sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ode ao Amor de Francisco e Clara: Capítulo 10



10. Jogo de Cartas

Francisco, depois de uma longa noitada boêmia e esgotado de baralho, bebida e fumaça, cai no sono a beira do poço. A embriaguez o excita e traz a luz todos os vícios, tirando-lhe o senso de pudor que constitui um travão aos instintos ruins. Quando já está pra despencar pra dentro do poço, Clara aproxima-se, o acorda e lhe diz: “Ei, amigo! Se você tivesse caído, certamente não seria a sua imprudência, mas a mim, que você culparia!”[i]

Uma mesa de bar,
um jogo na mesa,
num lance de vida
que prende a atenção

Recebo uma carta,
que alucinação,
no rosto da dama
só vejo você

Jogo você, arrisco você,
não posso perder
Jogo-me nas cartas,
quero estar com você

Ode ao Amor de Francisco e Clara: Totonho Laprovitera conta, Amaro Penna canta.
(Foto: Totonho Laprovitera)

[i] (Adaptado de Esopo e Seneca)

Nenhum comentário:

Postar um comentário