terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bombril na antena


Quando a imagem tá pebada, o negócio é botar um novelo de Bombril na antena da televisão, que melhora é muito a recepção. 

O resultado é que, assim, a antena passa a captar sinais que não estejam completamente alinhados. Isso vale também para o novo sinal digital.

Agora, se você achar que o BomBril tá caro, use de palha de aço genérica!

(Foto: Google)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

“Bar, doce lar”

Deu no Jornal Tribuna Ribeirão, de Ribeirão Preto, São Paulo:


“Bar, doce lar” 

Bueno, cantor e compositor 

“Bar, doce lar” é o título de um samba meu com letra de meu saudoso parceiro Sócrates. Eu cantava na noite e conciliava minha profissão de policial rodoviário com a música, daí não tinha o hábito de frequentar bares até minha amizade com o Magrão ganhar corpo. Ele sempre gostou, até porque era numa mesa de bar que ele se soltava e deixava sua timidez de lado. Nas noites em que estava inspirado, passava a mão numa caneta e num guardanapo e de repente, como que por encanto, nascia poesias e mais poesias que sempre presenteava quem estava a seu redor. Muitos amigos guardam suas poesias com muito carinho. Também foi na mesa de um bar, e quase sempre no Empório Brasília, que ele letrou muitas músicas minhas. 

“Bar, doce lar” nasceu numa noite em que ele disse: “Buenão, hoje nem eu estou me reconhecendo, quero letrar aquele samba que você compôs, vamos homenagear os bares que tanto cultuamos.” Na letra ele diz que ali encontra os amigos, que é ali que a adrenalina se vai e devolve o “amar”, diz também que sem a alegria de um bar a vida parece secar. Quando ele escreveu este verso, brincou sorrindo: “Buenão, lembrei-me de Graciliano Ramos e seu livro ‘Vidas secas’ e o coloquei no nosso samba.” 

Certa noite, estávamos ali no Empório Brasília e a clientela foi se despedindo, ficando numa mesa próxima dois gays muito conhecidos aqui em Ribeirão Preto. Eles brigavam e faziam as pazes num piscar de olhos. Eu e o Magrão ali, sossegados, só molhando a palavra e assistindo de camarote. Foi quando ele falou: “Buenão, vamos sentar com os dois briguentos???” 

Naquele tempo não havia esta abertura geral de hoje. “Pô, Magrão”, retruquei, “não vai pegar mal, não, parceiro?”. “Mal por que?”, disse ele. Resolvi encarar, e olha que foi uma das nossas noites mais divertidas numa mesa de bar. Os dois muito cultos discutiam qualquer assunto e contavam coisas que antes nunca tinha ouvido. Por exemplo, entregaram pessoas conhecidíssimas da cidade que ninguém imaginava que fossem gays. Sócrates ria com as descobertas e dava corda pra eles mandarem ver. Aquela noite ficou na nossa história. 

Quando começamos a frequentar o Brasília não havia farol de trânsito na esquina e era comum colisões no local, sendo que em alguns casos o veículo invadia a calçada. Daí a gente ficava mais à esquerda, até que Marcio mandou chumbar alguns trilhos de trem. Tirou-os quando os sinais foram instalados. 

Lá em Fortaleza tem o Bar do Vaval, que é frequentado por poetas, artistas plásticos, compositores, cantores e a nata da boemia da cidade. Fagner vai sempre lá, e quando Sócrates ia visitá-lo era no Vaval que nosso cantor o levava. Dia desses meu amigo Totonho Laprovitera, que é tudo isso que escrevi acima, postou no Facebook uma foto do Bar do Vaval com alguns trilhos de trem no entorno da calçada. Perguntei a ele a razão e ele respondeu na hora: “Buenão, muitas batidas de carros na esquina, Vaval tinha que proteger os boêmios”. A foto com Vaval ilustra a esquina e seu bar (risos). 

Num bar acontece de tudo. Vejam essa: Zeca Pagodinho, que todos sabem ser amante de bar, estava hospedado naquele hotel que fica na esquina da Álvares Cabral com a Rui Barbosa e deu-lhe vontade de tomar umas. Foi quando desceu até a portaria e perguntou ao recepcionista onde tinha um bar por ali. O cara disse que não tinha nenhum, imaginando que o sambista queria um bar chique. 

“Mas não é possível”, disse Zeca. “Me contaram que Ribeirão tinha um bar em cada esquina, parceiro”. Daí o sujeito indicou um bar logo abaixo na rua Saldanha Marinho com a Rui Barbosa, dizendo ser muito simples. Zeca respondeu: “Pois é destes que eu gosto.” E saiu a pé mesmo, e surpreso ficou o dono do bar e sua clientela de torresmo e loiras geladas quando o artista entrou, sentou-se com alguns músicos em uma mesa e pediu sua cerveja predileta. Fotos desse dia histórico estão na parede. “Bar, doce lar”.

buenocantor@terra.com.br 
www.buenocantor.blogspot.com

Ô encontro!

Jamil Hadad, Oscar Niemeyer, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.

(Foto: Google)

Puxa-saco


Ontem, assistindo um provável secretário ser bajulado por tolos tietes de autoridades, lembrei deste flagrante fotográfico dando conta do cuidado do assecla, quando seu candidato era levado nos braços do povo!

(Foto: Google)

Vizinhos


Eu postei esta foto, aí o Alex Figueiredo, de pronto, criou o seguinte texto.

A vizinha gostosa ligou:

- Aí, vizinho. Quer nadar aqui na minha piscina?!
- Posso não, tô tomando conta do meu sobrinho pequeno...
- Que peninha, eu aqui sozinha, peladinha, na piscina...

(Fotos: Google)

domingo, 14 de dezembro de 2014

Câmbio

Certa vez, assistindo uma palestra de José Paschoal Rossetti, na Escola de Marketing Industrial, em São Paulo, duas citações dele me chamaram atenção e eu anotei:

- “O câmbio só é bom quando ninguém gosta dele”; 
- "Uma nota de 10 compra mais do que uma de 100".


Autor de livros técnicos na área econômica, José Paschoal Rossetti é economista, consultor, empresário e palestrante. É, também, professor titular dos Departamentos de Economia das Universidades Mackenzie, PUC-SP, PUC-Campinas, EAESP-FGV e da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.

(Foto: Google)

Bola de basquete


Uma bola de basquete possui 74,9 centímetros de circunferência e pesa 623 gramas. 

Até 1930, ela era bem maior. Tinha 81,2 centímetros de circunferência e pesava 652 gramas.

(Foto: Google)

Wilson Machado


Um dos grandes comunicadores do Ceará, Wilson Machado (1927-2007) teve 60 anos de sua vida dedicados ao rádio.

Nascido no município de Caririaçu, na época São Pedro do Cariri, José Wilson Machado Borges iniciou suas atividades profissionais em 1946, como radialista. 

Jornalista profissional, membro da Associação Cearense de Imprensa e do Sindicato dos Radialistas do Ceará, em Fortaleza, trabalhou nos Diários Associados por 30 anos, na Ceará Rádio Clube e no jornal Correio do Ceará. 

Foi vereador do Crato, de Fortaleza e deputado estadual por quatro legislaturas. Em toda sua vida, seja como radialista ou homem público, sempre esteve próximo das pessoas simples e humildes.

(Foto: MIS-CE)

Ritinha e Ricardinho



Ritinha era uma moça meio desabonitada para os atuais padrões de beleza. Contudo, possuía uma alma boa e nutria um sonho em sua deserta vida: o de namorar. Namorar pra valer, Naquela paixão de se entregar de corpo e alma para quem desejasse amá-la de verdade! 
Em uma tarde de mormaço, Ritinha avistou Ricardinho, jogador de futebol. De esquálida compleição física, suas cambotas cambitas indicavam a sua vocação para a prática do esporte bretão.

Quando Ritinha espiou Ricardinho caxingando – por contusão, presumia – com um par de lustradas chuteiras da Adidas debaixo do braço e um boné Nike, com a aba virada para trás... Gamou na hora! “Era um craque da bola”, repetia-se em pensamento a então candidata à maria-chuteira.

Desde então, Ritinha se agarrou a fantasiar como sendo a esposa do príncipe dos gramados. Até já se via residindo no estrangeiro, com os cabelos estirados e tingidos de loiro, com uma reca de filhos ao redor do casal, todos falando em inglês. E quando viessem de férias, como seria a chegada em Mucunã? Ora, certamente, desfilariam na caçamba de uma Hylux cabine-dupla pelos logradouros do distrito, sob os gritos de “urrus” e palmas e assobios do povo.

Ricardinho jogava de ala ou de meia, dependendo do esquema tático do “professor”, como ele costumava chamar o treinador do seu time, nas entrevistas em que fazia tipo, puxando um forte sotaque carioca e o dedo indicador zanzando pela orelha de abano. Diziam que ele era apenas um esforçado jogador, mas que sabia se valorizar. Vivia contando sobre mirabolantes propostas que recebia, mas que não podia divulgar, dado à cláusula de sigilo estabelecida em documento pré-contratual.

Ritinha, já arreada os quatros pneus e o sobressalente por Ricardinho, resolveu abordá-lo no bem-frequentado bar do "seu" Doca. Botou pra quebrar: toda nos trinques, vestiu-se de Marisa e perfumou-se de Avon! Carregou no aceso encarnado do batom e abarrotou de créditos o seu smartfone. Chegou de moto-táxi, sentou-se à mesa reservada e, mostrando uma reluzente e recheada carteira de cédulas, pediu uma dose de Campari com limão e uma porção de torresmo light para tira-gosto.

Entre a zona do agrião e a marca do pênalti, Ricardinho já havia entornado sete geladas e umas cinco canas, mordendo um único e enfarofado espetinho de churrasco de gato. Mais liso do que muçum ensebado, pelo atraso de salários do glorioso Clube de Regatas Taquara, imediatamente grelou os olhos na endinheirada beldade. Em ato de puro interesse, dirigiu-se à Ritinha.

- Boa noite, broto!
- Boa noite, moço.
- Estou vendo que está desacompanhada... Aguarda alguém?
- Não, não aguardo. Estou de passagem, aí, resolvi me distrair um pouco, sei lá...
- É como eu digo no Rio de Janeiro, broto, nada como refrescar a mente, num dia de bobeira...
- Pelo sotaque, já vi que você não é daqui, acertei?
- Na mosca! Nasci em Flores, Russas, mas fui criado em Ramos, Rio de Janeiro...
- Ah, então você é carioca...
- Da gema, broto. Da gema...
- E o que você faz da vida?
- Não faço, compro feito...
- Não brinca, diz...
- Bem, eu bato numa redonda pra descolar um troco...
- Como?
- Eu sou atleta profissional de futebol, broto. (Risos)
- Entendi...
- Posso me sentar?
- À vontade.
- Grato, broto.
- Imagina...
- Bem, eu me chamo Ricardo Augusto, mas atendo por Ricardinho. Qual a graça do broto?
- Rita de Cássia, mas pode me chamar de Ritinha...

E assim começou o primeiro capítulo da novela Ritinha e Ricardinho.

Daí por diante, em Mucunã, o falatório era geral em torno do grude do casal. Não demorou muito, Ritinha se entregou à Ricardinho e, diante de tanta disposição sexual, quase que ela embucha.

Mas, como dizem que “tudo que é bom dura pouco”, o romance perdurou o suficiente para que o onzenário Ricardinho tomasse conhecimento de que não existia a menor chance de aplicar o golpe do baú em Ritinha, que não tinha onde cair morta. Na realidade, o “dinheirão” que a púbere aparentava possuir era fruto de um seguro desemprego, somado à merreca de uma indenização trabalhista, recebida do quebrado armarinho Aguia de Ouro, em que ela havia ligeiramente trabalhado. Quer dizer, de fato, Rita de Cássia, a Ritinha, era lisa e desempregada.

Por sua vez, Ritinha descobriu que Ricardinho era um jogador sem-futuro e tido como figura carimbada no ofício de ludibriar pequenos e bem intencionados clubes de futebol society. Quer dizer, Ritinha pegou abuso do Ricardo Augusto, o Ricardinho, que além de viver bichado, não tinha habilidade para dar, pelo menos, três consecutivos pezinhos.

Restou ao casal, o que sempre articula o professor Carlinhos Analfabético: “Don’t cry because it’s over, smile because it happened”, ou seja, “Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu”.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Tiro de Guerra


O Tiro de Guerra (TG) é uma instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar soldados e ou cabos de segunda categoria (reservistas) para o exército. Os TGs são estruturados de modo que o convocado possa conciliar a instrução militar com o trabalho ou estudo.

A organização de um TG ocorre em acordo firmado com as prefeituras locais e o Comando da Região Militar. O exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Por isto, geralmente, o prefeito se torna o diretor do tiro de guerra. 

Existem hoje mais de 200 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro. 

Fonte: Wikipédia.
(Foto: Google)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Tête-à-tête


No dicionário, a expressão francesa tête-à-tête significa face-a-face, popularmente, cara-à-cara. Pode ser, também, uma conversa pessoal, íntima, direta. Por exemplo: "As amigas se entenderam depois de um tête-à-tête".

(Foto: Google)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Toinho

Antonio Mendes, o Toinho.

No final dos anos 60, vindo do Sul, apresentou-se aqui, em Fortaleza, no Canal 2, um cantor cego (não lembro quem) que interpretava o mais novo sucesso da música internacional: Capri, C'est Fini, de Hervé Vilard. 

Pois bem, quando deu a hora do reclame, ao vivo, apareceu o Toinho, com uns graúdos óculos escuros, caqueando tudo em sua volta e cantando:

“Nous n'irons plus jamais,
Où tu m'as dit je t'aime,
Nous n'irons plus jamais,
Nas Lojas Couto é que é!!!”

(Foto: Google)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Trepando no pé coco

A surfista australiana Sally Fitzgibbons, 23, trepando no pé coco.

Pra tirar coco
(Messias Holanda / Hamilton Oliveira)

Eu quero me trepar no pé de coco
Eu quero me trepar pra tirar coco

Depois eu quero quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco
Pra saber se o coco é oco

Tem gente dizendo que eu sou louco
Que eu só falo em tirar coco

Realmente eu quero tirar o coco
Pra depois quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco

Realmente eu quero tirar o coco
Pra depois quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco

(Foto: Uol)

Motinha

Motinha.

Se na televisão ainda tivesse o programa de perguntas e respostas do J. Silvestre, seguramente, eu indicaria o nome do Dr. Henrique Antonio Fonseca da Mota para responder sobre o legado musical do extraordinário compositor Ataulfo Alves.

Motinha, sem dúvida alguma, estabeleceria um recorde histórico do bordão "absolutamente certo!", certificado pelo apresentador.

(Foto: Acervo Antunes Fonseca da Mota)

Cavalo ferro?


Recentemente, trafegando pela Avenida Senador Virgílio Távora, no sinal fechado, na esquina com a Dom Luiz, me deparei com um motoqueiro usando bota com espora.

Daí, cogitei: É, como montaria, a moto tá mesmo tomando o lugar dos equinos.

(Foto: Totonho Laprovitera)

Empregada doméstica


Empregada doméstica é aquela que presta serviços de natureza contínua (sem intermitência, não eventual) e de finalidade não lucrativa à pessoa física ou à família, no âmbito residencial destas. 

Essa atividade deve ser ininterrupta, para que a trabalhadora seja considerada empregada, assim, aquela que presta serviços domésticos deve fazê-lo várias vezes por semana, distintamente de outras categorias de empregados, que podem prestar serviços só uma vez por semana e já serem classificados como empregados. 

(Foto: Google)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O que restou da Jovem Guarda


Em sua sexta edição, a confraternização dos meninos-velhos da turma “O que restou da Jovem Guarda” ocorrerá na quinta-feira do dia 18/12/2014, à partir das 12h, na Churrascaria Sal e Brasa. 

Churrascaria Sal e Brasa 
Avenida Abolição, 3500 - Meireles
Tel. 3261-8888

Vida


"A vida é uma doença mortal, sexualmente transmitida." (Jean Bartoli)

Pintura de Totonho Laprovitera.

Sialomania


Por deselegância ou necessidade, quem fala cuspindo, pode ser adepto de sialomania, que é o hábito de provocar a salivação e cuspir constantemente.

(Ilustração: Google)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sonhos


“Nada lhe pertence mais do que os seus sonhos.” (Friedrich Nietzche)

(Imagem: Google)