjos de quatro músicas, no que ele falou que só toparia se fosse o disco todo. Como eu já estava com o estúdio Hits Factory – onde Lennon havia gravado o Double Fantasy –, recusei a proposta, e aí foi o vacilo. Era pra eu ter aceito na hora e cancelado o estúdio em Nova Iorque. É óbvio que ele não queria misturar os arranjos dele com os outros. Isso é a marca dos grandes produtores e eu não entendi a mensagem. Uma mancada dessa é igual a perder um pênalti em final de Copa do Mundo.”

Mas, rapaz... Pelo menos ficou a história, que dá vazão ao imaginário da importância do que teria sido o feito para a música brasileira. Sugeri ao Fagner que ele dedicasse seu próximo disco ao George Martin e ele gostou da ideia.

É, essas coisas só acontecem com os grandes talentos!

Pra quem não sabe, George Martin (1926-2016), foi um produtor musical, arranjador, compositor, engenheiro sonoro, músico e maestro britânico, bastante conhecido por seu trabalho com os Beatles.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Aí é Gildo!


Conta o Luiz que os irmãos Elias e Alfredo guardam com o maior orgulho uma foto deles – de autoria do grande Zé Rosa – quando crianças, devidamente uniformizados, entrando em campo de mãos dadas com o saudoso Gildo, maior ídolo do Ceará Sporting Club de todos os tempos.

Diz, ainda, que os dois pequenos torcedores, bem gordinhos, se aprontavam para o episódio cortando o cabelo na máquina, passando talco no cangote, perfumando-se e trazendo pulseirinhas de ouro no pulso, com os respectivos nomes gravados.

“Quando chegavam no meio do campo, soltavam a mão do ídolo, pegavam a bola do jogo e gritavam ‘Aí é Gildo!”, descreve Luiz. 

A cena repetiu-se por anos, até que o anãozinho Titico, da Polícia Civil, resolveu ser mascote do Glorioso de Porangabussu e não teve mais vez para seu ninguém!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Naná Vasconcelos


Certa vez, após um show do genial músico Naná Vasconcelos no Theatro José de Alencar, fomos convidados por ele a jantar em um restaurante de Fortaleza: Eu, Elusa, nossos filhos Fernando Victor e Joana, mais os casais Bete e Ricardo Bezerra, Silvana e Aldo Chaves. Ao brindarmos o sucesso dele, Naná perguntou se poderia saber a opinião da gente sobre o espetáculo daquela noite. Quando íamos nos manifestar, ele interrompeu dizendo que gostaria de começar a ouvir as duas crianças presentes à mesa. 

Aí, Fernando Victor e Joana expressaram as suas impressões e Naná, depois de ouvi-los atentamente, educadamente, os agradeceu pela valiosa crítica musical!

Naná, sei que o amigo não gostava de despedidas, mas, já estou com saudade de você!

(Foto: Google)

Reivindicações


Apolônio, exigente servidor da repartição, reclamava sobre a falta de condições para o cumprimento de suas responsabilidades. Era cobrança muita e pouco caso para a realização das suas obrigações, alegava! Sobre as instalações prediais, equipamentos e materiais de expediente, faltava muito para, pelo menos, a situação piorar, já que estava péssima, explicava.

Daí, calmamente, chegou o atinado Nivaldo, um dos mais antigos servidores da casa, passado na casca do alho, e puxou a conversa: 

- Apolônio, Apolônio... 
- Que que foi, Nivaldim? 
- Apolônio, meu amigo, tenha calma... 
- Mas, eu estou calmo. 
- Então, cuidado... 
- Cuidado com que, Nivaldim? 
- Homem, pare de reclamar... 
- Mas, por que, Nivaldim? 
- Apolônio, vai que o chefe resolve atender às suas reivindicações! 
- Aí, seria uma maravilha! 
- Maravilha coisa nenhuma, rapaz! 
- Como assim?! 
- Amigo, vai que são atendidas as suas exigências! 
- O que é que tem?! 
- Pode esperar o tanto de trabalho que vem por aí! 
- Arre égua, macho, eu não havia pensado nisso... 

E o silencio voltou a prevalecer, na velha sala de trabalho.

(Foto: Banco de Imagem Royalty Free)

segunda-feira, 7 de março de 2016

Nasdrovia!


Pra quem não sabe, quando bebem juntos, os russos brindam dizendo “Nasdrovia!”, que significa, nada mais, nada menos, do que “à saúde!”.

domingo, 6 de março de 2016

Biscoito no trem


No trem lotado até a tampa, um passageiro chegou e disse para um ambulante que ali ralava, no maior sufoco:

- Desculpe-me a intromissão...
- Pois não...
- Mas, por que o senhor vende biscoito no trem?
- Para o meu filho não vender biscoito no trem. Respondeu o vendedor.

sábado, 5 de março de 2016

Rivellino e PC


Roberto Rivellino e Paulo Cézar Caju, no Rio de Janeiro, em 1975. Naquele ano, Rivellino, que jogava pelo Corinthians, e PC, pelo Olympique de Marseille, na França, foram contratados para compor a grande equipe do Fluminense. 

Reparem na elegância de PC que, na época, desfrutava da amizade de grandes estilistas franceses.

(Foto Acervo RF)

sexta-feira, 4 de março de 2016

As baratas e a guerra nuclear


Não tem veneno, chinelada e vassourada que dê jeito em barata, pois ela sempre torna a aparecer.

Surgidas no planeta há cerca de 300 milhões de anos – há muito mais tempo que o ser humano –, acredita-se que a barata seria o único ser a escapar de uma guerra nuclear. 

Pois bem, numerosa e resistente, aguentando até um mês sem comer, as barata possuem propriedades que indicam que elas sobreviveriam até mesmo depois que o último ser humano sumisse do planeta. Além disso, elas apresentam uma tolerância à radiação maior do que outros seres, sendo, a doses de radiação dez vezes maiores que as suportadas pelo homem. 

A barata também tem uma grande capacidade de adaptação, desenvolvendo continuamente tolerância e imunidade a venenos. Essas características ajudariam o inseto a sobreviver ao longo período de contaminação que segue uma explosão nuclear. Contudo, como qualquer outro ser vivo, se as baratas ficarem próximas à explosão, acabarão tostadas. Daí, discute-se a afirmativa de que as baratas são os seres mais capazes de resistir a um holocausto guerra nuclear pode ser apenas um mito.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Boas maneiras


Puxar a cadeira para uma senhorita se sentar é sinal de boas maneiras e mostra que o cavalheiro é educado e a quer confortável e à vontade.

Pois bem, em um elegante restaurante da cidade, educadamente, o cortês namorado da Meyre Mayra escusou a distinção do maître e puxou a cadeira para ela se sentar. Porém, atrás dela, enquanto estava em pé aguardando que ela se sentasse, ouviu:

- Ô bicho besta! 
- Como?
- Quer bem me pegar, né? 
- Não entendi.
- Vai puxar a cadeira preu cair, é? 
- Não... 
- Tá pensando que eu sou besta, é?! 
- Pelo amor de... 
- Caio nessa não!

E, sozinha, abancou-se na espaçosa cadeira do alinhado restaurante.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Jupirana


O Melque me contou que estava em um bar quando Rômulo, uma amigo dele, fresco que só e acostumado na arte de inventar lorotas, perguntou a um velho tido como mentiroso:

- O senhor que é pescador, conhece um peixe chamado jupirana?

O velho, coçando o gogó, respondeu:

- Jupirana é um peixe que trava um pouco na goela, mas, com um pirãozinho, desce é bem!
- E se eu disser que esse tal peixe jupirana não existe e eu inventei agora?
- Você me respeite, seu cabra! Tá duvidando de mim?! Pois fique sabendo que jupirana existe, sim, e é um peixe de água doce, da família do pirarucu, sendo nanico!
- E é?
- É sim! Comumente, ele é encontrado na bacia Amazônica, geralmente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas.
- Aí mente!
- O que?!

A partir de então, formou-se a confusão e o velho quase tendo um troço, ultimou:

- Diabo é o pescador que bebe aqui!

terça-feira, 1 de março de 2016

Pesca e música


Manassés estava pescando lá pelas bandas do Araguaia, quando ouviu à beira do rio um som de violão. Daí, aproximou-se e pôs-se a escutar a sofrível apresentação do violonista que, ao dar uma parada, falou em mineirês:

- O rapai toca violão?
- Toco, sim. Respondeu Manassés.
- Pois, toque uma música pra nós, sô.

Manassés agarrou o violão, buliu um pouco na afinação, e fez valer o seu reconhecido talento de um dos mais virtuosos músicos brasileiros!

Encabulado, o violonista perguntou:

- Uai, que trem é esse, sô?!
- É uma música de minha autoria.
- Émêss? Então é docê?
- É, sim.
- Ma qui beleeezzz... Issé bão dimái da conta!
- Obrigado.
- Espia, eu não sô músico. Sô pescadô.
- E eu não sou pescador, sou músico. Finalizou Manassés.