quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Parece que foi ontem


1999. Visita em Assaré, no Cariri cearense: Raimundo Fagner, Cândido Couto e Patativa do Assaré.

(Foto: Acervo Cândido Couto)

Júnior e Roberto Carlos

Júnior e Roberto Arruda, coover do Rei.

Não conheço um fã maior do cantor Roberto Carlos do que o Júnior, do Bairro do Good Garden. Possuidor de uma vasta coleção de elepês, passa o dia inteirinho escutando as canções românticas do Rei. Para isso, instalou uma potente radiadora em seu posto de abastecimento de combustível.

(Foto: Acervo Adriano Ferreira Gomes)

Lampião, Marx e Bin Laden na terra do “Bom Ladrão”

Por Rodrigo Vianna.


Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, é a terra de Lampião. Serra Talhada é também a terra do “Bom Ladrão”. Esse é o nome do principal mercado da cidade. 

Há alguns meses, quando me mandaram e-mail com a foto, pensei que fosse montagem ou brincadeira. Nesta quinta, estive em Serra Talhada: está lá na fachada, eu vi – “O Bom Ladrão”. Conversei com o Geraldo Pereira, dono do estabelecimento… 

“Trabalho no comércio desde garoto, meus vizinhos sempre reclamavam do preço: “você é ladrão”, diziam. E isso foi ficando: é ladrão, mas é bom. Aí, incorporei “bom ladrão”, aceitei o apelido e dei o nome pro mercado”. 

Curioso esse nome comercial, estampado assim, com orgulho, justo na terra de Lampião – que é tido por muitos como uma espécie de bandido herói. 

Perguntei ao Geraldo se havia algum paralelo entre Lampião e o “Bom Ladrão”. Ele, claro, não ia cair nessa pergunta boba de um jornalista do Sudeste. “Não, Lampião é de uma outra época, e o meu mercado é fruto de um apelido de adolescência”, escapuliu. 

Ok, aceitei a explicação. Mas, pelo jeitão do Geraldo, achei que ele estava escondendo jogo. 

Quase na hora de ir embora, vi que em cima da mesa do Geraldo, na entrada do mercado, havia uma foto singela: Bin Laden, armado até os dentes, num porta-retratos com moldura e tudo! 

“Você gosta do Bin Laden?”, perguntei. “Claro”, respondeu-me o articulado comerciante sertanejo, “afinal, ele enfrentou gente muito poderosa, enfrentou um Império; eu gosto disso, de gente que não baixa a cabeça pro poderoso”. 

“E do Lampião, você gosta?”, emendei, já adivinhando a resposta, porque em Serra Talhada o “Rei do Cangaço” é um herói do povo. O Geraldo devolveu: “Sim, porque no Brasil, e no sertão especialmente, o povo nunca teve vez; Lampião mostrou pros ricos que o pobre podia mandar. Lampião fazia há quase cem anos o que os sem-terra e os sem-teto fazem hoje”. 

Geraldo, dono do “Bom Ladrão”, é um comerciante politizado. Um espírito rebelde, na terra de Lampião. 

E não é o único. Anildemá – coordenador do belíssimo Museu do Cangaço de Serra Talhada – é outra grande figura local. Tem dois filhos. Adivinhem os nomes? Karl Marx e Sandino Lamarca! 

Conheci o Karl Marx de Serra Talhada. Suprema ironia: Marx faz o papel de Lampião no principal grupo de Xaxado da cidade! Marx, Lampião, Bin Laden… Tudo junto em Serra Talhada. 

Só ia esquecendo de contar um detalhe… Os espíritos rebeldes na terra de Lampião não conseguiram mudar a política local: quem continua mandando na cidade é o veteraníssimo Inocêncio de Oliveira. 

Ele manda no prefeito, na TV local, nas rádios. Tem lojas e clínica… Ou seja: na terra do “Bom Ladrão”, Inocêncio é rei. E isso não tem graça nenhuma.

Sugerido por Silvia Helena Correia de Assis.

O amor é lindro...


(Foto: Google)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Doutor Josué de Castro Neto


Sem dúvida alguma, o Doutor Josué de Castro Neto é mesmo "o cara" da cirurgia cardíaca!

Vejam só as reportagens veiculadas pelos principais jornais pernambucanos, à respeito das videocirurgias que ele realizou em Recife.


O distraído na sauna


Enviado pelo Carlos Augusto de Moraes.

Separados ao nascerem?

Bombinha e Kim Jong-Il.

Qualquer semelhança entre o falecido ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, e o nosso amigo Antonio José Mello, o Bombinha, é mera coincidência!

Foto tirada de uma mensagem enviada pelo Zé Carlos Mororó.

Correio do Ceará, 1952

Totonho,

No Google, pesquisando “Miguel Laprovitera”, encontrei a matéria seguinte datada de 1952.

Gera Teixeira

Deu no Correio do Ceará, em 11/01/1952, nas páginas 5 e 6:

MAIS AUMENTOS! MAIS AUMENTOS! MAIS AUMENTOS! - O POVO NÃO MAIS RECLAMA: ELE SABE QUE NÃO ADIANTA

(…)

APELAR PARA QUEM?
TRISTE FIM DE UMA “ENQUETE” NUMA MELANCÓLICA “FILA” DE AUTO-OMNIBUS
ENQUANTO AUMENTA O PREÇO DAS PASSAGENS, NOVOS GOLPES SÃO ESPERADOS

Conforme o povo temia, o Conselho Estadual do Trânsito, reunido ontem á noite, para estudar o caso do pedido de majoração nos preços das passagens dos ônibus, pleiteando, segundo alegam os empresários, para que estes possam fazer face á pretensão dos motoristas e trocadores, que desejam também aumento de ordenado, concedeu uma majoração de vinte e trinta centavos para todas as linhas de Fortaleza. A população recebeu a notícia já com certa apatia. O povo parece que já não tem mais forças para reagir. Pelo menos foi esta a impressão colhida pela reportagem, quando esteve hoje de manhã, dando um giro pela cidade para saber como fora recebida pelo público a instituição de mais essa “quota de sacrifício”.

O repórter voltou decepcionado para a redação. A “enquete” que tínhamos em mente realizar constituiu autêntico fracasso. O povo já está compreendendo que não tem para quem apelar e prefere sofrer calado a exprimir a sua revolta.

(…)

UM SOCIÓLOGO, UM INTELECTUAL, UM CINEGRAFISTA, UM COMERCIANTE

Se não fosse a passagem providencial de algumas pessoas amigas, tudo terminaria melancolicamente. O sociólogo Joaquim Alves, o sr. Tancredo Bezerra Filho, o poeta e bacharel Aluizio Medeiros, o cinegrafista e fotógrafo Nelson Moura,. O comerciante Miguel Laprovitera, salvaram mais ou menos a situação. Eis o pronunciamento de cada um deles, resumidamente:

PROFESSOR JOAQUIM ALVES:- “O aumento das passagens de ônibus é também conseqüência da instituição do novo salário mínimo. Aumentar os salários, sem congelar os preços, redunda num círculo vicioso, com a majoração das utilidades e conseqüente encarecimento do custo de vida”.

MIGUEL LAPROVITERA:- Se tudo está caro, se o governo permite que tudo suba, também é justo que se reconheça os direitos dos empresários, que afinal de contas também são consumidores. Mas me diga, pelo amor de Deus. O que é que se pode fazer?”

DR. ALUIZIO MEDEIROS:- “Como simples passageiro de ônibus que sou, oponho-me ao aumento das passagens. Como homem que percebe um ordenado de funcionário público estadual, insuficiente, portanto, oponho-me ao aumento das passagens. Como homem que se interessa profundamente pelos problemas de todo o povo, oponho-me ao aumento das passagens e de tudo que representar encarecimento de vida.”

Miguel Laprovitera.

Miguel Laprovitera era meu avô.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dia de Natal


O Dia de Natal é sempre reservado para os cristãos praticarem somente o bem. Sendo assim, que o espírito natalino dure um pouquinho mais, né, não?

(Foto: Google)

É cada Papai Noel...

Voltando da Missa do Galo, olha só quem foi que eu encontrei numa calçada perto lá da praia do Náutico!


Papai Noel?!

Cena de Natal


A família se reúne na confraternização da noite de Natal. Todos, no mais puro clima angelical, com o espírito cristão elevado...

Aí, chega a hora da foto e, justamente quando a câmera fotográfica dispara o automático, vem o Rex e... Crau, na Jollye!

(Foto: Lyndon Johnson da Silva Júnior)

Achados e perdidos

Danilo Cardoso e Alex Figueiredo.

Nada a ver com a foto acima, mas, em recente almoço de confraternização, o Alex Figueiredo perdeu sua carteira contendo documentos e valores em espécie.

Quem achar, por favor, comunique a este Blog.

(Foto: Totonho Laprovitera)

O livro do Boni


Valter e Ricardo.

O advogado Valter Furtado presenteou o seu amigo e cliente Ricardo Pontes de Medeiros com o livro do Boni. E o regalo tem a sua forte razão de ser, pois Ricardo é sobrinho do José Pontes de Medeiros, integrante do grupo musical 4 Ases e um Coringa, citado no livro em episódio de grande relevância na vida do autor.

A citaçao do livro.

Em função da publicação literária, contou-nos Valter, Ricardo está afivelando as malas rumo ao Rio de Janeiro para estreitar relações de amizade fraterna com o José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

- Eu era o sobrinho predileto do meu querido e saudoso Tio Zé. Portanto, a minha afinidade com o Tio Boni só pode ser coisa de herança da memória genética! - Revela-nos Ricardo.

(Fotos: Adriano Ferreira Gomes)

sábado, 24 de dezembro de 2011