quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Mil infinitos
Mil infinitos
(Totonho Laprovitera)
Luz da minha vida,
me aqueça nas noites frias,
ilumine a quem lapida
inspirações com poesias
Um minuto, feche as janelas,
vamos amar mil infinitos
Me diga sobre aquelas
histórias, contos bonitos
Entre gritos de prazer,
sussurre meu nome em vão,
suspire o teu querer,
se entregue sem dizer não
Oh, luz da minha guia,
que o sol a lua acoite
Bom dia à flor do dia,
boa noite à flor da noite!
boa noite à flor da noite!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Padre Pedro
Bosco Martins pedindo a benção ao Padre Pedro.
Infatigável propagador da bíblia, Padre Pedro Castelo Branco é Tenente-Coronel e capelão da Polícia Militar do Ceará.
Pois bem, toda vez que Padre Pedro chega no Point Lauro Maia, o lugar se abarrota de alegria e ele abençoa todos os presentes dizendo, em rima: - “Deus te abençoe, cabeça de boi”!
(Foto: Totonho Laprovitera)
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Chico Aleijado
Cedo, domingo de manhã e o telefone toca. Era Giovani pra dar uma triste notícia: a do falecimento do nosso amigo Chico Aleijado.
Chico Aleijado era uma figura formidável e de extraordinárias histórias. Com suas minguadas pernas, arrastadas pelo corpanzil que possuía, andava aos quatro nortes das suas vontades. Fazia-se nômade, pela condição de ter tantos amigos espalhados pelo mundo.
Conheci o Chico em Orós, tomando um caldo num fim de tarde, para restabelecermos as forças e prosseguirmos a farra na festa do Ladeira Clube, por ocasião da famosa vaquejada da cidade. Desde então, passei a ouvir e a testemunhar suas facetas de técnico de futebol de salão, jogador de baralho, acompanhante de colecionador de santo de igreja, contador de causos e boêmio da melhor qualidade.
Dentre tantas passagens, conto três lembranças do Chico.
A primeira: No banho do Tuninho, em Orós, descemos a ribanceira levando bebidas numa bacia. Na hora da volta, todos bêbados. Zé Marmita, então, à moda mochila o levou nas costas, pois ele havia terminantemente se recusado a ser amarrado numa corda para o alcançarmos mais adiante do rio, ou ser conduzido na já vazia bacia.
A segunda: Quando técnico de futebol de salão, da história do cascudo que ele deu no pequeno Diabo Louro, porque havia perdido um pênalti em troca de um anel Brucutu, que fazia o maior sucesso entre a meninada de Iguatu.
A terceira: Na coluna do Neno, deu que depois de ganhar um prêmio de loteria, “desinteressadamente”, os familiares distantes se aproximaram do querido parente, passando a chamar o Chico Aleijado de Francisco Paraplégico.
Bem, depois eu conto mais...
Chico Aleijado, certamente, entra na história do patrimônio imaterial da nossa admirável cultura do Ceará Moleque.
Anthony Caro
Anthony Caro (1924-2013) foi um escultor britânico e sefardita, ou seja, descendente de judeus originários de Portugal e Espanha. Seu trabalho escultórico de estilo abstrato é caracterizado por uma hoste de objetos industriais de resíduos metálicos.
Anthony Caro, que estudou no Christ's College, em Cambridge, encontrou a arte moderna trabalhando com Henry Moore, de quem foi assistente de 1951 até 1953. Depois de conhecer Clement Greenberg, Kenneth Noland e o escultor David Smith, no começo dos anos 1960, após sua viagem aos Estados Unidos, fascinado por seu enfoque, abandonou seu trabalho figurativo para realizar esculturas feitas com soldas ou conjuntos peças metálicas pré-fabricadas (em aço, ferro, ou ligas), criando objetos de diversas formas. Muitas vezes pintava o produto final com cores vivas.
Anthony Caro faleceu de um ataque do coração em 2013, aos 89 anos.
(Foto: AP/Matt Dunham)
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Dia do Municipio, em Orós
No registro fotográfico do saudoso Pedro Augusto Netto, em um jipe transitavam os ex-prefeitos José de Matos Leite, João Maia Nogueira, Luis Moreira Pequeno (na direção) e Raimundo Marques, por ocasião de um desfile cívico do Dia do Municipio, em Orós, Ceará, nos anos 1970.
(Foto: Acervo Roger Dantas)
Como pássaro aprendi
Totonho Laprovitera - Como pássaro aprendi - 2015 - ASP - 40 x 50 cm.
Como pássaro aprendi
(Totonho Laprovitera)
Calma a natureza encanta,
em paz o som ilumina e faz
secreta a alma dos animais,
abrigo que a vida encontra
E na sede da eternidade
quem se vê no poço do desejo
tem claro nos olhos o ensejo
do brilho de mais uma saudade
São beijos que marcam o pescoço
como quem de vez o doce fruto
devora da casca ao caroço
E chega a coragem de voar
que vem com o medo de cair,
eis os pássaros a nos ensinar
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Dr. Hildo
Conheci o Dr. Hildo Pinho, em Viçosa do Ceará, por ocasião de uma Semana Santa em que fui passar por lá, a convite de seu filho Humbertinho. A princípio, logo notei o típico bom humor do Dr. Hildo, que guardava a sutileza que distingue as pessoas inteligentes.
Ao chegar no Solar dos Pinho, uma janelada casa que se abre à alma dos olhos da cidade, vi o silêncio se partir ao som da música de seus residentes. Reunidos em ambiente assaz musical, o Solar se transformava em lar, quer dizer, em um reino onde a harmonia fazia com que as pessoas vivessem e se sentissem bem.
Pois bem, chegada a Sexta-Feira Santa, os de casa arrumaram as cadeiras na calçada para assistir a procissão passar. À frente, ajudando a carregar o andor, avistei o amigo Adail Fontenelle, todo contrito. A seguir, os músicos da cidade entoavam as repetidas e dolentes marchas sacras, enquanto, lá atrás, sozinho, acompanhado apenas do seu saxofone, Dr. Hildo seguia o cortejo.
Curioso, perguntei ao Humbertinho o porque daquela formação, no que ele me respondeu:
- Totonho, é que o papai acha que os músicos da banda desafinam muito!
(Ilustração: Desenho de Domingos Linheiro)
Trabalho
Tripalium,
O trabalho sempre moveu a sociedade e a civilização. Ao longo do tempo, mudou e se reformulou segundo às necessidades de cada momento em cada cultura.
A história do trabalho é tão antiga quanto à do homem e, em vários períodos, elas se confundem. Porém, nem sempre trabalho foi sinônimo de tortura como a etimologia da palavra exprime.
Proveniente do latim tripalium, instrumento de tortura, passando do adjetivo tripális, que significa apoiado por três estacas ou mourões. O termo tripaliare, influenciou vários idiomas, entre eles o português trabalhar, o francês travailler, o espanhol trabajar e o italiano traballare.
Porta do Sol
Porta do Sol
(Totonho Laprovitera)
Esses olhos miúdos
mirando mil sonhos
são contas graúdas
fazendo de conta
que são decoradas
na ponta da língua,
que são desenhadas
na Porta do Sol
Luz flamejante,
vermelha e amarela,
da chama da Espanha
que a noite aquece
na Plaza Mayor,
trazendo o calor
pra quem não esquece
do fogo do amor
Quero teus beijos,
pintar teus desejos
com fome, com sede,
na coragem do medo
agora que eu chego
sem pressa aqui,
contigo eu sonho
cantando em Madri
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Pirata do Riacho da Égua Nambi
Não era à toa que as marchinhas de carnaval constituíam-se de legítimas crônicas de antigamente. Pra quem não sabe, a marchinha é um gênero de música popular que predominou no carnaval dos brasileiros dos anos 1920 aos anos 1960.
Pois bem, falando nisso, se tem alguém que não relaxa com os cuidados de suas tradições culturais, principalmente, no período momino, esse é o espetaculoso João Bosco.
Pra vocês terem ideia da disposição dele, espiem só como ele fez questão de brincar o carnaval fantasiado de pirata do Riacho da Égua Nambi (hoje, Aguanambi), em homenagem às suas raízes no Bairro da Piedade.
(Fotos: Kaká Luna)
Pescador de sonhos
Pescador de sonhos
(Totonho Laprovitera)
Sou pescador de sonhos
nos mares das paixões,
sou caçador ferido
por pássaro perdido
Sou viajante errante,
sou cantador e cego,
não vejo a luz do dia,
nem a lua, nem estrelas
Mas imagino a tua imagem,
teu rosto jovem e puro,
e do escuro tua beleza
que me faz enxergar!
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