terça-feira, 18 de julho de 2017

Na Fortaleza de 1970


Casa da família Montenegro Cavalcante, na Avenida Desembargador Moreira, 246, esquina com a Rua Ana Bilhar. Projeto do meu mestre arquiteto Neudson Braga.

Saudade do amigo Humbertinho...

(Foto: Acervo Ricardo Cavalcante)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Na Fortaleza de 1969


Quando recebi essa foto – de autor desconhecido – enviada pelo Paulo César Norões, eu viajei no tempo! 

A imagem retrata a Praça Portugal, ao fundo da calçamentada Avenida Dom Luiz, na Fortaleza de 1969.

domingo, 16 de julho de 2017

Estranho ofício


Estranho, existem ofícios tão antigos, mas que ainda não são qualificados como profissão. 

Por exemplo. Acho interessante quando eu me apresento como artista plástico e alguém me pergunta: - “Sim, mas você trabalha mesmo com que?”

(Imagem: Google)

sábado, 15 de julho de 2017

Save The Date

Curioso. Ao receber um "Save The Date" já para as festas de final de ano, lembrei de um cidadão que promoveu um Réveillon "Fora de Época"!

Com direito à Hino Nacional, foguetório e tudo mais!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Motinha

Dr. Motinha cortando o cabelo. (Foto: Acervo da família Mota)

Um dos amigos mais poéticos que eu tive foi o Motinha. 

Pois bem, certa vez, ele me telefonou para dizer que havia achado uns versos apaixonados, mas que era coisa de amor escondido. Aí, recitou: "Devolva-me os meus sonhos, mas guarde meus segredos". Então, eu emendei: Amigo véi, isso dá canção! Continuei a letra e pedi para o Peninha musicar. 

SONHOS E SEGREDOS
(Amaro Penna / Motinha / Totonho Laprovitera)

Devolva-me os meus sonhos,
mas guarde meus segredos
Esqueça meus pecados,
mesmos os mais banais

Da joia que eu lhe dei,
apague as iniciais,
mas, não diga, por favor,
que já não me ama mais

O medo que vivemos
ainda nos persegue
Mesmo sendo livres,
jamais nos pertencemos

Loucuras cometemos
e hoje entendemos
Vivamos o infinito
dos sonhos das paixões

Se somos um poema
musicado de amor, 
sigamos o destino 
que a vida escreveu 

Peninha, bora terminar a música?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Somos artistas


Ao chegar ao café da livraria, assim que cumprimentei o casal Urbano e Ana Luiza – a falarem com Ana Maria – fui abordado por um conhecido que disse ter me visto por entre as prateleiras de livros, mas que havia ficado em dúvida se era eu mesmo. E comentou: - “Totonho, você está muito novo.” 

Depois de nos cumprimentarmos, arriscamos estabelecer uma conversa, mas nos guardamos em silêncio. Ele, talvez, aguardando que eu dissesse alguma coisa, e eu, receoso por saber à respeito de seu filho. Bem, vou explicar porque. 

Há cerca de uns dez anos, mais ou menos, o Murilo me telefonou para dizer do grave mal que o filho de um amigo estava acometido. Pediu-me, então, para que eu os acompanhasse à exposição do artista plástico Antonio Bandeira, na Universidade de Fortaleza. “Totonho, gostaríamos que você nos guiasse nessa visita”, disse ele. E passou a contar que para enfrentar o duro tratamento, o jovem havia se valido das artes. “Ele está tão interessado, chega até começou a desenhar e a pintar”, continuou. “É, a arte se faz mãe para nos tornarmos irmãos”, matutei. 

Percorrendo toda a mostra, explanei tudo o que eu sabia sobre o artista. Falei das técnicas de representação, das expressões e, de quebra, ainda me dispus a praticarmos uma parceria artística. Porém, não sei por qual razão, paramos por aí. 

Pois bem, aquele meu breve encontro na livraria me fez cogitar sobre qual teria sido o destino daquele jovem aspirante às artes. Pensando bem, ora, todos nós somos artistas, porém, só alguns assim se agarram na vida. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Tanto tempo


TANTO TEMPO
(Sérgio Sá / Totonho Laprovitera) 

Tanto tempo se passou
até que nos encontrarmos
Hoje penso na ideia:
Do futuro pro presente,
vamos fazer nossa história
ser contada diferente

Quantos anos convivemos,
quantas vidas já vivemos?
Qual a sua direção,
qual é mesmo o sentido?
Como conta o destino
do que vai acontecer?

Acredito que na vida
nada por acaso é
Se você quiser me amar,
terei tudo que preciso
Mas, seja meu amor ou não,
quero lhe fazer feliz!

Pode acreditar, 
não preciso tanto de você 
pra lhe amar...

domingo, 9 de julho de 2017

Projeto Pôr do Sol


"Projeto Pôr do Sol", belíssima iniciativa da Secretaria de Turismo de Fortaleza! 

Valeu, Sec. Alexandre Pereira!

Margaret Keane

Margaret e Walter. (Foto: Bob Campbell / The Chronicle)

Nascida Peggy Doris Hawkins, Margaret D. H. Keane (1927) é uma artista norte-americana famosa por pintar mulheres, crianças e animais com olhos grandes. 

Mesmo com o seu consentimento, ela permitia que o seu ex-marido, Walter Keane (1915-2000), vendesse as suas pinturas assinadas pelo nome dele. 

Mas, em 1968, Margaret Keane processou Walter por difamação, quando o juiz exigiu que os litigantes pintassem um quadro na sala de audiências. Walter recusou, alegando uma dor no ombro. De pronto, Margaret pintou um quadro em 53 minutos e o júri lhe concedeu uma indenização de US$ 4 milhões.

sábado, 8 de julho de 2017

Frieza

Serra do Estêvão, Quixadá, Ceará. (Foto: Fábio Barros)

Passando um feriado religioso na Serra do Estêvão, em Quixadá, Sitônio da Parangaba revelou em mensagem via ZapZap que, para encarar a frieza do clima serrano, havia adotado o banho tipo feijoada: "Pé, orelha e rabo!" 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Flagra


Agostino já vinha sendo chamado a atenção há algum tempo. Alegava o diretor social da Associação Cintanegrina, que o modo de dançar do rapaz nas tertúlias faltava com respeito aos associados. Bem, Agostino só dançava grudado e não adiantava a moça “botar macaco”, que ele dava um jeito de escapulir dessa defesa e tome pino e sarro! “Um escândalo”, diziam as senhoras. “Um verdadeiro atentado ao pudor e a moral dos bons costumes”, diziam os senhores. 

Pois bem, a coisa piorou quando Agostino foi denunciado por não vestir cueca naquelas festas do clube. O assunto chegou à reunião de diretoria e o presidente da associação combinou de fazer com que o jovem passasse uma grande vergonha: na hora em que ele estivesse no adiantado de sua dança, de supetão, a música pararia, acenderiam as luzes do salão e os diretores o cercariam. E assim foi feito. 

Ora, mas além de afoito, o rapaz era escovado que só! No momento exato do flagra, ele largou a moça, acocorou-se e em passes de compasso, bamboleando anunciou: - “Bora, negrada, chegou a hora da gente dançar twist!”

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Francisco Antonio

Discrição no trabalho


O vaidoso e eficiente doutor Almir era o diretor de pessoal da repartição. Bastante exigente e meticuloso ao extremo, dava o maior valor a uma disse-me-disse de bastidores. 

Pois bem, certa vez, um antigo servidor da casa inventou de contar um zunzum de trabalho ao curioso doutor. Era a respeito de uma futrica entre duas colegas que estavam travando uma peleja de vaidades. 

- Doutor Almir, sei que o senhor não é homem de ouvir conversas... 
- Chefe, abomino fofoca! 
- Eu também, mas deixe pra lá, então... 

Doutor Almir pediu um instante, fechou a porta da sala, aninhou-se em sua confortável poltrona Cimo, pegou a sua capanga, tirou dela um cortador de unhas, colocou os óculos de perto na ponta do nariz e, olhando por sobre as lentes, disse: - “Pode começar a contar...”

domingo, 2 de julho de 2017

O Telex e o vigia


O Telex era um sistema de comunicações bastante utilizado até ao final do século passado. Consistia numa rede mundial com terminais únicos – parecidos com máquinas de escrever – que se comunicavam em mensagens escritas e imediatas. 

Para melhor aparelhar a empresa, os sócios Gera e Chiquinho adquiriram um aparelho de Telex, o que lhes foi, na época, um avanço nos serviços de mensagens e troca de informações, como ordens de compras, de pagamentos etc. 

Dada a tamanha importância do aparelho, criaram até uma sala exclusiva para ele. E foi nela onde ocorreu a seguinte história:

Logo cedo, o destemido seu Raimundo procurou os patrões para contar o que havia acontecido de arrepiante em sua noite de vigia: 

- Meus patrõezinhos, eu já vi de tudo nesse mundo de meu Deus. Mas, o que testemunhei nessa noite foi de fazer as pernas tremerem!
- E o que foi que aconteceu, seu Raimundo? indagou Gera. 
- Olhe, patrãozinho, que eu não tenho medo de assombração, não... 
- Assombração? inquiriu Chiquinho. 
- Sim, meus patrõezinhos, foi o que eu vi essa noite!
- Conte!
- Meus doutores, já era quase madrugada quando vi um barulho na sala da máquina nova... 
- E aí?
- Aí, quando eu fui ver que diacho era... Era a máquina escrevinhando sozinha! Sozinha, não! 
- E quem estava na máquina? 
- Com os olhos que a terra há de comer, só podia ser coisa de alma penada bulindo na máquina! 
- E o senhor, o que fez?
- Peguei o revólver e apontei no rumo da máquina, mas, como estava um breu de escuro, tive medo de errar na alma e acertar na tadinha da máquina! 
- Êita!
- Mas, pra acabar com a marmota da aparição, eu desliguei foi a máquina da tomada! 
- Mas, seu Raimundo... 
- Que que foi? 
- A máquina nova é automática e quando parece que está escrevendo sozinha, na verdade, ela está é conectada à uma outra, com alguém escrevendo à distância, entendeu?
- Não.
- Bem, então, da próxima vez que ela estiver escrevendo sozinha, afaste-se dela e nem pensar em atirar, viu?
- Pode deixar, que daqui pra frente eu vou puxar é um rosário!