domingo, 18 de janeiro de 2015

Banho de imersão

Lady Gaga na banheira.

O ritual de purificação física, mental, espiritual e energética do banho de imersão proporciona relaxamento e bem-estar.

Reconhecida e usada durante muito tempo para combater o estresse e a ansiedade, a imersão demorada num banho quente atua sobre o bem-estar geral do organismo, proporcionando um sono mais relaxado e tranquilo. 

Segundo pesquisa feita pela Universidade de Harvard, o banho de imersão realizado próximos ao horário de dormir, contribui para um sono revigorante e sem interrupções. 

(Foto: Google)

O perigo da inteligência

Recebi como sento texto de autor desconhecido.

O jovem Churchill.

"Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembleia de vedetes políticas. 

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: 'Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta'.

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil. 

Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil!

Não é demais lembrar a famosa trova de António Aleixo, poeta português: 'Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência'.

A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, tem o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas, com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.

Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas. Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante!

Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues: 'Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra'. O problema é que os inteligentes costumam brilhar! Que Deus os proteja, então, dos medíocres!"

(Foto: Google)

O furto da Taça


A história sobre o furto da Taça Jules Rimet, conquistada em definitivo pela Seleção Brasileira, na Copa de 1970, no México, é a seguinte. 

13 anos após ser erguida pelo capitão Carlos Alberto Torres, a Taça Jules Rimet foi furtada do escritório da CBF, no Rio de Janeiro. Derretida, parte dela foi transformada em barras de ouro para a comercialização no mercado negro. 

O furto da Taça Jules Rimet foi traçado por Sérgio Pereira Ayres, o Peralta, que se dizia representante do Atlético Mineiro na CBF e empresário de jogadores. Frequentador assíduo da então CBD, o acusado conhecia os pormenores do prédio e o local onde ficava guardada a Taça. 

Peralta morava no bairro portuário de Santo Cristo, onde, numa roda de baralho, contou em segredo o seu plano a Antônio Setta, o Broa, X-9, delinquente que a polícia considerava um especialista em abertura de cofres, no Rio de Janeiro. 

Apanhando de surpresa Peralta, Broa não topou participar do furto, alegando motivo sentimental. É que ele havia perdido um irmão, vítima de enfarte, exatamente no final da Copa de 1970, após a goleada de 4 a 1, do Brasil sobre a Itália. 

Não se dando por vencido, no mesmo bar de Santo Cristo, semanas depois Peralta colocou em ação seu plano B para o sequestro da Taça Jules Rimet. Então, o ex-bancário Sérgio Peralta convocou o ex-detetive Francisco José Rocha Vieira, o Chico Barbudo – expulso da polícia por ter roubado uma metralhadora da Delegacia de Paracambi. Chico era aposentado por ter problemas psiquiátricos e atuava no mercado negro de compra e venda de ouro e joias. O convite de Peralta lhe caiu como uma luva. 

O segundo homem para a invadir a sede da CBF no 9º andar do prédio da Rua da Alfândega, 70, no Centro do Rio, também foi um frequentador da roda de baralho de Santo Cristo. O decorador José Luiz Vieira da Silva, o Bigode, topou participar da transação, que granjeou protestos por todo o mundo.

Pouco antes do assalto, o futebol havia entrado de férias no país, o clima era tranquilo e já não havia o movimento de cartolas no prédio da CBF. Peralta reuniu-se com Bigode e Barbudo para tratarem as estratégias da invasão à sede da Confederação.


Por volta das 21h da segunda-feira do dia 19 de dezembro de 1983, a dupla invadiu o prédio com a ação primeira de imobilizar e amordaçar o vigia João Batista Maia, com quem estavam as chaves das salas da CBF. Peralta contou com uma burlesca ajuda: a vitrine era de vidro a prova de bala, mas, presa à parede com pregos. Ali estava exposta a Taça Jules Rimet original, e a réplica, ironicamente, recolhida a um cofre. A operação criminosa foi facilmente executada pela dupla, que, de lambuja, levou dois outros troféus.

No encontro depois com Peralta, Barbudo apresentou a maneira mais rápida para derreter a Jules Rimet e fazer dinheiro. Atuante no mercado ilegal de ouro e joias, Barbudo era conhecedor desse submundo e seus compartes. Daí, procurou o argentino Juan Carlos Hernandes, que mexia com drogas, ouro e vivia ilegalmente no país. Juan possuía um equipamento artesanal que eracapaz de extrair e derreter 1,8kg do ouro contido na taça, feita em prata de lei e com base em lápis-lazúli, com 35cm de altura e peso total de 3,8kg. 

O argentino, que já mantinha comércio de ouro no Centro do Rio há mais de 3 anos, comemorou a chegada do serviço anunciado pelo parceiro Barbudo, trocando a razão social de sua firma e alugando todo o 20º andar do prédio 143, da Avenida Rio Branco. O nome da nova firma de Juan – Aurimet Comércio de Metais Preciosos Ltda. – parecia ironizar o episódio. Aurimet adveio da composição de "auri" (ouro em latim) e "met" (de Rimet) de Jules Rimet, nome do francês que criou em 1929 a cobiçada estatueta conquistada pela Seleção Canarinho. Cínico, um mês após o roubo na CBF, o criminoso cara-de-pau argentino criou a Aurimet.

A trama planejada por Peralta virou manchete mundial e o caso demandou uma gigantesca investigação, numa ação conjunta das Polícias Federal, Civil e Militar. Então, lembraram de Antonio Setta, o Broa, X-9, que tornou-se personagem-chave na elucidação dessa história. Alcaguete bem relacionado com a polícia, Broa foi procurado na zona portuária por um agente federal e abriu o bico, relatando inclusive o convite que recebera de Peralta para participar da empreitada criminosa.

Com a revelação de Broa, a polícia chegou a Peralta. Dedurado, ele foi preso logo depois na Avenida Beira Mar, Zona Sul do Rio. Encapuzado, após três dias incomunicável e, segundo ele, com direito a sessões de torturas, Peralta confessou e entregou os comparsas, presos provisoriamente em 1984. Depois, todos foram libertados, condicionalmente, a espera de sentença judicial. Somente em 1988 eles tomariam conhecimento das sentenças condenatórias. Peralta foi condenado a 5 anos de cadeia; os ladrões Barbudo e Bigode a 6 anos, cada; e o receptador Juan Hernandes, a 3 anos. 

A recaptura dos envolvidos retomaria depois as operações policiais. Sérgio Peralta, que morava em Santo Cristo, buscou refúgio num imóvel de classe média alta na Rua Narcísio Portugal, a um quarteirão do 25º Batalhão da PM em Cabo Frio, onde, impunemente, teria vivido durante quase uma década. "Era um homem introvertido e muito educado", diziam os vizinhos. Preso em 1994 às vésperas de outra Copa do Mundo, Sérgio Peralta cumpriu pena de 3 anos em Bangu. Foi libertado em 1998. Com a saúde fragilizada, pobre e sem ouro, acometido de enfarte, Peralta morreu em 2003. 

O ex-policial Chico Barbudo não chegou a ser recapturado, mesmo depois de condenado. Ele recorreu duas vezes da sentença, mas acabou assassinado, em setembro de 1989, num bar de Santo Cristo. 

Bigode, o ladrão decorador, foi localizado e preso em 1995. Cumpriu pena em Bangu, como Peralta. Depois, passou por regime semiaberto na Colônia Agrícola de Magé. 

Juan Hernandes respondia também por tráfico e ficou preso na Polinter carioca. 

Antônio Setta, o Broa, cujo depoimento deu origem ao desmantelamento e a prisão do bando de Peralta, teria sido alvo de uma queima de arquivo. Ele morreu em acidente de carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, dois dias antes da data marcada pela Justiça para depor. 

Nunca se soube oficialmente o paradeiro do ouro extraído da Taça Jules Rimet. 

(Fotos: Google)

Marcos de Azambuja

Marcos de Azambuja.

O diplomata e teólogo Marcos Castrioto de Azambuja (Rio de Janeiro, 1935) foi Chefe da Delegação do Brasil para Assuntos de Desarmamento e Direitos Humanos, em Genebra (1989-1990), Secretário-geral do Itamaraty (1990-1992), Coordenador da Conferência Rio 92, tendo no mesmo ano servido na embaixada da Argentina (1992-1997) e em seguida na França (1997-2003). 

Frasista de raro brilhantismo e atento observador do processo de inserção externa do Brasil, Marcos é um estudioso de filologia, dando importante atenção ao estudo da língua hebraica, ao latim, e a história da religião judaica. Concluiu em 1990, doutorado pela Universidade de Coimbra em "Teologia e Metafísica Hinduísta" e pós-doutorado pela Universidade de Yale na teologia do filósofo São Tomás de Aquino e na tradição da escolástica. Atualmente, é professor titular de Teologia Judaico-Cristã da Universidade de Tel-Aviv, em Israel. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Bebida e saco


Segundo professor Carlinhos Analfabético, “Estudos apontam que a sensação de prazer ao beber cerveja vem do sabor e não do álcool”.

“Agora, a expressão 'encher o saco' provém de quando o saco tá cheio, é porque chegou ao seu limite de capacidade e não cabe mais nada, ou seja, você não atura mais nada”, conclui o docente.

(Foto: Google)

Polícia feminina


Estão sendo bastante elogiadas as "guerreiras da paz" da UPP Cidade de Deus, que fica no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste, próximo a Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. 

(Foto: Instagram)

Grapette



Atentando uma oferta, num site de negócios, para venda de uma tampinha enferrujada de Grapette, lembrei: há muito tempo, no bar do Ozias, na Varjota, o grande Kiko Figueiredo nos surpreendeu na teima de que a essência do tal refrigerante era de framboesa, ao invés de uva, como vendia o seu reclame.

(Foto: MercadoLivre)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Navegando

Laprovitera - Lampião e Maria Bonita - Infogravura - 2005 - 60x90cm.

Na Unifor Plástica de 2005, fui premiado com uma viagem para visitar a Bienal de Veneza. De lá, passei em Bassano del Grappa para ver o cearense, de Lavras da Mangabeira, Bruno Pedrosa, e depois estiquei a Paris, para me encontrar com o pernambucano mais parisiense que conheço, Jaildo Marinho, que há tempos insistia para eu visitá-lo. Dois bons amigos e colegas de arte.

Em Bassano, na casa de Bruno e Lila, a fartura de bons papos, massas e vinhos, foi tanta, que eu perdi cinco vezes o horário do trem de volta. 

Em Paris, assim que cheguei, encontrei-me com Jaildo e Stela no Cafe de Flore, de onde seguimos até a Galerie Denise René. Lá, encontrei Violeta Arraes, a quem apresentei Jaildo, que me confidenciou o seu antigo desejo de se aproximar dela. Também estive lá com os artistas Waltércio Caldas e Arthur Luiz Piza. Apresentado à Madame Denise, fiquei fascinado em saber de ela ter sido, no mercado das artes, a responsável pelo lançamento de Kandinsky e Mondrian.

No dia seguinte, foi a vez de me encontrar com o paraense Jean Michel, receptivo parisiense do mais alto gabarito, com quem tracei a estratégia para realizar dois programas para a TV União. Pois é, já tive programa de televisão. Bem, formamos a equipe com o músico pernambucano, Adail Viveiros, na câmera, e a fotógrafa cearense Bia Fiúza na produção. No primeiro programa, entrevistamos o Jaildo em dois momentos: um, na Torre Eiffel e outro no Museu do Louvre. Mais tarde, fizemos o segundo programa, por indicação de Violeta, entrevistando a escultora Roseline Granet em seu deslumbrante ateliê. Não sei como achamos tempo para fazer tanta coisa duma vez!

De Paris, segui para Lisboa, onde acertei com o Paes de Andrade, embaixador brasileiro em Portugal na época, uma exposição individual. No mais, achei o conterrâneo cearense Macaco, desenhista dos bons e hoje um talentoso e afamado tatuador, com quem tomei uns bons vinhos lusitanos e palestramos em cearês!

Voltei para casa abarrotado de boas histórias...

Ferrim


Como diria o velho e saudoso torcedor Zé Limeira, "Aí é Ferrim, meu fi!!!"

Bolsa-Arte

Reitoria da UFC.

Quando cursava Arquitetura, na Universidade Federal do Ceará, lá pelo final dos anos 1970 e início dos 1980, durante quatro anos eu participei do Bolsa-Trabalho-Arte, Artes Plásticas, da Funarte. Naquele tempo, lembro de dois coordenadores do programa: Ricardo Bezerra e Hélio Rola.

Com Ricardo, desenvolvemos pesquisas culturais e discutimos as nossas produções pessoais. Ensaiamos experiências com a turma da música e das artes cênicas. Foi uma preciosa fase de busca de conhecimento e conteúdo para as nossas expressões artísticas.

Com Hélio, em grupo, executamos diversos murais pelos domínios da Universidade. Em especial, cito três: A Evolução da Espécie, A Via Láctea e a Primeira Planta da Cidade de Fortaleza. Primeiro realizávamos o projeto, discutindo exaustivamente seus aspectos. Depois de desenhado o plano, seguíamos para o campo e pintávamos com a acriançada alegria daqueles que fazem o que gostam. Ainda, nos era permitido improvisarmos, desde que tivéssemos a aquiescência dos demais, é claro.

A Bolsa-Arte me significou um experimento coletivo sem igual e até arrisco em dizer que foi um programa inspirador de vários movimentos de arte na rua, em Fortaleza, a partir de sua performance pelo Campus do Benfica.

Que diga Hélio Rola, Ricardo Bezerra, B. De Paiva, Válber Benevides, André Luiz...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pintura de criança


Hoje, na Clínica Santa Apolonia, vendo o pequeno Carlos Henrique pintar, lembrei da seguinte citação de Pablo Picasso: "Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças". 

Assim, Picasso resumiu seu itinerário artístico, quando produziu uma vasta obra e, durante esse tempo, brincou com imagens, apresentando-as livremente, com liberdade, subjetividade, viço e espontaneidade. 

Pois é, Picasso aprendeu a olhar o mundo com olhos de criança, como quem o vê pela primeira vez e, como seu maior legado, transmitiu esses ensinamentos a gerações de artistas. 

(Fotos: Totonho Laprovitera)

Exposição Sérvulo Esmeraldo

Rabo de cavalo


Rabo de cavalo é um penteado no qual o cabelo de uma pessoa é reunido e preso na parte de trás da cabeça, de onde fica pendurado. 

Seu nome vem de sua semelhança com a cauda de um cavalo.

(Foto: Google)

O livro do Bezerrinha


Na quinta-feira do próximo dia 29/01/2015 acontecerá, no Salão Meireles do Ideal Clube, em Fortaleza, o lançamento do livro A Branca Noite do Fim do Mundo, do jornalista Francisco Bezerra, o Bezerrinha.

Segundo o autor, "O livro é só uma desculpa para um encontro de amigos que está marcado para iniciar às 19h". 

A apresentação da obra é do imortal Ubiratan Aguiar.

Ideal Clube
Avenida Monsenhor Tabosa, 1381 - Meireles
Fortaleza, Ceará - CEP 60165-010 
Tel. (85) 3248-5688

(Foto: Divulgação)

Raimundo Soldado


Raimundo Teles Carvalho, o cantor e compositor maranhense Raimundo Soldado (1946-2001), fez muito sucesso nos anos 80. 

Conhecido como Raimundo Soldado por ter servido ao exército, primeiramente, a sua música continha temática romântica, parecida com uma mistura do pop a estilos típicos dos estados do Maranhão e Pará, como o Carimbó. Depois, passou a ter influência do forró nordestino.

Vítima de meningite, Raimundo Soldado morreu aos 55 anos.

(Foto: Google)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Maomé

João Bosco Maia Martins.

Comenta-se que, no bar do Vaval, tratando sobre a inclusão da cultura muçulmana no mundo ocidental e, notadamente, a exacerbada religiosidade dos seguidores de Maomé, o Bosco teria comentado: “Ô implicância besta com esse povo. Ora mais... Pois, a negada aqui vive é no maó mé, ó?" 

(Foto: Totonho Laprovitera)

Wilson Simonal


A última vez que assisti o Wilson Simonal foi no programa do Jô Soares. Lembro que o assunto mais comentado era o da injustiça sofrida pelo cantor, acusado de ter sido dedo-duro a favor do regime ditatorial, nos pesados anos da década de 1970.

Curiosamente, no encerramento da entrevista, quando anunciado que iria cantar, Simonal ressaltou: - "Jô, como vou cantar agora, se eu já gravei antes da entrevista!"

Sabe-se, hoje em dia, que Wilson Simonal jamais fez parte dos órgãos de repressão. 

(Foto: Google)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Jardim de Alá


Jardim de Alá, rodeando o canal que junta a Lagoa Rodrigo de Freitas com o Oceano Atlântico.

Situado na divisa entre os bairros de Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, o Jardim de Alá é um parque cujo o nome é uma alusão ao filme The Garden of Allah, com Marlene Dietrich e Charles Boyer, lançado em 1936, dois anos antes da construção da praça, ocorrida em 1938.

(Foto: Google)

Paranormalidade

Padre Gotardo.

Eu cursava o Básico do Curso de Arquitetura da UFC, e o professor de Introdução à Sociologia era o Padre Gotardo. Houve uma avaliação – NPC, salvo engano – que consistia em questões objetivas e redação. Lembro que um colega pediu para dar umas espiadelas na minha prova e eu concordei. Na aula seguinte, ao entregar as provas e divulgar as notas, o professor fez o seguinte comentário: - "Meus estimados alunos, eu leciono há mais de trinta anos e já vi de tudo em sala de aula. Quer dizer, quase tudo, pois, pela primeira vez na vida, constatei um caso de paranormalidade entre alunos. Sim, duas redações iguais! Bem, a que tinha mais erros de português eu dei um generoso zero. A outra, a nota que mereceu." 

Pois é, o energúmeno copiou até a minha redação, pode?!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Raimundo "Oliver Twist" Fagner

Raimundo.

Diz a Marta que, desde cedo, o Fagner é uma pessoa muito talentosa e determinada. Fazendo uso de suas aptidões com obstinação, aos nove anos de idade já tinha confeccionado seu primeiro carimbo. Aos dez, seu cartão de apresentação.

Ainda garoto, apresentou-se como calouro num programa de rádio, na PR-9, e cantando conquistou o notável prêmio de uma caixa de sabão Pavão. Na televisão, antiga TV Ceará Canal 2, inscreveu-se e foi selecionado para fazer um determinado papel na novela Oliver Twist, de Charles Dikens.

Pois bem, certa vez ele contou que, quando foi fazer a novela, ao vivo e em preto e branco, na época, sozinho deslocou-se de ônibus até a emissora. Chegando lá, após longa espera, veio o momento da sua participação. A cena: a punição do garoto, após alguma travessura, através de uma grande pisa. De cinturão e com direito no quengo a tapas e cascudos! Pensou em desistir, mas, não podendo voltar atrás, encarou a encenação. E tome peia no menino! O realismo empregado na cena foi exagerado. 

Porém, ao terminar o escarcéu, veio o grande drama. Como encarar os amigos e os vizinhos depois de tão violenta e humilhante cena? No mínimo, era vaia e das grandes, na certa. Tomou a decisão: esperou passar o tempo e voltou pra casa já quase na hora do último ônibus da noite. Ao descer na parada mais próxima, observou o movimento da rua, das casas e, em felino silêncio, adentrou sorrateiramente ao seu lar, fugindo da vergonha que porventura viesse a lhe acontecer.

Livrou-se, pelo menos de imediato, do vexame da gozação da então meninada do pessoal da Raça Ruim da Lauro Maia.

(Foto: Acervo Raimundo Fagner)