quinta-feira, 4 de junho de 2015

Traição por justa causa


Himeneu chegou em casa e pegou a esposa, na cama, com um garotão de uns vinte e poucos anos, forte, bronzeado e cheio de amor para dar... Enquanto começava a armar o maior barraco, a consorte o interrompeu:

- José Himeneu, antes, o senhor deveria ouvir como tudo isso aconteceu... 

E emendou:

- Eu andava pela rua, vi esse jovem maltrapilho, abatido e faminto. Então, morrendo de pena dele, trouxe-o aqui pra casa. Dei a ele aquela refeição que havia preparado para você ontem e, como você chegou tarde e, satisfeito com o tira-gosto do boteco, não comeu, e eu guardei na geladeira, lembra? 

E continuou:

- Tadinho, ele estava descalço, então dei aquele sapato que você nunca usou, pois, foi mamãe que lhe deu. Ele estava com sede, aí, servi aquele vinho que estava guardado, para aquele sábado que você vive prometendo, mas, que nunca chega. Um dia é futebol, outro, peteca, pôquer, pescaria e assim vai... As calças estavam rasgadas, então, dei pra ele aquele seu jeans seminovo, ainda em perfeito estado, mas que não cabia mais em você. Como ele estava sujo, mandei tomar um banho e fazer a barba. Então, dei aquela loção francesa novinha, que você nunca usou, pois, achava fedorenta.

E finalizou.

Daí, quando ele já ia embora, perguntou: “Dona, tem mais alguma coisa que seu marido não usa mais?”.

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