quarta-feira, 29 de junho de 2011

Demi Moore



Tem coisa que eu não gosto de contar porque até pode parecer que seja invenção minha! Uma delas é sobre a Demi... Sim, a Demi Moore. Mas, mesmo assim, irei contar, nem que seja pela última vez.


Pois bem, em 1984, no Rio de Janeiro, Demi Moore estava no Rio de Janeiro gravando o filme Blame it on Rio, onde contracenava com Michael Caine, quando conheceu um artista plástico cearense (não era eu!), por quem despertou uma especial atração. Resultado, num intervalo das filmagens se mandou pra Fortaleza e se hospedou numa modesta casa no bairro do Benfica, perto do Estádio Presidente Vargas. O artista, sem despertar grande interesse pela então desconhecida, apresentou e a disponibilizou ao circuito universitário da UFC. Daí, então, ela passou a frequentar os lugares preferidos pelo corpo dicente da instituição de ensino. Era um pra lá e pra cá, num vai e vem que a levava do nada à lugar nenhum. Mas, às noites, desembarcava sempre em festinhas de centros acadêmicos e rodas de poesia e violão. Isso, quando não aconteciam as festas do CEU (Centro Esportivo Universitário), onde seu desengonçado balanceio embalava seus excessos e espantava os pretendentes menos desesperados. Resumindo, passava a noite todinha batida, à espera do par dançante que teimava em não chegar. Pra completar, a sua timidez reforçava a sua solidão.

Porém, chegou um dia em que nos conhecemos e, entre uns “ráis” e alguns “relôs”, estabelecemos uma comunicação gutural e tátil que desembestou numa amizade, pela necessidade de realizarmos um intercâmbio cultural entre as Américas: Latina e do Norte! Daí, dançamos até fazer bico “De quem é esse jegue?”, “A velha debaixo da cama” e “Pare de tomar a Pílula”, pelas letradas calçadas das faculdades.

Fizemos uma boa amizade e, apesar da efemeridade da nossa história, aprendi com ela a máxima “never dated an enemy”, ou seja, “nunca namorei uma inimiga”. Certa vez, jamais esqueço, fomos às compras na feira da Gentilândia. Ela queria comprar um par de chinela de rabicho e uma garrafada de catuaba (ela dizia não existir na América do Norte). Mais tarde, prosseguimos o passeio e resolvemos nos entregar aos encantos da gula. Na bodega do Chaguinha, batemos uma buchada de bode seguida de uma mão-de-vaca e fussura de porco! Nos fartamos de iguarias, cerveja, cachaça, rum, zinebra, prazeres e gargalhadas! No dia seguinte, pensem numas estrangeiras e intestinais gaiatadas, intercaladas aos doridos gritos de “Tonyyyyy, diorrééééé”! 

Bem, não vou mais me alongar nessa história de saudosa lembrança, pois me traz fortes recordações de uma simples relação entre eu, Toim, e ela, Deminha... 

Daqui por diante, quem quiser que adivinhe e conte o resto...

(Foto: Frank Tony)

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