terça-feira, 25 de agosto de 2015

Mortal humano


Em um banco da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Fortaleza, encontrei bem caligarafado numa folha de papel almaço:

"Quando a minha alma deixar o meu corpo, eu não sentirei pesar da decrépita carne, incrédula de quimeras.

Navegarei por desconhecidas dimensões, voarei em luz de estrelas e, singular, serei plural.

Habitarei o meu ser com o desapego do espírito à matéria. Na liberdade de seguir, me eternizarei com a fé de existir muito além dos mistérios que o tempo nos guarda.

Mortal humano, em lume virarei."

(Foto: Google)

2 comentários:

  1. Belíssima mensagem!
    Valeu, meu amigo-irmão.
    Vamos já comemorar UM MILHÃO DE ACESSOS!!!
    Mais gente do que Sobral e Meruoca juntas. Hehe

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  2. Belo poema. Bem ao estilo de Raimundo Varão. Não terá sido ele que ainda anda a vagar por entre os bancos da Igreja do Carmo?

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