sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Bode Ioiô

Totonho Laprovitera - Bode Ioiô - 2004 - AST - 60 x 80 cm.

Figura folclórica da cultura popular cearense, Bode Ioiô viveu na cidade de Fortaleza do início do século XX. Trazido por retirantes sertanejos, ele chegou a Fortaleza em 1915, quando foi comprado por José de Magalhães Porto, representante do industrial Delmiro Gouveia, correspondente no nordeste da empresa britânica Rossbach Brazil Company, localizada na Praia de Iracema, da qual tornou-se mascote. 

Famoso que só, Ioiô – assim batizado por andar sempre no mesmo caminho, entre a Praça do Ferreira e a Praia de Iracema – zanzava pelas ruas centrais da cidade acompanhado de boêmios e escritores – que lhe davam cachaça pra beber – frequentadores dos bares e cafés das cercanias da Praça do Ferreira. 

Ioiô, que virou tema de documentários, histórias de cordel e livros infantis, é citado em obras de memorialistas cearenses como o poeta Otacílio de Azevedo e o historiador Raimundo Girão. Logo após sua morte em 1931, foi empalhado e doado ao acervo do Museu do Ceará onde, em 1996, teve o seu rabo furtado. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cultura


Sobre a importância da gestão cultural pública, li uma criatura escrever “agente não precisa de cultura. assino em baixo” e lembrei de Odorico Paraguaçu, personagem de Dias Gomes interpretado pelo saudoso Paulo Gracindo, na novela “O Bem Amado”, empregando o bordão “A ignorança é que astravanca o pogréssio!”

(Foto: Google)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O ovo


Era no meio da década de 80, no Rio de Janeiro, quando Chico Buarque levou Caetano Veloso à casa de Fagner para os dois sacramentarem a paz, de vez, e cometerem uma parceria musical.

Estavam lá, Fagner, Chico, Caetano, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Gilberto Gil. Chegando a madrugada, Caetano disse que estava com fome. Fagner abriu a geladeira, viu que só tinha um ovo, o estrelou na manteiga e, quando voltou para oferecer ao Veloso, Roberto falou: - "Bicho, vocês brigando, mas quem te vê fazendo um ovinho, hein?" 

Aí, tocaram no assunto da confusão dos dois e Caetano, todo inchado, zangou-se e tacou a esculhambar o Fagner, que falou: - "Ó, meu irmão, tem só esse ovo. Vai querer comer essa porra?!" 

Ele comeu.

(Ilustração: Totonho Laprovitera)

domingo, 25 de setembro de 2016

Chico da Silva


Filho de uma cearense com um índio da Amazônia peruana, Chico da Silva, nascido Francisco Domingos da Silva (Cruzeiro do Sul, Alto Tejo, Acre, 1910 – Fortaleza, Ceará, 1985), foi um pintor brasileiro de estilo naïf de estilo incomparável.

Descoberto pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz, em meados da década de 50 na praia do Pirambu, em Fortaleza, onde costumava desenhar em paredes e muros do bairro, Chico da Silva logo passou a expor seus trabalhos em Fortaleza, no Rio de Janeiro e na Suíça. Em 1966 recebeu menção honrosa na XXXIII Bienal de Veneza.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Parece que foi ontem


Meu querido tio Orlando Francisco Laprovitera, no início dos anos 1930.

(Foto: Acervo Totonho Laprovitera)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Isaquias e Assum


Pois é, e ainda há quem não acredite que o medalhista olímpico Isaquias Queiroz seja irmão caçula do nosso talentoso artista Claudio Assum. 

(Foto: Zecaneto)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Amigo Bigorrilho

Paulo Oliveira, Cezinha Barreto, Babá Almeida, Bigorrilho e Totonho Laprovitera.

Não é pra me amostrar, não, mas essa foto eu postei pra quem duvida que sou amigo do cantor e compositor Bigorrilho que, na verdade, se chama Edmilson Pereira Gomes e é uma das personalidades mais conhecidas da cidade de Fortaleza. 

(Foto: Acervo César Barreto)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fé, Esperança e Caridade

Elusa, Totó e Maducarmo.

As irmãs Totó, Maducarmo e Elusa estavam na feira livre do Mucuripe quando foram indagadas por senhor: 

- Por acaso, vocês são de Sobral? 
- Somos sim, senhor. Respondeu Maducarmo. 
- E são irmãs? 
- Somos sim, senhor. 
- E como vocês se chamam? 
- Fé, Esperança e Caridade.
- É mesmo?
- É, sim, senhor. 
- É mentira dela! Contrapôs Elusa. 
- É não, meu senhor, é que ela tem vergonha dos nomes da gente. Rebateu Maducarmo. 
- E quem colocou esses nomes em vocês? Insistiu o senhor.
- Nosso pai, por causa de uma promessa. Persistiu Maducarmo. 
- Promessa? 
- Sim, uma promessa. 
- De que? 
- Uma promessa que ele fez pra parar de beber. 
- E ele parou? 
- Não, morreu bebendo. Mentiu Maducarmo. 
- Ah, sim... 

Aí, caladas, as três ficaram se olhando, enquanto o curioso senhor seguiu caminho, pensativo, falando baixinho: “Fé, Esperança e Caridade...” 

(Foto: Acervo da família Cavalcante da Ponte)

domingo, 18 de setembro de 2016

Contundido do joelho


No início dos anos 1970, o púbere Zequinha passava caxingando – às vezes, com a mão no joelho –, defronte ao Cine São Luiz, e as faceiras e espilicutes moçoilas – com as bocas entupidas de chicletes, pippers, drops e azedinhos –, à espera do filme das férias, suspiravam e diziam: “Tadinho, que fofo, deve ter sido bem jogando bola... Ou frescobol...” 

Aí, falavam os invejosos: “Conheço! Isso é tática dele pra se amostrar e as bestas acharem que ele tá contundido porque é atleta!” 

Mas, a verdade é que sendo agá ou não, o menino Zequinha angariava uma ruma de fãs que, ao vê-lo, sempre coravam e piscavam os olhos de cabra morta. 

sábado, 17 de setembro de 2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Qualidade de vida

Vaval, curtindo a sua modesta embarcação, no Dubai Marina Yacht Club.

Alegando que ninguém é de ferro, após o Point Lauro Maia ter bombado no mês de agosto, o megaempresário Vaval decidiu tirar uns dias de descanso e se mandou para Dubai, cheio da belba, para desfrutar dos prazeres daqueles que sabem viver a vida! 

Vaval, traçando um cheeseburger de carne de camelo com queijo de cabra de pelúcia.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Instrumentais objetos

video

Atento aos sons da natureza, na Serra de Guaramiranga, Totonho Laprovitera experimenta os tons dos instrumentais objetos da casa do sítio Quatro Águas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Nuvens...


Na rodagem, com o sol batendo bem no meio da moleira, espiando de baixo pra riba, eu mirei esse céu e me alembrei do conterrâneo Humberto Teixeira, o doutor do baião... O homem que engarrafava nuvens...

(Foto: Totonho Laprovitera)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cupins


No sentido sobre o emaranhado verde e cinza do figurado cajueiro, decifrei a paisagem da poesia pelos cupins desenhada...

(Foto: Totonho Laprovitera)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016