terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Expondo em Brasília


Estávamos em Brasília por ocasião de uma exposição de artes plásticas no Congresso Nacional. Formavam o grupo dos expositores: Fagner, Aldemir Martins, Siron Franco e eu. Na manhã do dia do vernissage, Fagner e eu fomos convidados para a realização de uma matéria na TV Globo para a divulgação do evento. Lá, ao chegarmos, fomos de imediato conduzidos até o estúdio VIP da emissora. Uma jornalista já nos esperava e logo tratou de combinar o roteiro a ser seguido. Ficou acertado que a entrevista começaria com o Fagner e depois eu falaria alguma coisa sobre a mostra. Após isso, ficamos esperando o momento exato de irmos ao ar. Tranquilamente, Fagner me chamou para fumar num jardim de inverno da sala e constatou meu nervosismo de principiante na mídia.

- E aí, Totonho, como é que está a Meruoca?
- Bem...
- E os trabalhos de arquitetura?
- Também...

E por aí conversávamos sobre tudo o que não tinha relação direta com a exposição. Foi quando recebemos o aviso que iríamos ao ar em trinta segundos.

- Olha aqui, meu irmão, fique frio e fale o que teu sentimento mandar na hora, que vai dar tudo certo. Recomendou-me Fagner.

- Certo, pode deixar...

Acontece que a repórter resolveu inverter a ordem da entrevista e começou foi comigo. Lembrei-me do conselho do amigo e me pus espontaneamente a falar. Numa breve pausa de uma frase, Fagner tomou a palavra, continuou e fez a sua parte. Terminada a entrevista ele observou:

- Mas rapaz, se eu não tomo a palavra, ficaria sem falar... Rindo.
- Vixe, foi mal... 
- Aprendeu até demais a lição, né?
- Obrigado, irmão. Agradeci.

Rimos muito e, resumindo, a exposição foi um sucesso.

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