sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Campeões brasileiros

Em 1967, a Seleção Cearense de Futebol de Salão conquistou seu primeiro Campeonato Brasileiro.


Na foto, da esquerda pra direita. Em pé: Surubita (massagista), Fernandinho, Nicola, Zé Lino, Zé Milton, Estevildo, Zé Frota, Zé Maria, Dodó e Aécio de Borba (técnico). Agachados: Luciano Frota, Fernando Nobre, Lucinho, Heitor, Plácido, Vivi e Juarez.


(Foto: Zé Rosa)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Alimento, bebida e fogo


É isso mesmo. Repare que na história da humanidade as pessoas tem se reunido em torno do alimento para se nutrir, da bebida para se alegrar, e do fogo para se aquecer. 

(Imagem: Google)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Água


"A natureza de Deus é sábia: faz de uma poça d’água um mar de esperança!" (Totonho Laprovitera)

(Foto: Gentil Barreira)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sucesso

Anos 70. Roberto Carlos e Raimundo Fagner.

Fazer sucesso hoje em dia, não é coisa do outro mundo, não. Mas fazer sucesso no início dos anos 70 e ser reconhecido nacionalmente como um dos maiores artistas do país, aí, “seu” Zé, era na conta do quase impossível. 

Pois bem, Raimundo Fagner rompeu limitações, ignorou as distâncias geográficas, as diferenças sociais, impôs a nossa cultura, deu vez à diversos artistas – dos quais, um bocado de nordestino – e tornou-se maior do que si mesmo. Galalau, ficou do tamanho da sua grande arte! 

(Foto: Acervo Raimundo Fagner)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Vaia ao sol


A quem interessar possa, nesse 30 de janeiro próximo inteira 76 anos que o fortalezense vaiou o sol.

Pois foi. Em 1942, bem na Praça do Ferreira, o tempo estava era bonito pra chover. Aí, o sol varou entre as graúdas nuvens e, todo se amostrando, pegando fogo, raiou no céu. Ora, não deu outra: levou a maior vaia do mundo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Garrincha e os russos


Contam que aconteceu na Copa da Suécia em 1958, na véspera do jogo entre Brasil e a favorita União Soviética.

O técnico Vicente Feola chamou Garrincha e disse o que ele deveria fazer em campo: - “Mané, você pega a bola, dribla o primeiro beque. Quando o segundo chegar, você dribla também, vai até a linha de fundo e cruza pra trás. Aí o Vavá vem e faz o gol.”

Garrincha escutou e, ingenuamente, contrapôs: - “Tudo bem, ‘seu’ Feola, mas o senhor já combinou com os russos?”

Com gols de Vavá, o Brasil ganhou de dois a zero e jogou com Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.

Ah, o massagista era o Mário Américo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Meu garoto, meu paipai"

Sobre as capitanias hereditárias da prática política que as tem como bem de patrimônio familiar, lembrei do Cascata e Cascatinha, interpretados por Chico Anysio e Castrinho. 


Ora, ora! Não é de hoje que o assunto provoca inquietações dessa natureza...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Prego Cabral


Antes que o leitor me corrija, esclareço, o nome correto é prego “caibral”.

O prego caibral é um tipo de prego de grandes dimensões, utilizado na fixação de caibros do madeiramento da coberta de uma edificação. 

Agora, o equívoco se dá pela popularidade do nome do navegador e explorador português Pedro Álvares Cabral, aquele que descobriu o Brasil. Daí, o nome caibral ser costumeiramente trocado por Cabral. 

Sobre a especificação do prego, recomenda-se usar o 18 x 30, 18 x 27 ou 17 x 21.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Família César Cals

Família César Cals em 1945.

Em pé: Luís, Nelita, Zelão, Nilce, César Cals Filho (com 19 anos), Isa e George. Sentados: Malude Theóphilo, César Cals (médico, 61, um dos fundadores da Casa de Saúde Cesar Cals), Hilza, Irmã Lúcia e Tony. 

(Foto: Acervo Bruno Cals)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Cangaceiro

Capitão Laprovitera.

Como disse Virgulino Ferreira, o Lampião, “o cangaceiro deve ser desconfiado e ardiloso como raposa, ter agilidade do gato, saber rastejar como cobra e desaparecer como o vento”. 

(Imagem: Alexandre Castro / Zecaneto)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O tudo e o nada


O TUDO E O NADA (OU PRA FAZER A CIÊNCIA DIZER NADA)

Há muito, eu faço uso da arte para contar a minha vida. Com ela, eu pego a memória do que já vivi e, em releitura, a revelo para a minha atualidade. 

Às vezes, em revoada de livre-arbítrio, meus pássaros debandam do caderno da imaginação, onde surgem linhas em forma de trilhos de luz para correr a minha inspiração. 

Então, acho-me abrindo caixas e mergulhando voo na imaginação. É como se a vida estivesse nessas caixas que abro a cada dia, sem saber o que dentro delas existe. 

E quando as encontro vazias, penso no desenho do significado da vida, porque mais do que guardar elementos, elas me servem para conservar, pintar, sonhos. 

Aí, envolto no pensamento de que nada é um conceito usado para descrever a ausência de qualquer coisa; e tudo é a totalidade ou universalidade das coisas que existem, eu cogito: Se na caixa nada tem, então, ela tudo tem! Afinal de contas, Deus tirou ou não o mundo do nada?! 

Assim, ocorre o sopro da criação que me embala e me preenche de sentimentos, ideias e liberdade. 

(Foto: Rogério Lima)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Giacomo Leopardi



Giacomo Leopardi (1798-1837) foi um dos maiores poetas, ensaístas e filólogos italianos. 


L'infinito

Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
E questa siepe, che da tanta parte
De l'ultimo orizzonte il guardo esclude.
Ma sedendo e mirando, interminati
Spazi di là da quella, e sovrumani
Silenzi, e profondissima quïeteIo 
nel pensier mi fingo, ove per poco
Il cor non si spaura. 
E come il vento
Odo stormir tra queste piante, io quello
Infinito silenzio a questa voce
Vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
E le morte stagioni, e la presente
E viva, e 'l suon di lei. 
Così tra questa
Immensità s'annega il pensier mio:
E 'l naufragar m'è dolce in questo mare.

Tradução:

Sempre me foi cara esta erma colina
e esta sebe, que por toda a parte
do último horizonte o olhar exclui.
Mas sentando e admirando, intermináveis
espaços para lá dela e sobre-humanos
silêncios, e profundíssima quietude
eu no pensamento me finjo; onde por pouco
o coração não me amedronta. 
E como o vento
ouço sussurrar entre estas plantas, eu aquele
infinito silêncio a essa voz
vou comparando: e me sobrevém o eterno
e as mortas estações e a presente
e viva, e o som dela. 
Assim entre esta
imensidão se afoga o pensamento meu;
e o naufragar é-me doce nesse mar. 


(Imagem: Google)