quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lequetreque


Lequetreque
(Totonho Laprovitera)

Lequetreque, pou-pou,
balanceio, baticum
Pau-de-arara chegou
bem no dia trinta e um

Chegou bem na hora certa,
cumprindo a sua sina
Da estrada tão deserta
fez ouvir sua buzina

Muito trouxe na bagagem,
pouco coube na boleia
Da poeira da viagem
ao que nem se faz ideia

Miçanga que imita ouro,
três vestidos de cetim,
um par de chapéu de couro
e um perfume de jasmim

Feita de matéria plástica
alpercata japonesa
Uma roupa de ginástica,
remédio pra tripa presa

Um filtro de porcelana,
pomada que a pele estica
Simpatia pra peitica,
guloseima americana

Um sorriso na revista
estampado da artista
Semi-nua em seu quarto,
mostrando o que lhe é farto

Tanta coisa pra vender,
encomenda pra entregar
Tanta coisa pra se ver,
pouca grana pra comprar...

O que me faz a pensar agora
eu pergunto em voz alta:
Do que posso sentir falta,
se assim canto a vida afora?

Tomar benção a cachorro,
chamar gato de meu tio
Viver grande o desafio
neste mundo que percorro

Há quem chame urubu
de “meu louro”, vejam só
Quero cachaça e caju,
rala bucho no forró!

(Foto: Google)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Prestenção...


Pescado da Revista Bula.

Chá verde


Rico em antioxidantes, o chá verde previne o envelhecimento celular, impedindo doenças como o câncer. A bebida também é reconhecida como termogênica, pois acelera o metabolismo, aumentando o gasto calórico do corpo. Para conseguir esse benefício, todavia, é preciso beber de cinco a vinte xícaras do chá por dia, sendo que nutricionistas recomendam restringir seu consumo diário a, no máximo, 400 ml. 

(Foto: Google)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

6 lições sobre propósitos de Joey Reiman

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Fundador e presidente executivo da BrightHouse – uma empresa de criação de ideias sediada em Atlanta –, o tão bem sucedido Joey Reiman é, ao mesmo tempo, um pai dedicado e presente. 

Seu escritório, localizado no meio do seu quintal que antes era uma velha sala de dança, hoje é o lugar onde este gerente de condutas de negócios, de fama internacional, elabora suas brilhantes ideias. 

Reiman acredita que a observação, ideação e execução são as três fases do nascimento de uma boa ideia. "Você não pode apressar a criatividade. A criatividade pode ser estimulada melhor em um ambiente familiar, onde nos sentimos confortáveis e os pensamentos podem fluir livremente. As melhores ideias vem das mentes mais abertas, mentes que estão livres de esboços e ideias preconcebidas", preconiza o consultor global de marketing há mais de 30 anos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nuntius diei


“Ad caelum omnis volunt nemo vult mori.” (Toim da Meruoca) 
Traduzindo: “Todo mundo quer ir para o Céu, mas ninguém quer morrer.” 

(Foto: Zecaneto)

A lenda do Arquiteto


Pescado do FB de Nereide Fifueiredo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ãh?


"Dessa vida só se leva o rock, o jazz, com suingue funk. Mas é punk. Às vezes, tudo que nos resta é um velho blues.” (Pedro Bial)

(Foto: Uol)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Performance no Oscar


No Oscar de 2001, Bjork escolheu um vestido de cisne do estilista macedônio Marjan Pejoski, chegando a botar um ovo no meio do tapete vermelho.

Quem sabe, no Oscar deste 2013, não aparece alguém vestindo um ganso, para afogá-lo no famoso tapete vermelho...

(Foto: Google)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Piada de salão


Duas clientes em um salão de beleza: 

- Desculpe, amiga, mas reparei que você não tem nenhum fio de cabelo branco. Como você consegue isso? 
- É muito fácil, pinto de preto. 
- Desculpe a ousadia, mas você poderia me dar o telefone dele?

Festa de Aniversário

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Mathilda, 94 anos de idade. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Saudade

Sem dúvida alguma, saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular brasileira.

Quando se ouve boa música, tem jeito não, bate uma saudade danada.

Pois é, e sobre a foto acima, diz Mona Gadelha: "Saudade desse cara, no outono de São Paulo. Tarcisio Lopes, comigo em show no Teatro Hall". 

Na foto, também aparece o pianista Otávio Noronha.

(Foto: Chico Gadelha)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

500 mil!


Pois é, em 20 meses de existência o Blog do Laprovitera ultrapassa a marca de 500 mil visitações!

Corretora ortográfica

A empresa alemã Lernstift desenvolveu uma caneta que é praticamente a versão analógica do corretor ortográfico. 

Toda vez que algo está errado, a caneta vibra. 

Ela vibra quando identifica um erro de grafia ou gramática. Para isso, é preciso selecionar o modo ''Ortografia''. A outra opção é o modo ''Caligrafia'', que identifica problemas na maneira de escrever. 

A novidade, ainda indisponível no mercado, deve ser lançada em 2014. 

(Foto: Divulgação)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A escultura de Mandela

Em determinado ângulo de observação, a visão em perspectiva das placas surpreende ao revelar a imagem de Mandela. 

De Marco Cianfanelli, de Joanesburgo, a escultura acima consiste em 50 placas de aço com 10 metros de altura, cortadas a laser e inseridas na paisagem, representando o 50º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 1962, no próprio local onde tal sucedeu, e que lhe custaria 27 longos anos de cárcere. 

(Foto: Google)

Papo de jacaré



Como estava afastado há algum tempo da sua graúda e bem cuidada propriedade rural, Seu Maurício resolveu ir lá para dar uma olhada e ver se estava tudo bem. 

Assim, também, aproveitou-se do passeio para, com um balde, colher umas frutas pelo meio do caminho.

Pois bem, quando chegou perto do açude, escutou umas animadas vozes femininas, e enxergou um bando de moças banhando-se, completamente nuas, que, ao avistá-lo, escapuliram para a parte mais funda do açude, deixando apenas a cabeça fora d'água.

Aí, uma delas gritou:

- Enquanto o senhor não for embora, não sairemos daqui, não!

Seu Mauricio respondeu:

- Calma meninas, eu não vim ver ninguém nadar ou sair nu aqui, não!

E, levantando o balde, emendou:

- Eu só vim dar comida ao jacaré...

Baseada em história contada pelo Chico Militão.
(Foto: Google)

Herdeiros de ministro de Hitler são bilionários


Uma investigação da Bloomberg mostrou que os "netos postiços" do ministro da propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, atualmente possuem espólios bilionários. 

A fortuna não veio de Goebbels, que foi o segundo marido da avó das crianças, Magda, mas do avô biológico, Guenther Quandt, dono de um império industrial que produziu armas e mísseis para o governo nazista.

 
O ministro da propaganda de Hitler, Paul Joseph Goebbels (à dir), com sua esposa Magda e seus seis filhos; posicionado de uniforme, no centro da imagem, Harald Quandt, filho do primeiro casamento de Magda

Segundo a reportagem, de 1940 a 1945, as fábricas de Quandt funcionaram com a mão de obra forçada de mais de 50 mil trabalhadores, como prisioneiros de guerra e de campos de concentração. 

Após a guerra, Guenther Quandt foi julgado como um "Mitlaeufer", ou seja, um apoiador nazista que não estava formalmente envolvido nos crimes do regime. 

Os filhos biológicos de Quandt, Herbert (que não era filho de Magda, mas do primeiro casamento de Guenther) e Harald, herdaram a fortuna do pai (morto em 1954), que tinha entre seus ativos a participação na manufatura alemã de carros Daimler. Mais tarde, eles compraram parte da BMW (Bayerische Motoren Werke). 

A família de Herbert tornou-se a acionista majoritária da BMW após a década de 1960, quando ele evitou o colapso da empresa e investiu na criação de novos modelos. Já os descendentes de Harald tiveram uma participação menor nas ações da BMW, embora detenham hoje uma fortuna avaliada em ao menos 6 bilhões de dólares pela Bloomberg.

Fonte: Folha de São Paulo.
(Foto: Hulton - 1942/Arquivo)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mestres da pintura


Quatro mestres da pintura. Em sentido horário: Pablo Picasso, Amedeo Modigliani, Aldemir Martins e Chico da Silva.

(Fotos: Google)

Cangaceiros de Cizim


Museu do Centro de Turismo do Ceará: Imagens do cangaço na escultura de Cizim.

(Foto: Totonho Laprovitera)

Cátedra Papal


Em 1980, no Centro de Convenções do Ceará, o Papa João Paulo II sentou-se nesta cadeira, que hoje encontra-se no Museu do Centro de Turismo do Ceará, em Fortaleza.

(Foto: Totonho Laprovitera)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Salve a arte cearense!

Música!

Mona Gadelha e Ricardo Bezerra, nos anos 1970.

(Foto: Acervo Mona Gadelha)

Sopa

Um certo doutor tinha o costume de obrar em um terreno baldio, perto do clube América, ali, pela Avenida Dom Manuel. 



Pois bem, num belo dia, quando se acocorava e os bacorinhos se aproximavam, desarranjado, ele gritou: "Negada, pode vir de colher, que hoje é sopa!"

(Foto: Google)

Barbarella

Barbarella é uma série de história em quadrinhos para adultos, criada em 1962 pelo ilustrador e escritor francês Jean-Claude Forest. 


Levada às telas de cinema pelo diretor Roger Vadim, em 1968, Barbarella virou um filme cult extremamente popular e transformou a atriz norte-americana Jane Fonda, que a interpretou, em símbolo sexual da época.

De propriedade do Américo Picanço, Barbarella foi uma das mais famosas boates de Fortaleza, de todos os tempos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Luisa

Cena familiar sobralense.

João Conrado com Luisa Ambrósio, "mãe-preta" dos filhos do casal Socorro e Aurélio Ponte.

(Foto: João Conrado)

Bomba

Depois de um tempão suando todos os dias na academia, há quem resolva partir para o consumo de anabolizantes, desejando conquistar aquele visual de “saradão”. 

Bomba árabe, sabor cenoura. 

Mas, é bom saber que o uso sem orientação médica de esteróides anabólicos é um grande risco para a saúde!

(Foto: Google)

As mãos de Cristo




Contam que, perguntado por qual razão o seu Cristo tinha as mãos tão graúdas, o escultor Cizim, “um artista da aurora com o mundo em suas mãos", teria objetado:

- Minha senhora, Cristo não foi crucificado?
- Foi...
- E a senhora não acha que com uns pregões  daquele tamanho varando as mãos Dele, elas não iriam inchar, não?!

(Foto: Totonho Laprovitera)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Lucy cantando em Paris

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Lucy é paraibana, de Itaporanga.

A multi-instrumentista Lucy Alves, do aclamado Clã Brasil, está de volta a João Pessoa depois de uma temporada pela Europa, onde participou de uma mini-turnê ao lado de Alceu Valença.

Vídeo: Jean Dumas.

Quatro mestres


Quatro mestres: Pablo Picasso, Amedeo Modigliani, Aldemir Martins e Chico da Silva.

(Fotos: Google)

Bloco dos Sujos, Sobral, em 1992

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Filmado pelo Dr. Paulo Sérgio.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quebrando a barreira do som

Em aerodinâmica, a barreira do som é o imaginário limite físico que dificulta grandes objetos de atingirem velocidades supersônicas. 

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A velocidade do som, ao nível do mar e em condições de atmosfera padrão, é de 1.226 km/h e diminui com a queda da temperatura do ar. A expressão foi criada durante a II Guerra Mundial, quando diversos aviões começaram a se deparar com os efeitos aerodinâmicos da compressibilidade do ar e outros mais.

Mulheres-fruta

"Mulheres-fruta é a designação dada a um fenômeno do funk carioca surgido na primeira década do século XXI, quando uma série de dançarinas começou a ganhar destaque no cenário do funk brasileiro. 

Daiane Cristina, também conhecida como Mulher-Jaca, fez parte do grupo de dançarinas do MC Créu.

O sucesso logo se espalhou para outras mídias, sendo citadas desde a página da Academia Brasileira de Letras, músicas, participações no Carnaval no Rio de Janeiro até a chamada mídia erótica, com inúmeras capas de revistas publicadas num curto período. Tal sucesso remete à referida 'paixão nacional', o bumbum, que desde as duas polegadas a mais que tiraram o título de Miss Universo 1954 de Martha Rocha aos 119 cm da Mulher-Melancia, teriam cativado o público brasileiro."

Fonte: Wikipédia.
(Foto: Google)

Os mil charutos cubanos de JFK

Em 1962, John F. Kennedy, o 35º presidente estadudinense, convocou Pierre Salinger, seu secretário de imprensa, para conseguir mil charutos cubanos Petit Upmanns. Isso, em menos de 24 horas. Pouco tempo para um missão desse porte, mas, JFK tinha um motivo urgente: estava para assinar o embargo que proibia a entrada de qualquer produto cubano nos Estados Unidos, incluindo seus adorados charutos.

O charuto preferido de John Kennedy era o Petit Upmann.

O embargo proveio da disputa entre os Estados Unidos e Cuba e do medo de que Fidel Castro significasse uma ameaça crescente à segurança americana. Mas, antes que Kennedy pudesse agir, ele precisava que Salinger concluísse a missão e o secretário de imprensa conseguiu mais de 1200 charutos. Então, Kennedy firmou o embargo e o tabaco cubano foi abolido do território norte-americano.

Fonte: Revista Cigar Magazine.
(Foto: @ dr)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Não amarrem o pianista

Por Roberto Aurélio


Lá pelas 8 da noite, quando ainda os garçons arrumavam as mesas e varriam o salão e a calçada do Bar do Anísio, Marçal já estava lá, sentado à mesa, junto à coluna da cumeeira. Meio baixinho, cabeça um tanto enterrada entre os ombros, rosto tisnado, pele esburacada e oleosa, grossas papadas sob os olhos, barba e bigodes irregulares, descuidados, um surrado blazer, talvez bege, um olhar obscuro, que se fixava ao acaso sobre um passante, uma cena de rua, um carro lento, ou sobre o mar, do outro lado do asfalto e do calçadão da Avenida.

Quando ele chegou houve alguma comemoração. "­Marçal voltou! O velho Marçal está de volta!" Amigos dos bons tempos saudavam sua chegada, sentavam à sua mesa, puxavam assunto, as novidades do Rio, seu trabalho... Marçal, se convidado, ia para outra mesa, mas quase não falava ou, quando muito, dizia frases truncadas, ininteligíveis. À bem da verdade, não me lembro de ter ouvido dele uma oração completa, com sujeito, verbo e predicado. Eram exclamações deslocadas, aleatórias, a propósito de qualquer coisa ou de coisa alguma, acompanhadas do movimento de tocar a garrafa com o copo, numa espécie de brinde consigo mesmo, ou com um parceiro imaginário.

Nunca o vi chegando ou saindo do Bar do Anísio. Sendo sempre o primeiro a chegar e o último a sair, dava a impressão de presença constante, inamovível, que, se nada acrescentava em matéria de conversação, também a ninguém incomodava com seu silêncio e seus murmúrios.

Seus contemporâneos, de uma geração bem anterior à minha, entre os quais contavam-se músicos, cantores e compositores, saudavam-no sempre com respeito e carinho. Pagavam-lhe bebida e conversavam com ele. Porém Marçal não entrava na sintonia de ninguém e respondia totalmente ao lado, quando respondia, reingressando, logo em seguida, no mutismo habitual.

Certa vez, eu perguntei ao Rodger ­ físico, compositor, cantor e boêmio ­ afinal quem era ou quem teria sido, aquela simpática ruína que se guardava a um canto, nem alegre nem triste, olhar vago sobre o mundo passando, absolutamente alheio à intensa agitação do Bar do Anísio.

Rodger conhecia bem as primeiras levas dos artistas cearenses que, no começo dos anos sessenta, se aventuraram a tentar a vida no Rio, nossa Hollywood, resplandescente, a atrair de forma irresistível os talentos da província para a noite feérica onde, quem sabe, o destino, o sucesso brilharia... E Marçal foi um desses pioneiros. Excelente pianista, era requisitado para as festas mais caras. Exerceu seus méritos no Náutico, no Ideal e em outros ambientes requintados, até ser arrastado pela correnteza de luz neon do Rio de Janeiro.

E, lá, no Rio, Marçal saiu-se bem. Trabalhou em shows, bares, restaurantes, chegou a ensaiar em orquestras e bandas de algum conceito. Ganhou reputação no meio musical e passou a constar da agenda de empresários e agentes. Por fim, conseguiu um bom contrato, como pianista de um restaurante no Leblon. Emprego fixo. Ele agradava ao público, recebia bom salário, boas gorjetas, comia no emprego, era bem tratado, em suma, o êxito e a tranqüilidade.

Em uma certa noite, particularmente movimentada, no entanto, sobreveio o primeiro assalto do pequenino demônio que o iria perseguir até a derrocada final. Marçal tocava Summertime e parou inopinadamente em meio a inspirado improviso. Olhou para o ombro, depois para o teto e chamou o gerente, para reclamar de uma poeirinha que estava caindo exatamente sobre ele. O gerente estranhou. Não era possível. O restaurante acabara de sofrer uma reforma. "­Como, uma poeirinha?". De dia, examinou-se o forro, o telhado e estava tudo ok: nem buracos, nem ratos, nada! Não havia porque nem de onde cair poeirinha nenhuma.

Na noite seguinte, outra queixa. A poeirinha continuava caindo, e até mais forte. Novas buscas, em vão. O gerente mandou passar pano úmido no forro e mudar o piano de lugar. Mas, no outro dia, lá se vinha o Marçal, com a história da poeirinha que lhe tirava a concentração. A coisa foi se complicando, o gerente se irritanto, até o desenlace inevitável. Marçal saiu do emprego. Não suportava aquela poeirinha que caía do teto exatamente sobre o seu ombro e o gerente do restaurante, muito menos, suportava as repetidas queixas do pianista quanto a uma poeirinha, que não tinha de onde cair.

Novo emprego em outro bar. E lá, também, a poeirinha caindo no ombro do Marçal. Discussões com o gerente, mudanças de lugar do piano, e tudo o mais, culminando com outra demissão. E Marçal, após tocar em mais de uma dezena de restaurantes, acabou sem encontrar nenhum que o quisesse: A história da poeirinha caindo no ombro, sabe-se lá de onde, ficou conhecida no show business do Rio. Marçal jurava para os amigos que caía sim, uma poeirinha lá do alto, sempre que ele estava tocando, e ele tinha de parar para limpar o paletó. Mas, na penumbra da noite, ninguém via, só ele. E foi essa poeirinha que acabou expulsando o Marçal do Rio de Janeiro e da música. Ele parou de tocar, tomou aversão ao piano e voltou para Fortaleza.

Quando o Rodger acabou de contar a história do Marçal e sua poeirinha persecutória, já amanhecia, na Beira-Mar. No Bar do Anísio, só duas mesas ocupadas, enquanto os garçons, impacientes, arrastavam e empilhavam as cadeiras ruidosamente, com o intuito deliberado de incomodar. Banhistas e ginastas madrugadores já ocupavam a praia e os primeiros praticantes de cooper transitavam no calçadão.

Súbito, animado não sei por que força misteriosa, o Marçal, que estivera toda a noite imóvel, em seu diálogo mudo, ou talvez musical, com a garrafa, levantou-se e, num ímpeto, atravessou a rua, indo ao encontro de um cidadão de seus sessenta e tantos anos, de calção, tênis e boné, que caminhava célere. "­Meu Governador! Meu Governador!" exclamou Marçal, em direção ao homem, que, assustado, ao ver aquela figura um tanto andrajosa, de braços abertos, vindo em sua direção, estaca e acaba recebendo um amplexo efusivo do Marçal, sempre aos brados: "­Meu Governador! Meu Governador!".

O homem, constrangido, a custo se desvencilha e segue sua caminhada. Marçal volta contrito sobre seus passos, senta à mesa e submerge no seu mundo de silêncio e murmúrios.

O cearense Roberto Aurélio é jornalista, pai de quatro filhos maiores e avô de uma neta.

(Imagem: fotomontagem a partir de fotos do Google)

Fastio

No dicionário, fastio significa ausência de apetite; inapetência. Sensação de aborrecimento; tédio...

A falta de vontade de comer expressa o fastio. 

São sinônimos de fastio: afronta, anorexia, cansaço, canseira, fadiga, inapetência, quebreira e sufocação. 

(Foto: Google)

Laila Dominique


Laila Dominique é uma estrela encontrada em Jaguariuna, um município da Região Metropolitana de Campinas, no estado de São Paulo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Escolas


É isso aí, a vida não se resume a carnavais.

Memória: Imperdíveis carnavais em Olinda

Régis Kanalha e Savin Cabeção, sobralenses da gemaNunca entendemos o porque dos apelidos deles.

Pelas bandas dos anos 1990, certamente, não havia o menor perigo da dupla Régis Ferreira Gomes e Sávio Ponte perder um carnaval, sequer, em Olinda!

(Foto: Acervo Adriano Tesourinha)

Rugas

Deu no Uol:

"Preenchimento com ácido hialurônico é solução eficaz contra as rugas.

Preenchimento com ácido hialurônico é hit em consultórios dermatológicos.

O AH é usado injetável com o objetivo de promover um preenchimento embaixo das rugas e vincos e nas áreas com perda de volume, sintomas que desaparecem imediatamente após o procedimento já que a substância vai ocupar o volume de colágeno e gordura perdidos."

(Foto: Thinkstock)