domingo, 30 de novembro de 2014

O mestre e o aprendiz

Jean-Pierre Chabloz.

Era início da década de 1980, quando tive a feliz oportunidade de conhecer Jean-Pierre Chabloz que, bastante receptivo, logo me convidou a visitá-lo.

Cheguei num sábado à sua casa na Vila Pita, começamos a conversar e todos os assuntos, naturalmente, convergiam para as artes. Ofereceu-me e preparou um coquetel de receita extravagante: leite, café solúvel, canela, cachaça e açúcar eram alguns dos ingredientes que compunham a fórmula. Para logo me livrar da poção, a bebi de gute-gute. Não deu certo, pois o novo amigo entendeu que assim eu tinha feito por ter gostado e me repetiu a dose.

Tranquilamente, Chabloz me falou de conceitos e fundamentos da arte de desenhar e pintar. Contou-me uma história que até hoje repito, como agora farei.

Pois bem, certa vez ele pediu a um menino, seu aprendiz, para realizar a seguinte tarefa: um desenho de uma criança numa ilha, debaixo de um coqueiro e avistando uma jangada. Não demorou muito e o menino já apresentou o desenho ao mestre, que de pronto o arguiu:

- Eu estou vendo a ilha, o coqueiro e a jangada. Mas, e a criança?
- A criança sou eu, mestre. Respondeu o menino.

Essa história me apontou o ponto de vista de que, na arte, o seu autor tem que estar inserido nela. Assim sendo, saberemos diferenciar o artista do fazedor de arte.

Sete fotos de cangaceiros mortos

De Virgílio Maia


Sete fotos de cangaceiros mortos 

Para Dantas Suassuna

Desde a foto primeira, a de Cirilo,
nelas se nota, em semi-simetria,
um eixo de rancor e crueldade,
com retalhos da noite em pleno dia,
em justa proporção se sobrepondo
conceitos de coragem e covardia.

Há, na composição, equidistâncias,
mas há mais semelhança que igualdade, 
pois nos dois hemisférios estão juntos
o carimbo e a rubrica da maldade,
na assinatura crua da panóplia
feita só de brasões de iniquidade.

De tudo vê-se um pouco: as improváveis
máquinas Singer cantam nos bordados,
sobre caixotes com letreiro inglês
impertinentemente colocados
entre facas, facões, punhais e terços
e os ecos dos combates celebrados.

Os dobrados chapéus trazem nas abas,
engastadas no couro, as esterlinas;
mas há ouro e há prata e há os bornais,
e, às vezes, puídas, há botinas,
tudo somado ao toque de clarim
afiado no bico dos campinas.

Era um mundo de sola, dado ao sol:
as correias, os coldres, as perneiras;
enfileirando patacões do Império,
já brunidas pelo uso, as bandoleiras;
rivalizando o brilho das fivelas,
os frisos e os debruns das cartucheiras.

Tem remotos sinais de tempos outros,
coisas da Ibéria, algumas da Judeia:
a franca flor-de-lis, cruzes-de-malta,
a estrela-de-seis-pontas e essa idéia
duma esfera armilar, tão lusitana,
balizando os princípios da epopeia.

Mas por fim, esse instante das cabeças
nos batentes da igreja de Santana:
a porta está cerrada e ninguém diz
quem tocou tão tristonha caravana,
de momento acendendo onze candeias
nesse altar consagrado à Caetana.

Manassés, 60


Imperdível!

Josef Albers


Josef Albers (1888-1976) foi um artista americano nascido na Alemanha, e um educador por excelência, tendo lecionado na Bauhaus ao lado de artistas de grande renome, como Oskar Shlemmer, Wassily Kandinsky e Paul Klee.

Tanto na Europa, quanto nos Estados Unidos, suas obras significaram a base dos mais importantes programas sobre o estudo da arte do século XX.


Incorporando uma forma de arte influenciada nos construtivistas e no movimento Bauhaus, a obra de Josef Albers representa uma transição entre a tradicional arte europeia, com a intensidade e escala de pequenas proporções, e a nova arte americana. 


Todavia, são os artistas americanos das décadas de 1950 e 1960 pelos quais Josef Albers sente uma ascendente inclinação. Os pintores abstratos hard-edge influenciariam a forma como Albers combinou os padrões e cores intensas, enquanto os artistas OP e outros denominados conceituais, para o seu interesse e estudo pela percepção.

(Fotos: Google)

sábado, 29 de novembro de 2014

Marminino! Marrapá!


O menino seminarista Iossif Vissarionovitch Djugashvili virou assaltante de banco e informante da polícia. Tornou-se Joseph Vissarionovitch Stalin, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953, sendo assim, líder da União Soviética.

(Fotos: Google)

Meia-calça


A meia-calça, aquela meia comprida, dos pés à cintura, que pode ser de vários materiais e cores e, normalmente, feita de nylon ou lycra, ou de lã para o frio, parece ter evoluído em seu conceito.

(Foto: Google)

A letra J


Você sabia que a letra J não aparece em qualquer lugar da tabela periódiica dos elementos?

(Imagem: Google)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ensaio no Equitativa

Esta foto foi batida por ocasião de um ensaio da banda do Fagner, em 1978, no Equitativa, Santa Tereza, no Rio de Janeiro.

Da esquerda pra direita: Carlinhos Sion, Fagner, Sergio Boré, Herman Torres, Chico Batera e Robertinho do Recife.

(Foto: Acervo Herman Torres)

Pioneiros do surf

Da esquerda pra direita: Kelson, Erick, Carlinhos Pretão, Grafite e André Parente.

Em 1975, atraídos pelas águas cariocas, surfistas cearenses foram pegar onda na Praia do Arpoador, em espaço restrito, canto esquerdo de Ipanema, no Rio de Janeiro.

A Praia do Arpoador é conhecida como a praia dos surfistas, por causa das grandes ondas, favoráveis à prática do surf. Seu nome procede do exercício, no passado, de arpoadores de baleias no lugar. Por curiosidade, foi a praia onde a alemã Miriam Etz, radicada no Brasil, trajou em terras brasileiras o biquíni, pela primeira vez, em 1948.

(Foto: Acervo Kelson Martins)

O Reencontro, no Estoril


Imperdível.

Letra nova


No Cantinho do Frango, não faz muito tempo, eu me encontrei com o Chico Pio e ele foi logo me perguntando:

- E aí, parceiro, alguma letra nova?
- Você quer uma letra nova? – Respondi.
Claro! Você tem aí?
Tenho.
Cadê?

Aí, chamei o garçom Tiesco e pedi uma caneta e um pedaço de papel. De pronto, guiado pela inspiração que não se explica, só se sente, escrevi:

Letra nova
É uma boa nova
Pra quem tem canto
Certo no peito

E desse jeito
Eu sigo a vida
Cantando mudo
O que sinto agora

E nessa hora,
Sem demora,
Não tenho pressa
De ser feliz

E a gente diz
Se a vida é mãe
Na boemia
Somos irmãos

Pois é, estou curioso para ouvir a Letra Nova que o Chico ficou de musicar.

(Foto: Acervo Totonho Laprovitera)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Melhorar


Certa vez, em um período de crise econômica que arrasava o Brasil, após o pronunciamento de um “otimista” ministro da economia, na televisão, ouvi de um desconfiado comerciante do interior paulista: “Melhorar é o que eu tomava quando tinha dor de cabeça”.

(Imagem: Google)

Revelações, Galeria Vicente Leite

Balançar a roseira


“Balançar a roseira” é uma antiga expressão cearense, que significa expelir gases, flatular, ou seja, simplesmente, peidar.

Segundo o professor Carlinhos Analfabético, “o ato de liberar o amontoamento de gases no estômago ou intestino causa uma catinga danada no recinto, mas alivia é muito o cristão que o solta. O peido nada mais é do que um aviso das tripas para o sedém, avisando a chegada de excrementos”. 

(Foto: WhatsApp)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bolsa-Arte


Quando cursava Arquitetura, na Universidade Federal do Ceará, lá pelo final dos anos 1970 e início dos 1980, durante quatro anos eu participei do Bolsa-Trabalho-Arte, Artes Plásticas, da Funarte. Naquele tempo, lembro de dois coordenadores do programa: Ricardo Bezerra e Hélio Rola.

Com Ricardo, desenvolvemos pesquisas culturais e discutimos as nossas produções pessoais. Ensaiamos experiências com a turma da música e das artes cênicas. Foi uma preciosa fase de busca de conhecimento e conteúdo para as nossas expressões artísticas.

Com Hélio, em grupo, executamos diversos murais pelos domínios da Universidade. Em especial, cito três: A Evolução da Espécie, A Via Láctea e a Primeira Planta da Cidade de Fortaleza. Primeiro realizávamos o projeto, discutindo exaustivamente seus aspectos. Depois de desenhado o plano, seguíamos para o campo e pintávamos com a acriançada alegria daqueles que fazem o que gostam. Ainda, nos era permitido improvisarmos, desde que tivéssemos a aquiescência dos demais, é claro.

A Bolsa-Arte me significou um experimento coletivo sem igual e até arrisco em dizer que foi um programa inspirador de vários movimentos de arte na rua, em Fortaleza, a partir de sua performance pelo Campus do Benfica.

(Foto: Google)

Controle remoto


Uma pergunta que o professor Carlinhos Analfabético não soube responder: Por que as pessoas apertam com mais força os botões do controle remoto, quando as pilhas estão fracas? 

(Imagem: Google)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Carlos Vilaró

Carlos Vilaró pintando.

Carlos Páez Vilaró (1923-2014) foi um pintor, ceramista, escultor, muralista, escritor, compositor e empresário uruguaio, proprietário da famosa galeria de arte e hotel Casapueblo, monumento modelado por ele mesmo. 

Vilaró ainda patrocinou a busca pelo local da queda do avião onde seu filho estava, em 1972, num famoso acidente acontecido na Cordilheira dos Andes, na fronteira entre o Chile e a Argentina.

Pablo Picasso e Carlos Vilaró.

Carlos Vilaró conheceu Picasso, Dalí e foi um dos grandes nomes das artes sul-americanas. 

(Fotos: Google)

Caçadores de Vampiros


Foi na página do Facebook do Adrian Vogel, que encontrei esta foto de um Kit Caçadores de Vampiros de 1890. 

Estojo contendo kit para matador de vampiro, em jacarandá e ébano incrustado com prata pendurada e com uma placa em mãe-de-pérola. O conteúdo inclui um pó preto, uma pistola, dois recipientes, sendo um em chifre com pó e mofo e outro com balas, punhal com cabo em osso gravado com crucifixo, três pequenos crucifixos, uma marreta e duas estacas de madeira, livro de oração comum, dois pequenos retratos emoldurados de Jesus, água benta e quatro frascos de vidro com cristais.

(Foto: FB)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Matta-Clark

Gordon Matta-Clark.

Gordon Matta-Clark, nascido Gordon Roberto Echaurren Matta (1943-1978), foi um artista norte-americano mais conhecido por suas obras de arte site-specific, que ele cometeu na década de 1970 . 

Splitting, de Gordon Matta-Clark, 1974.

Matta -Clark é famoso por seu building cuts, uma série de trabalhos em edifícios abandonados, nos quais ele recortava e deslocava partes do piso, teto e paredes dos andares.

(Fotos: Google)

Água: a escassez na abundância


A água é o recurso natural mais abundante do planeta. No entanto, hoje em dia, 40% da população do planeta já sofre as sequelas da falta dela. Afora a elevação da sede no mundo, a carência de recursos hídricos implica em graves consequências econômicas e políticas para as nações.


(Foto: Google)

domingo, 23 de novembro de 2014

Leilão do Iprede


Por uma boa causa.

Yves Klein

Yves Klein. 

O artista francês Yves Klein (1928-1962) é considerado uma respeitável personalidade da arte europeia, depois da Segunda Guerra Mundial. 

IKB 191, 1962 (uma das pinturas monocromáticas em que Yves Klein usou o International Klein Blue).

A sua classificação como neodadaísta causou discordância entre importantes críticos da época. Thomas McEvilley, por exemplo, em ensaio publicado pela revista Artforum, em 1982, o classificou como um precursor da arte contemporânea, embora “enigmático”.

(Fotos: Google)

As cores da Mangueira


Pra quem não sabe, foi por sugestão de Cartola, a adoção das cores verde e rosa – lembrança dos carnavais de sua infância – para o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

Ainda, o nome de Estação Primeira decorreu da primeira parada do trem, que saia da Estação de Dom Pedro para o subúrbio, onde havia samba, no Morro da Mangueira. 

(Foto: Google)

Ricardo Barbosa: Barco de Papel

Neste domingo, o cantor mato-grossense Ricardo Barbosa chegará à Fortaleza, onde, durante três dias, divulgará o seu primeiro CD, produzido por Dudu Borges.


Se Vevé & Tânia recomendam o artista, vale a pena conferir a música Barco de Papel, uma das mais tocadas nas rádios de Fortaleza.

Sentido da vida


O sentido da vida estabelece um questionamento filosófico acerca da finalidade e significado da existência humana, definindo a relação entre o ser humano e seu mundo. 

Existe um grande número de prováveis respostas para o sentido da vida, muitas vezes pertinentes a convicções religiosas ou filosóficas. 

Opiniões sobre o sentido da vida podem se distinguir de pessoa para pessoa, bem como podem variar no decorrer da vida de cada ser humano. No entanto, de uma forma mais ampla, não existe consenso sobre tal.

(Foto: Totonho Laprovitera)

sábado, 22 de novembro de 2014

Viajantes

Os viajantes Célio Porto, Ricardo Nobre, Emanuel Capistrano e Ricardo Barreira, de saída para Aracati, em 1970.

Viajante são aqueles que gostam de explorar e conhecer novos lugares. Eles tem o prazer de caminhar na direção do novo, assim, almejando conhecer novas culturas e novos povos. 

(Foto: Google)

Tullio Santini

Tullio Santini.

O La Cucina di Tullio Santini, é o mais premiado restaurante italiano de Ribeirão Preto, em São Paulo, sendo indicado pela Federazione Italiana Cuochi, respeitável instituição gastronômica, reconhecida no mundo inteiro. Nele, o chef de cozinha Tullio se sobressaia pela típica culinária da região Norte da Itália, tendo como principal encanto a leveza nos pratos. Pessoalmente, Tullio preparava sua massas, molhos e pratos com produtos artesanais e ingredientes da melhor qualidade. 

Por exemplo, criado por Tullio e ganhador de vários prêmios culinários, o La Gôndola Imperattore é uma iguaria de massa artesanal fina e crocante no formato de uma rosa recheada com filé mignon, molho pesto e mussarela. Acompanhado de um bom vinho italiano, esse prato me é inesquecível.

Italiano, de Cremona, hoje, o amigo Tullio Santini navega pelas celestiais águas do rio Pó.

(Foto: Acervo Tullio Santini Junior)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Náutico, 1948

Náutico Atlético Cearense sendo construído, em 1948.

Náutico, 1948. Uma paixão.

(Foto: Acervo Paulo Miranda Moreira de Sousa)

Valendo nota

Professor Carlinhos Analfabético.

Na aula de química, o professor Carlinhos Analfabético perguntou aos seus alunos:

- Valendo nota! Quais as principais reações do álcool?

O tímido Gerardinho respondeu:

- Ligar pras puta, chorar pela ex, ficar rico, valente e pegar mulher feia...

E o professor: 

- 10!

(Foto: Zecaneto)

Massachusetts!


Em Sobral, sempre que me achava com o bom Edson Pinto da Silveira, o Fartura, ele me cumprimentava com a alegre saudação “Olá, Tony!”. E quando eu perguntava por onde andava, ele respondia: “Massachusetts!”.

Tempos depois, tomando umas e outras e traçando piabas fritas no Açude Acaraú Mirim com meu amigo João Pontes Mota, o Tripa, ele me revelou que, após pesquisar tanto em Mumbaba de Baixo, quanto em Mumbaba de Cima, concluiu que o nome Massachusetts, um dos 50 estados dos Estados Unidos da América, localizado na região da Nova Inglaterra, cujo nome oficial é The Commonwealth of Massachusetts, pasmem, advém de Massapê, Ceará!

Já, em viagem pelos distritos de Tangente e Tuína, depois de ter passado por Aiuá e Ipaguaçu-Mirim, consultei o heráldico massapeense Jilson Canuto, o Jilsim, e ele me contou que um dos fundadores desse estado estadunidense era um filho de Massapê. Pois bem, quando ele chegou lá, não se aclimatando, bravejou dizendo que o lugar era “uma boston”, com o seu já carregado sotaque de estrangeiro. Daí, a razão de ter sido nominada Boston, a capital de Massachusetts que, traduzido para o cearês, significa “solo argiloso, compacto e de coloração escura”.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Fantasma no banheiro


Ao chegar mais cedo em casa, Vieirinha encontrou a esposa pelada na cama, quase desmaiada e arquejando.

- O que aconteceu, querida? Você não tá passando bem?!
- Acho... Acho que é um ataque do coração... - Ela respondeu.

Ao escutar isso, feito doido, Vieirinha meteu o pé na carreira, pegou o telefone e chamou o médico. Enquanto tentava ligar, o filho chegou perto dele e avisou:

- Pai, tem um fantasma no banheiro!

Daí, Vieirinha foi bater lá, abriu a porta e encontrou um indivíduo vestindo um lençol. Puxou o pano e deu de cara com o seu melhor amigo, pelado. Surpreso e indignado, falou: 

- Pelo amor de Deus, Nelsinho! A Francimary tendo um infarto e você aí, assustando as crianças!

Luciano Maia

Amigos em Ação


Abertura da VI Exposição Coletiva de Obras de Arte Amigos em Ação.

Perdendo peso


Dizem os estudiosos, que defecar diariamente pode se tornar um hábito eficaz e saudável que faz a pessoa emagrecer.

Já, o uso de sauna faz com que a pessoa perca água através de uma transpiração intensa. Mas, cuidado, pois com o suor também são eliminados sais minerais. E tem mais. Depois, bebendo ao sair da sauna, recuperam-se os gramas de água suprimidos. É certo que a sauna dá uma sensação de bem-estar, que nada tem a ver com a perda de peso. Agora, ela pode ser um meio saudável de relaxamento durante um difícil método de emagrecimento.

Falando em defecação e sauna, hoje, lembrei de uma baita confusão acontecida em um agitado sábado, na Fortaleza dos anos 1970. Bastante embriagado, um insurgente jovem revoltou-se ao ser expulso violentamente de um centro de fisioterapia, por ter evacuado no estrado do piso de sua lotada e emadeirada sauna seca!

Aí, eu pergunto: Por que tem gente que acha que pode tudo e é cheio de razão?!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Porto Iracema das Artes


1° Salão de Ilustração do Porto Iracema das Artes. Vale a pena conferir.

A Whiter Shade Of Pale


Tudo começou quando o Alberto Perdigão me citou em um post sobre a música A Whiter Shade Of Pale, em vídeo do Wall Araujo, no Facebook. Aí, eu compartilhei a postagem do Alberto e o Ivan Martins também. Dentre os diversos comentários, acerca da romântica canção, nos chegou um do Carlinhos Lima, dando conta que a música teria sido plagiada Bach. Resolvi pesquisar sobre o assunto e averiguei o seguinte.


Enquanto o mundo se aprazia com o álbum Sgt. Pepper’s, dos Beatles, a música que figurava em primeiro lugar nas paradas britânicas era A Whiter Shade Of Pale, da estreante banda britânica Procol Harum, lançada em 1967 e considerada um dos hinos da contracultura do Summer of Love, nos Estados Unidos, um acontecimento que mudou o mundo. 

Sendo gravada mais de 900 vezes por diversos artistas, A Whiter Shade Of Pale foi incluída em inúmeras coletâneas de sucessos da década e até hoje é usada em trilhas sonoras de muitos filmes.

Com melodia inspirada na Cantata 140, de Johann Sebastian Bach, incluído vocais soulful e letra incomum, primeiramente, os créditos da composição original apenas foram conferidos para Gary Brooker e Keith Reid. Em 2009, o organista Matthew Fisher auferiu direito aos créditos de coautoria da música, em decisão unânime da Câmara dos Lordes, do parlamento do Reino Unido.

Sendo um dos poucos singles – apenas 30 – que já venderam mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo, a canção, que mistura rock, clássico e música barroca, conta com mais de 900 versões.

A Whiter Shade Of Pale estabeleceu um conexão da Procol Harum com os Beatles e Jimi Hendrix. Sua importância abriu espaço no rock para obras como Bohemian Rhapsody, do Queen, e toda as demais de Rick Wakeman.

Com elementos sobrenaturais e mitológicos, a letra de Whiter Shade Of Pale faz alusão a Shakespeare e a Milton. Até hoje estudiosos buscam elucidar o seu sentido, sem completo sucesso. A música é romântica, trágica, nuviosa, mágica e de difícil tradução. Fala sobre muitas coisas, nas quais os significados são subentendidos. 

(Foto: Google / Vídeo: YouTube)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cobogó


Cobogó é um elemento vazado, comumente feito de cimento, que preenche parede e muro para permitir maior ventilação e luminosidade no interior de uma edificação. 

O nome cobogó procede das iniciais dos sobrenomes dos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis que, no início do século XX, trabalhavam em Recife e, em conjunto, o conceberam.

Em alguns lugares, o nome foi deturpado como combobó, combogó, comogó, comongol, comogol. 

Primeiramente, o cobogó era feito só de cimento. Popularizado, passou a ser moldado com distintos materiais, como argila, vidro, cerâmica etc.

(Imagem: Google)

Algarismos romanos


Uma pergunta que o professor Carlinhos Analfabético não soube responder: Como é que se escreve zero em algarismos romanos?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Minha Cidade, Minha Casa, Minha Vida

O banheiro do Venício


No esmero do atendimento de excelência a seus clientes, Venício decidiu reformar seu bar. E, para tanto, começou as obras pelo banheiro. Daí, pra variar, chegou o Martins para dar pitaco nos serviços: 

- Venício, hoje em dia, todo estabelecimento tem que ter amparos no banheiro, para atender aos deficientes...
- Lá vem você com as suas arrumações!
- É, tem que ajeitar os ambientes, levando em conta as acessibilidades...
- Deixa de frescura, Martins!
- Por exemplo, tem que enlarguecer a porta do banheiro, pois essa daí não dá pra passar uma cadeira de roda...
- Mas, eu nem tenho cliente cadeirante...
- Mas tem que atender as leis... Tem até que ter alarme para os deficientes...
- Comequié?! 
- É, e se chegar um fiscal da Regional, aí, vai ter problema sério...
- E o que é que ele pode fazer?
- Ora, tacar uma multa bem grande, fechar o bar...
- Fechar o bar só por causa dum banheiro?!
- Não fecha pelo banheiro, não, mas pelas caçarolas...

A penitência


Ao voltar de viagem, a espilicute Dona Higina foi bater direto à Igreja para se confessar com Padre Lito. No confessionário, ajoelhou-se, fez o sinal da cruz e ouviu o vigário pedir para ela contar seus pecados.  

- Padre, eu viajei ao Rio de Janeiro...
- Sim, filha...
- Padre, fui passear por lá e me encontrei com um ex-namorado...
- Sim, filha...
- Padre, eu deitei com ele...
- Mas, filha...
- Padre, que coisa horrível...
- O que, filha?
- Padre, estou tão envergonhada... Sou uma mulher casada!
- Sim, filha...
- Padre, eu traí meu marido!
- Filha, o pecado da traição é por demais grave...
- Padre, eu sei e estou tão arrependida...
- Filha, o arrependimento alivia o pecado...
- Padre, eu quero pagar pelo o que fiz!
- Como assim, filha?
- Eu quero saber qual a penitência para me redimir desse erro!
- Filha, vá pra casa, reze cinco ave-marias, cinco pai-nossos, peça perdão à Deus e se dedique ao seu bom esposo, que é o seu verdadeiro porto seguro...
- Padre, se eu fizer assim, estarei perdoada?
- Sim, filha... Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo...
- Amém!

Toda contrita, a devotada Dona Higina saiu da Igreja aliviada. No caminho de volta para casa, já faceira, encontrou-se com Dona Judite, amiga fiel e confidente de muitos anos.

- Oi, Higina!
- Oi, Judite!
- Higina, chegou quando do Rio?
- Agora há pouco...
- E aí, foi bom por lá?
- Foi ótimo!
- Que você fez de especial?
- Mulher nem te conto...
- O que?!
- Mulher, você não imagina com quem me encontrei lá?
- Com quem?
- Com o Genivaldo!
- Aquele oficial do exército, que você namorou quando era mocinha?
- Ele mesmo!
- E aí?
- E aí, que ele ainda tá inteirão que dá um caldo e tanto...
- Verdade? Jura?
- Ora, conversa vai, conversa vem, saímos e... Aconteceu!
- O que, vocês transaram?!
- Não, Judite, fizemos amor...
- Mas, Higina, e o Altair?
- Bem, Judite, o Altair continua sendo o melhor marido do mundo!
- Mas, não lhe bateu o menor remorso?!
- Bater, bateu, mulher, mas acabo de sair da Igreja agorinha mesmo...
- E o que é que tem?
- Judite, pode trair seu marido!
- Deus me livre!
- Juditinha, minha querida, a penitência que Padre Lito passa por traição ao marido é apenas de cinco ave-marias, cinco pai-nossos e pedir perdão à Deus!

domingo, 16 de novembro de 2014

Ellen Jabour


Domingo de praia. A bela Ellen Jabour refresca-se no mar da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

(Foto: Google)

A vaquinha


Um mestre da sabedoria passeava pelo campo com seu fiel discípulo quando avistou ao longe uma casinha de aparência bem humilde e resolveu fazer uma breve visita. Durante o caminho, ele discorreu ao aprendiz sobre a importância das visitações e as oportunidades de aprendizado que temos, também, com as pessoas que mal conhecemos. 

Chegando, eles verificaram a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com surradas roupas. Então, o mestre chegou perto do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: 

- Se aqui não tem ponto de comércio e de trabalho, como o senhor e a sua família conseguem sobreviver aqui? 

Calmamente, o senhor respondeu: 

- Meu amigo, nós possuímos uma vaquinha que todos os dias nos dá alguns litros de leite. Uma parte dele a gente vende ou troca na cidade vizinha por comida. A outra, nós fazemos queijo e coalhada, para o nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo.

O mestre agradeceu, observou o lugar tranquilamente, se despediu e partiu. No meio do caminho, ordenou ao seu fiel discípulo: 

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a naquele abismo ali na frente e empurre-a, lá pra baixo. 

Assustado, o jovem arregalou os olhos e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como intuiu o silêncio absoluto do seu mentor, cumpriu a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e ela morreu. 

Durante anos, aquela cena ficou dolorosamente marcada na memória do jovem. Porém, em um belo dia, ele resolveu deixar de lado o que havia aprendido, voltar naquele mesmo lugar, contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los. 

Assim fez. Mas, quando chegou ao local avistou um sítio muito bonito, com floridas árvores, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Triste e desesperado, imaginou que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Avexou o passo e, lá chegando, logo foi recebido por um caseiro muito simpático. Aí, perguntou sobre a família que morava ali há uns quatro anos e o caseiro respondeu: 

- Continua morando aqui. 

Admirado, o jovem entrou correndo na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor, o dono da vaquinha: 

- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida? 

Entusiasmado, o senhor respondeu: 

- A gente possuía uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí, tivemos que fazer um bocado de coisa, de um jeito ou de outro. Assim, conseguimos ter tudo isso que você tá vendo agora. 

Ponto de Reflexão: Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua. Aproveite a entrada de um novo dia, ou de um ano novo para empurrar sua “vaquinha” morro abaixo.

(Foto: Acervo Kalu Brandão)

O cardápio do Gabriella

Valtim.

O balcão do restaurante tinha sido reformado. O Gabriella a cada dia tornava-se mais caprichado. As mesas com suas toalhas rendadas, protegidas pelas lâminas de vidro, e os arranjos florais davam o tom de regionalismo que a cozinha exigia. Nas paredes, os quadros enfeitavam e marcavam a intelectualidade do lugar, respaldando o habitual bom papo e mostrando que a boemia não é o ócio, que a boemia é lazer, e como o lazer é a mudança do ritmo de trabalho, a boemia também é produtiva. Diante de tanto, o proprietário mandou confeccionar em couro, com letras douradas impressas a fogo, o cardápio. Coisa chique. Numa sexta, porém, chegou Valtim, apressado como sempre:

- Chega, negrada, que hoje é jogo rápido!
- Calma, rapaz, senta e toma uma na calma. Sugeriu Bruno.
- O doutor vai tomar o quê?
- Moésio, eu quero uma cervejinha!

Assim que chegou a cerveja, Valtim foi logo bebendo com rapidez e tirando com guardanapo a espuma do buço despediu-se de todos. A pressa do compromisso, uma audiência no fórum, fez com que ele não continuasse com os amigos na maratona etílica. Mas, para surpresa de todos, vinte minutos depois, retornou Valtim e com a mesma pressa:

- Negrada, que merda, quando já ia no meio do caminho é que eu vi que na pressa fiz confusão e troquei minha agenda pelo cardápio aqui do Bruno! Bota mais uma, Moésio! 

(Foto: Totonho Laprovitera)

sábado, 15 de novembro de 2014

Escora e gambiarra

Eis uma escora feita na gambiarra.

Pode até parecer nome de dupla sertaneja, de embolada ou mesmo uma parelha de palhaços de circo mambembe, mas, não é.

Escora é uma peça ou objeto que apoia algo.
 
Gambiarra é um método de improviso para solucionar um problema.

(Foto: Totonho Laprovitera)

Marrapá!


Rapaz aristocrata, Nelson Rolihlahla Mandela se tornou advogado, líder rebelde, presidente da África do Sul, o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e pai da moderna nação sul-africana, onde é chamado de Madiba (nome do seu clã) ou Tata (Pai).

(Foto: Google)